sábado, 20 de dezembro de 2014

Teologia Wesleyana: Arminianismo

O fundador do avivamento metodista na Inglaterra, e da Igreja Metodista Episcopal nos Estados Unidos, foi John Wesley, um sacerdote da Igreja da Inglaterra. John Wesley foi um brilhante teólogo e pregador, professor da Universidade de Oxford e um evangelista itinerante, que tinha um interesse profundo e duradouro na aplicação de teologia para a vida cotidiana. Logo no início de seu ministério Wesley tornou-se um arminiano em sua teologia da salvação, modificando-a um pouco ele a aplicou em sua própria vida e na vida de fé de suas sociedades metodistas. Esta compreensão teológica tornou-se geralmente conhecida na teologia sistemática como "A Ordem da Salvação de Wesley" e pode ser resumida da seguinte forma:

1. Graça Preveniente:
Os seres humanos são totalmente incapazes de responder a Deus a menos que Deus em primeiro lugar os capacite a ter fé. Esta capacitação é conhecida como "graça preveniente." A graça preveniente não nos salva, mas, vem antes de qualquer coisa que fazemos, nos atraindo a Deus, tornando-nos QUERER vir a Deus, e permitindo-nos ter fé em Deus. A graça preveniente é universal, na medida em que todos os seres humanos a recebem, independentemente de terem ouvido falar de Jesus. Ela se manifesta no profundo desejo da maioria dos seres humanos de conhecer a Deus.

2. Graça Justificadora:
Depois de sermos levados a Deus e capacitados a responder com fé ao dom oferecido da salvação, e - o mais importante - quando, na verdade, dizemos "sim" e aceitamos Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador, nos é dada a "graça justificadora", a qual absolve os nossos pecados e nos incorpora no Corpo de Cristo. Este é o ponto de "inteira regeneração", na qual os seres humanos retornam ao estado de Adão e Eva no Jardim. Às vezes refere-se como sendo esse ponto e tempo na vida de alguém quando está "salvo". Na graça justificadora somos julgados afim de não sermos "culpados" dos pecados, apesar de sermos MUITO culpados e, apesar de AINDA cometermos pecados. Jesus, no entanto, perdoa os nossos pecados e, por meio de sua graça, somos vistos por Deus como como se fôssemos tão justos quanto Cristo.

3. Graça Santificadora:
A justificação pela graça mediante a fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador não termina, no entanto, sua caminhada na graça. Uma pessoa não "chegou" no final da caminhada quando está salva. A justificação é o ponto em que Deus nos julga "como SE fôssemos Cristo". A perfeição, a justiça, de Jesus ainda não faz PARTE de quem somos, embora sejamos vistos por Deus como SE fôssemos justos. A graça santificadora trata de fazer o julgamento exterior da PARTE "justa" de quem SOMOS. A justiça de Cristo é, por meio de nossa abertura à graça de Deus, faz parte cada vez maior de QUEM somos. Tornamo-nos MAIS e MAIS como Jesus. Em outras palavras, o amor e vontade de Deus em Jesus Cristo são enxertadas em nossas vidas e nos tornamos mais e mais parecidos com Jesus.

4. Perfeição:
Embora nenhum de nós possa ser perfeito por nossa própria capacidade ou vontade, no entanto, acreditamos que pela graça santificadora somos transformados em uma maior e maior semelhança de Cristo Jesus. À medida que crescemos na graça santificadora nos aproximamos da vontade de Deus para nós e, na glória, podemos confiar que vamos estar em total conformidade com a vontade de Deus para nós. Contudo. também acreditamos que pela graça santificadora somos abençoados em momentos ocasionais, instâncias fugazes, de conhecer e viver na perfeita vontade de Deus. Isto é o que Wesley quis dizer quando disse que todos nós estamos sendo "movidos em direção a perfeição."


Fonte: http://www.revneal.org/Writings/WesArmin.htm

domingo, 14 de dezembro de 2014

Irmã Aimee Responde!



3) PORQUE É EXTREMAMENTE NECESSÁRIO SER CAPAZ DE PROVAR, QUANDO SE PREGA O BATISMO DO ESPÍRITO SANTO, QUE O ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA E NÃO UMA INFLUÊNCIA?

Porque se o Espírito Santo for meramente uma influência, ele poderia ser recebido em porções e doutores estariam justificados em se desculparem de seguir e receber “UM só batismo” falado em Ef 4.5, dizendo: “Bem, eu recebi uma medida do Espírito Santo”.  Também iriam confundir as muitas unções do Espírito com o “UM só batismo”, e o Espírito Santo seria considerado, por exemplo, como um vaso de água que poderia ser recebido medida a medida, pouco a pouco. Isto, percebemos imediatamente, não é escriturístico quando comparado com o Batismo no Espírito Santo registrado na Palavra (At 2.4, 8.17, 10.46 e 19.6).

Entretanto, imediatamente quando se reconhece o fato de que o Espírito Santo é uma pessoa, percebe-se que quando ele toma posse, fazendo do corpo o seu templo, ele toma posse por completo (não uma porção de uma vez e outra depois), e que se tem igualmente recebido a totalidade do Espírito Santo ou não se tem recebido nada dele, ou seja, no sentido da sua vinda pessoal e literal. Pode haver muitas unções, mas “UM só batismo.”

sábado, 6 de dezembro de 2014

10 Coisas Que Você Deve Saber Sobre Jacó Armínio


Por Devin League

Hoje é o 455º aniversário de nascimento de Jacó Armínio (10 de outubro de 1559). Para comemorar, colocamos 10 coisas que você deve saber sobre o pastor e teólogo reformado holandês.

1) O seu nome de nascimento era Jacob (Jacó) Harmensz, ou Harmenszoon, nome holandês que significa “filho de Harmen”. Quando ele se matriculou na universidade de Leyden, ele usou o nome Jacobus Arminius, que é a versão latinizada do sei próprio nome. Armínio é mais conhecido por este nome porque este se tornou um rótulo para a escola teológica baseada em seus escritos (arminianismo).

2) Armínio passou por tragédias pessoais. O seu pai, um ferreiro, morreu quando ele era apenas um bebê. Certo pastor chamado Theodore Aemilius então o adotou, mas ele também morreu em 1574 quando Armínio tinha apenas 15 anos de idade. No ano seguinte, a sua mãe e os seus irmãos foram mortos no Massacre Espanhol em Oudewater, a sua cidade natal.

3) Na véspera da sua saída da Universidade da Basileia, ela espontaneamente lhe ofereceu o doutorado. Armínio recusou, alegando ser muito jovem para recebê-lo, ele tinha na época 24 anos.

4) Armínio considerava a si mesmo ser um verdadeiro seguidor de João Calvino e durante a sua estadia em Genebra, foi tido em alta consideração pelo sucessor de Calvino, Teodoro de Beza. De fato, Beza escreveu uma carta de recomendação para a igreja de Amsterdã a respeito de Armínio, dizendo: “tanto a sua vida quanto a sua sabedoria têm sido aprovadas por nós, portanto esperamos o melhor delas em todos os aspectos.”

5) Em 1587 Armínio foi autorizado a pregar e começou o seu pastorado em Amsterdã. No outro ano ele foi ordenado e serviu como pastor por 16 anos. Armínio tinha um coração de pastor, o qual se demonstrou de forma maravilhosa durante uma praga em Amsterdã em 1602, entrando em casas de pessoas contaminadas lhes dando água e comida.

6) Armínio se casou com uma mulher chamada Elisabete Real em 1590. O casal teve ao total nove filhos. Infelizmente, três morreram muito jovens.

7) O lema de Armínio, que ilustra como ele viveu a sua vida, era “bona conscientia paradisus” cuja tradução é “uma boa consciência é um paraíso.”

8) Durante o seu pastorado, Armínio foi encarregado de refutar um homem chamado Dirck Coornhert, que tinha notoriamente discordado do calvinismo sobre a predestinação e justificação. Armínio pretendia refutá-lo comparando os seus escritos com a Escritura, pais da igreja e reformadores. Porém, em última análise, Armínio concordou com Coornhert, mas decidiu não falar sobre isto num primeiro momento para manter a unidade. Eventualmente, sentiu que não poderia manter uma boa consciência calado sobre os seus desacordos, então começou a expressá-los apesar da controvérsia.

(Nota do Tradutor: biógrafos modernos de Armínio discordam que tenha sido este contato com Coornhert o fator determinante do afastamento dele da soteriologia calvinista)

9) Armínio retornou a Leyden em 1603 para servir como professor de teologia. Enquanto esteve ali, percebeu que os estudantes estavam se inclinando mais para a controvérsia entre ele e o seu colega, o professor Gomarus, ao invés da Escritura. Armínio rapidamente se esforçou para corrigir essa distração, guiou os estudantes de volta a Escritura como fundação da verdade.

10) O ponto principal da discórdia contra Armínio foi o tópico da predestinação. Em sua “Carta Endereçada a Hippolytus A Collibus”, Armínio definiu a predestinação deste jeito: “Ela é um terno e gracioso decreto de Deus em Cristo, pelo qual Ele determina justificar e adotar os crentes, e dotá-los com a vida eterna, porém condenar os descrentes e impenitentes.” Armínio entedia que a visão calvinista da predestinação era inconsistente com o caráter de Deus em Cristo como revelado no Evangelho.





Referências


Roger Olson – Teologia Arminiana

Kasper Brant – The Life of James Arminius

A Sketch of the Life of James Arminius – The Wesley Center Online

Jacó Armínio – A Letter Addressed To Hippolytus A Collibus











[1] http://www.gospeldistrict.com/ourblock/2014/10/6/10-things-you-should-know-about-james-arminius

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