segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Magnificat (Lc 1.46-55)


Magnificat (Lc 1.46-55)

O cântico de Maria talvez seja um dos mais belos hinos da Bíblia, mesmo que a narração não diga que Maria cantou, mas apenas diga que ela somente tenha dito (εἶπεν). Porém, não podemos negar que ela verdadeiramente cantou jubilosamente ao seu Deus. Talvez fugindo para a casa de sua prima para permanecer viva, visto que não engravidara do seu noivo José, a alegria do Espírito manifestou-se em seus lábios.

A jovem Maria, com cerca de 13 anos, pois é nessa idade em que as meninas são dadas em noivado na palestina do primeiro século, demonstra um profundo conhecimento das Sagradas Escrituras na elaboração de seu cântico. Ela inicia com a oração da estéril Ana (1Sm 2.1), residente em Ramá (Mt 2.18), que milagrosamente concebeu o profeta Samuel. O motivo de sua alegria é o Deus que ouviu a sua petição (שׁמוּאל). Isto resultará num novo período de sua história e de seu povo. Em seu ventre não há apenas um profeta, mas o próprio Deus encarnado chamado de Salvador (Yeshua). Do mesmo modo que Ana, Maria coloca-se numa posição inferior e entende que a criança é um dom de Deus que deve ser dedicado a Ele por todos os dias de sua vida (1Sm 1.11). Contudo, a sua inferioridade não anula o que ela carrega no ventre, este é aquele que colocará Israel em uma nova dimensão espiritual, onde a esterilidade dará lugar à fertilidade e as nações irão reconhecer Israel como bem-aventurado (Ml 3).

As grandiosas obras de Deus são lembradas com menção ao Salmo 126 e/ou 111. Um retorno iminente do exílio irá encher o coração de alegria, pois grandes coisas fez, faz e fará o SENHOR àqueles que levam a preciosa semente. A libertação foi enviada, por isso o nome de Deus é digno de ser honrado acima de qualquer outro nome. O efeito de tão grandiosas obras em nós deve ser o temor. Elementos como a gratidão, o amor, e a retidão dão acesso a uma abundante misericórdia divina (Ex 20.6; Sl 103.13, 17). Maria conscientemente insere um salmo messiânico (Sl 89.10), o seu assunto é a valentia de Deus que, como valente, age de forma justa subjulgando toda forma de injustiça. Deus é Soberano (Jó 12.5). A justiça de Deus permeia os últimos versos de seu cântico, aqueles que dominam sobre os aflitos de forma injusta terão a paga por tudo o que fizeram. As promessas feitas em outros tempos estão se cumprindo, Deus tomou para si esta causa e não deixará que a injustiça prossiga (Jó 5.11). Por causa de sua bondade Ele elevará os humildes até a realeza e encherá de bens os famintos (Sl 107.9). A benignidade para com Israel não foi esquecida e manifesta-se esta numa forma visível de salvação que está em seu ventre. A aliança feita com os patriarcas se cumpre nela, a descendência (Gn 17.7) será dada e nele serão benditas todas as nações da terra (Gn 22.18) eternamente.

Se alguém duvida da veracidade da promessa saiba que “para Deus nada é impossível” (Lc 1.37). Não somos salvos pela sabedoria, mas pela loucura desta pregação (1Co 1.21) que contraria toda razão humana. Podemos aprender com a jovem Maria que devemos ter fé em qualquer circunstância. Mesmo que a proposta divina seja excêntrica, Deus cumprirá a sua palavra. O resumo disto é que há um Deus que se importa com as suas criaturas, talvez possa demorar a resposta de Deus, mas ela vem em tempo oportuno. E quando a resposta vem, seja em meio a tribulações e aflições, o efeito dela é um novo cântico de adoração em nossas línguas que engrandece ao Poderoso Salvador.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Pergaminhos do Mar Morto poderão ser vistos na internet


Mais antigos manuscritos em hebraico serão digitalizados em alta definição e colocados na internet

Foto: EFE

Reduzir Normal Aumentar Imprimir Os manuscritos do Mar Morto, os mais antigos manuscritos em hebraico que são conhecidos, poderão ser vistos em um arquivo online graças a uma nova iniciativa revelada pela Autoridade de Antiguidades de Israel e pelo Google.

O projeto vai dar aos usuários da internet a oportunidade de visualizar os pergaminhos, digitalizados em alta definição.

Encontrados por acaso em 1947 nas cavernas localizadas em Qumran, um importante sítio arqueológico perto do Mar Morto, os textos dos pergaminhos de 2 mil anos contêm fragmentos de todos os livros do Antigo Testamento, exceto Ester, e de vários apócrifos e escrituras das seitas.

Os textos, que foram encontrados divididos em mais de 30 mil peças e compilados em 900 rolos, são fortemente vigiados em Jerusalém, em um prédio do Museu de Israel que é um abrigo nuclear.

Os internautas poderão participar do que a autoridade de Antiguidades descreveu como "o jogo final de quebra-cabeças", já que terão a oportunidade de recompor os pergaminhos, juntando peças e até descobrindo novas formas de ler os textos em hebraico antigo, corroídos e descoloridos com o passar dos anos.

"Nós estamos fazendo história, ligando progresso e passado com o objetivo de preservar essa herança única para as gerações futuras", disse em um comunicado a diretora-geral da Autoridade de Antiguidades, Shuka Dorfman.