terça-feira, 30 de março de 2010

Egito descobre porta de granito de 3,5 mil anos


Porta de granito vermelho ficava na tumba de User, um poderoso conselheiro faraônico

Uma imponente porta de granito vermelho procedente da tumba de um poderoso conselheiro faraônico que data de 3.500 anos foi descoberta em Luxor, anunciou nesta segunda-feira o ministro egípcio da Cultura, Faruk Hosni.

Essa entrada falsa, considerada pelos antigos egípcios como o ponto de passagem ao além, foi desenterrada perto do templo de Karnak, afirmou o ministério em um comunicado.

O objeto pertencia à tumba de User, um influente conselheiro ou vizir (termo que significa "ajudante"), da rainha Hachepsut, que governou o Egito entre 1479 e 1458 antes de Cristo, o reinado mais longo de uma mulher faraó.

Sobre a porta, de 1,75 m de altura e 50 cm de espessura, estão gravados textos religiosos assim como os diferentes títulos de User - prefeito, vizir e príncipe -, afirmou o chefe do serviço de antiguidades egípcias, Zahi Hawass.

"Esta porta foi reutilizada pelos romanos. Foi retirada da tumba do vizir e utilizada em uma estrutura que data da época romana", completou o responsável pela escavação, Mansur Boraik.


Fonte: Terra Notícias

segunda-feira, 29 de março de 2010

Último segmento do Talmude de Jerusalém foi descoberto em Genebra

Pesquisadores encontram a sentença completa que faltava no Talmude na coleção de manuscritos dos manuscritos de Genizah do Cairo que se tornou parte da inteligível do Tratado Bikkurim

Tzofia Hirshfeld
Publicado em: 23.03.10, 14:55 / Israel Jewisn Scene

Manuscritos de Genizah do Cairo, uma coleção de antigos escritos judaicos armazenados numa sinagoga egípcia, foram recentemente examinados e revelaram novos segmentos do Talmude, Mishnah (leis orais judaicas) e da literatura rabínica.

Entre as escrituras foi achada uma sentença inteira fora do Talmude de Jerusalém o Tratado Bikkurim que não existia até agora. A incorporação da frase na Guemará torna o capítulo tratado inteligível.

Os manuscritos, que incluem 350 páginas da Genizah do Cairo foram armazenados por cerca de 100 anos em uma lata na Universidade de Genebra, que ninguém sabia existir. Peritos em papiros gregos recentemente descobriram a lata e empregaram os serviços do Prof. David Rosenthal do Departamento Talmude da Universidade Hebraica.

Rosenthal, publicou recentemente um livro que contém alguns dos segmentos recém-descobertos, juntamente com as análises de acompanhamento.


O segmento do Tratado Bikkurim encontrado em Genebra (Foto: Biblioteque de Geneve)

"A Genizah do Cairo inclui qualquer livro judaica andrajoso, o que significa que contém uma variedade de literatura. Havia textos que nós não sabíamos se existiam e [por isso] cada um é importante", explica Rosenthal.

"O Talmude de Jerusalém que conhecemos é baseado em um único manuscrito e, portanto, qualquer segmento antigo da Genizah achamos ser extremamente importante. O que temos encontrado na coleção de Genebra é uma sentença que não aparece nas versões que conhecemos".

Além do Talmud, os manuscritos encontrados também continham outras fontes, como um pedaço do Rabino Saadia Gaon's Sefer ha-Galui, assim como poesia e liturgia.

"O século 20 nos deu duas grandes descobertas. Uma delas é os Rolos do Mar Morto e a outro foi a descoberta de partes da Genizah do Cairo", disse o Prof. Rosenthal.

"Os segmentos na Genizah nos expos a muitos escritos novos, não tínhamos conhecimento de, e tão igualmente e importante - nos apresentar a diferentes versões do texto conhecido. Aí repousa a importância das páginas encontradas em Genebra."



Fonte:Ynet

Conselho de Direitos Humanos da ONU condena "islamofobia"


INTERNACIONAL - O Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou, numa votação apertada nesta quinta-feira, uma resolução condenando medidas islamofóbicas.

Cerca de 20 países votaram a favor da resolução chamada "Combatendo a Difamação das Religiões", proposta pelo Paquistão, enquanto 17 foram contra e oito se abstiveram.

A legislação recebeu críticas dos Estados Unidos e da Uniao Europeia, que classificam as novas diretrizes como "instrumentos de divisão".

Para a ONU, os recentes anúncios de proibição da construção de minaretes na Suíça, no fim do ano passado, e as campanhas contra mesquitas na Alemanha são exemplos de islamofobia, definida como "a discriminação étnica e religiosa das minorias muçulmanas".

O texto sobre "a difamação de religiões" apresentado pelo Paquistão, em nome da Organização da Conferência Islâmica (OCI), recebeu 20 votos a favor, 17 contra e 47 abstenções.

A União Europeia e os Estados Unidos se opuseram com firmeza à resolução qualificada de "instrumento de divisão".

"A legislação internacional em matéria de direitos humanos já protege os indivíduos no exercício de sua liberdade religiosa ou de convicção", disse o embaixador francês Jean Baptiste Mattei em nome do bloco europeu.

A votação incluiu debates sobre os conceitos de difamação e discriminação religiosa. Apesar de a maioria concordar que o Islã deve ser respeitado, houve temores de que as novas medidas sejam usadas como justificativas para restringir a liberdade de expressão, sobretudo em países ocidentais.

Com France-Presse


Fonte:Portas Abertas


COMENTÁRIO DE PERSONARET

Porque a ONU também não toma medidas contra a CRISTOFOBIA dos países islâmicos? Seria essa atual medida apenas um jogo político pensando no petróleo árabe? Ou será que a Europa também está com medo de possíveis ataques terroristas em seu território?

Enquanto isso continuemos a orar pelos nossos irmãos perseguidos!

"perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos" 2 Coríntios 4:9

Arqueologia: 188 casas do período Neolítico foram descobertas na região do Médio Eufrates


27 de Março de 2010

por Ruaa AL-Jazaeri


Global Arab Network

Tal Bokrous é uma amostra da primeira aldeia agrícola construída de acordo com o estilo arquitetônico da Idade da Pedra em Deir Ezzor, (432 kms a nordeste de Damasco, Síria).

O sítio é a únicaa descoberta arqueológica na região do Médio Eufrates, que pertence à fase de expansão do período Neolítico.

O período Neolítico (Nova Idade da Pedra), foi um período de desenvolvimento da tecnologia humana, teve início em cerca de 9500 a.C no Oriente Médio, que é tradicionalmente considerado a última parte da Idade da Pedra.

As casas adjacentes construídas ao longo dos dois lados da área da vila mostra a grandeza do estilo arquitetônico naquele período.

O arqueólogo Yarub al-Abdullah disse: "O número de casas desenterradas soma 188, cada casa inclui três salas construídas de tijolos secos, enquanto os pisos e paredes foram pintados com barro ou gesso.”

Algumas paredes foram decoradas com pinturas coloridas representando patos e gansos, acrescentou o arqueólogo.

Restos de plantas carbonizadas foram encontrados em grelhas feitas de argamassa, visto que a comunidade agrícola a utilizava para viver no local, dependendo da agricultura e pecuária.

Estudos mostraram que a cevada utilizada crescia naturalmente no local, posteriormente os habitantes locais desenvolveram a agricultura e começaram a semear cereais e lentilhas.

O artesanato dependia principalmente das matérias-primas disponíveis, tais como alabastro e pedras de obsidiana.

Muitas pedras tornadas em agulhas, brocas, esculturas e utensílios foram desenterrados no local.

Esculturas de mulheres nuas e cabeças de homem feitas de barro cozido foram as mais importantes descobertas no sítio.

Os achados arqueológicos preenchem uma importante lacuna na nossa compreensão na região do Médio Eufrates a qual dependia principalmente da agricultura.


Fonte: Global Arab Network

quarta-feira, 24 de março de 2010

Solo encharcado põe em risco preservação de ruínas na Babilônia


Gina Haney observa uma fundação em decomposição no Portão de Ishtar


A ameaça mais imediata à preservação das ruínas de Babilônia, que abrigam uma das Sete Maravilhas do mundo antigo, é a água que encharca o solo e solapa o que resta, no Iraque moderno, da grande cidade construída na era do rei Nabucodonossor 2°.

Além de ser a maior ameaça, essa é também uma das mais antigas. Nabucodonossor já enfrentava problemas com a água 2,6 mil anos atrás. Negligência, práticas irresponsáveis de construção e saques em tempo de guerra também ajudaram na deterioração, nos últimos anos, mas arqueólogos e especialistas em preservação de relíquias culturais afirmam que nada de substancial deveria ser feito para corrigir a situação antes que o problema da água seja resolvido.

Um estudo em curso, o projeto Futuro da Babilônia, documenta os danos causados pela água, associados ao rio Eufrates e sistemas de irrigação a ele conectados. O solo está saturado logo abaixo da superfície nos sítios do Portão de Ishtar e dos Jardins Suspensos, uma das maravilhas da antiguidade, há muito desaparecido. Tijolos estão caindo, templos desabam. A Torre de Babel, arruinada há muito, está cercada de água parada.

Os líderes do projeto internacional, descrevendo suas constatações em entrevistas e em reunião realizada este mês em Nova York, afirmaram que qualquer plano para recuperar Babilônia como atração turística precisa incluir o "controle da água como maior prioridade".

O estudo tem por objetivo desenvolver o plano mestre para a antiga cidade, e foi iniciado no ano passado pelo Fundo dos Monumentos Mundiais, em cooperação com o Conselho Estatal de Antiguidades e Herança Histórica do Iraque. Uma verba de US$ 700 mil fornecida pelo Departamento de Estado norte-americano vai bancar o estudo inicial, de dois anos, e o plano preliminar de gestão. Um dirigente do fundo disse que o esforço completo deve levar cinco a seis anos.

"Trata-se sem dúvida do mais complexo programa que já tivemos de organizar", disse Bonnie Burnham, presidente do fundo. Alguns poucos arqueólogos expressaram preocupação quanto ao que veem como início lento do trabalho. Os membros do trabalho afirmaram que foi difícil convencer especialistas estrangeiros a viajar ao Iraque, e também liberar sua documentação e a entrada do equipamento de que necessitavam para trabalhar no local.

Além do desgaste do tempo, algo a que todas as ruínas antigas estão sujeitas, é preciso levar em conta as depredações recentes em Babilônia. Os arqueólogos alemães que realizaram o primeiro estudo cuidadoso do sítio, antes da Primeira Guerra Mundial, já haviam percebido os estragos causados pelas águas de irrigação extraídas de um tributário do rio Eufrates, cerca de 80 quilômetros ao sul da moderna Bagdá.

McGuire Gibson, especialista em arqueologia mesopotâmia da Universidade de Chicago, não participou do projeto e concorda em que a água "é o maior problema" em Babilônia; ele disse que a situação havia sido agravada nos últimos anos quando um lago e canal foram escavados como parte de uma campanha para atrair turistas. Nabucodonossor mesmo, apontou Gibson, enfrentou a intrusão da água por meio da construção de novas edificações cada vez mais elevadas, erigidas por sobre montes de antigas ruínas.

Os primeiros pesquisadores alemães, liderados por Robert Koldewey, reportaram extensos danos de água nas estruturas de tijolos e a intrusão de campos arados e aldeias nos limites da antiga cidade. As pessoas já haviam removido pedras e tijolos, demolindo completamente o zigurate, conhecido por meio do historiador Heródoto e por sua designação bíblica como Torre de Babel. Os alemães mesmos removeram o suntuoso Portão de Ishtar e o levaram para um museu de Berlim.

Depois, nos anos 70 e 80, o líder iraquiano Saddam Hussein, que desejava se retratar como sucessor da grandeza de Nabucodonossor, construiu um imponente palácio em Babilônia, inspirado nas edificações do passado. Também adotou a prática real de marcar com o seu nome os tijolos usados na reconstrução. Os arqueólogos ficaram indignados. O novo palácio e algumas outras restaurações pouco têm de autêntico, dizem, e no entanto dominam o local.

O que fazer quanto ao palácio de Hussein é outra questão, disse Jeff Allen, co-diretor do projeto. "Como equilibrar a integridade do sítio e seu uso como atração turística, esse é o problema", disse, apontando que o Iraque conta com Babilônia como futura fonte de renda turística. Allen, consultor norte-americano em preservação cultural que trabalha no Cairo, informou que custaria milhões de dólares demolir o palácio ou convertê-lo em centro de atendimento aos turistas.

"Isso ainda precisará ser estudado por outros especialistas", disse, e brincou acrescentando a sugestão de que o palácio faria um ótimo cassino. "Eu não interferiria com o palácio", diz Gibson, apontando para o fato de que se baseava em desenhos deixados pelos arqueólogos alemães. "Dessa forma, as pessoas poderão ver pelo menos em parte que cara tinha a arquitetura do passado", acrescentou. "De outra forma, os visitantes verão apenas ruínas".

Elizabeth Stone, arqueóloga da Universidade de Stony Brook, em Nova York, e conhecedora da Babilônia, disse que apoia os esforços de reabrir o local ao turismo, especialmente para uso dos iraquianos meses. "Fica perto de Bagdá, e é o único local a que os iraquianos podiam ir para tentar entender o seu passado", disse.

Novos danos foram sofridos na guerra do Iraque, iniciada em 2003. Os saques se tornaram frequentes, em Babilônia e outros sítios arqueológicos. As forças armadas dos Estados Unidos mantiveram Babilônia ocupada por anos, protegendo-a contra saques mas deixando outras cicatrizes. Cerca de um quilômetro quadrado da área teve sua terra removida durante a ocupação, "de um modo ou de outro", diz Stone, e parte dessa terra poderia conter artefatos.

"As forças armadas certamente não fizeram bem ao lugar", disse Lisa Ackerman, vice-presidente executiva do fundo de monumentos. "Elas moveram muita terra, mas os danos são reparáveis". O sítio retornou ao controle do Iraque mais de um ano atrás. Ackerman e Allen afirmaram que o projeto já estudou as ruínas, edificação a edificação, e iniciou a restauração de dois museu. Ainda que o Iraque conte com grande número de arqueólogos nacionais, disseram, há necessidade imediata de instruir outros interessados em como preservar as ruínas, e em conduzir engenheiros estruturais e especialistas em hidrologia para resolver o problema da água.

Tradução: Paulo Migliacci ME


Fonte: Terra Notícias
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Pastor produtor dos filmes Desafiando Gigantes e À Prova de Fogo critica a Teologia da Prosperidade


“Reavivamento não se trata de uma grande multidão, mas trata-se de pessoas quebrantadas que querem ficar bem com Deus”, diz o pastor da igreja que produziu os filmes cristãos “Desafiando Gigantes”. “A Virada” e “À Prova de Fogo”.

“Dependendo do tempo, lugar e pessoas, reavivamento pode parecer diferente”, disse Michael Catt, pastor sênior da Igreja Batista de Sherwood em Albany, Geórgia (EUA). Mas todas as partes reavivam alguns elementos em comum: o arrependimento, a confissão, restauração e quebrantamento.

“Se nós estamos com fome e sede por Deus, se existe um desejo de mais, se há uma insatisfação com os santos, acreditando que com certeza Deus morreu por mais do que aquilo que estamos vendo em nossa igreja típica de hoje, estes são os elementos para um renascimento”, disse Catt, em uma entrevista para seu novo livro O poder da entrega: quebrantamento e reavivamento, lançado neste mês nos EUA.

Catt afirmou claramente que o livro não é sobre o crescimento da igreja. Pelo contrário, é sobre a purificação da igreja. “E se nós pedíssemos desculpas pelas coisas que varremos para debaixo do tapete e ignoramos dizendo: ‘Senhor, nós pecamos contra ti e pedimos o seu perdão pelo que fizemos”, indagou o pastor e produtor do filme.

O movimento do teologia da prosperidade e seus ensinamentos, entretanto, apresentam um problema para a renovação, porque confunde as pessoas, observou ele. Teologia da prosperidade, tal como definido pela Lausanne Working Group é o ensinamento de que “os fiéis têm o direito de ter as bênçãos de saúde e riqueza e que eles podem obter essas bênçãos através de confissões de fé positiva, mediante a fiel pagamentos de dízimos e ofertas”.

Catt apontou para um artigo encontrado na edição de dezembro da revista Atlantic. No artigo “Por que o cristianismo causou a batida?”, é questionado se o ensino do teologia da prosperidade desempenha um papel na América Latina por causa da crise econômica e habitacional.

A revista criticou que o teologia da prosperidade incentiva as pessoas a comprarem coisas que não podem pagar e ensina que elas não devem ser preocupar porque Deus quer abençoar materialmente aos fiéis. Se eles têm fé suficiente, então Deus proverá os meios.

“Às vezes o teologia da prosperidade e do sentir-se bem gospel dizem às pessoas o que elas querem ouvir”, disse Catt. “Mas quando você coloca que, ao lado do ensinamento de Jesus de carregar a cruz, a única razão para a cruz no primeiro século estar morrendo, então como encaixar o ‘morrer a cada dia para crucificar sua carne’ e ‘a teologia da prosperidade’?”

O pastor batista disse que para ele se o sermão não funciona em uma cabana de lama em um país do terceiro mundo, então provavelmente não é verdadeiro.


Fonte: Gospel+
Fonte original: Christian Today

Inédito: Mais antiga inscrição bíblica hebraica decifrada


Uma grande descoberta na pesquisa das escrituras hebraicas lançou nova luz concernente ao período no qual a Bíblia foi escrita. O Prof. Gershon Galil, do Departamento de Estudos Bíblicos na Universidade de Haifa, decifrou uma inscrição datada do século 10 EC (o período do reinado do Rei Davi), e mostrou que se trata de uma inscrição hebraica. A descoberta torna esta inscrição a mais recente escrita hebraica de que temos conhecimento. A significância desta descoberta reside no fato de que pelo menos algumas das escrituras bíblicas foram compostas centenas de anos antes das datas apresentadas atualmente em pesquisa e que o Reino de Israel já existia naquela época.

A própria inscrição, que foi escrita em tinta sobre um fragmento de cerâmica em formato de trapezóide de 15 cm X 16.5, foi descoberta há um ano e meio em escavações realizadas pelo Prof. Yosef Garfinkel em Khirbet Qeiyafa, próximo ao vale de Elah. A inscrição remonta ao século 10 EC, que foi o período do reinado do Rei Davi, mas a questão da língua utilizada nesta inscrição permaneceu uma incógnita, impossibilitando provar se era, de fato, hebraico ou outra língua local.

A decifração do Prof. Galil do escrito antigo testifica que é hebraico, embasado na utilização de verbos particulares da língua hebraica, e conteúdo específico da cultura hebréia e não adotados por nenhuma outra cultura na região. “Esse texto é uma declaração social, relacionada aos escravos, viúvas e órfãos. Ele utiliza verbos que são característicos do hebraico, tais como asah (fez, fazia) e avad (trabalhou, trabalhava), que eram raramente utilizados em outras línguas regionais. Palavras específicas que aparecem no texto, tais como almanah (“viúva”) são próprias do hebraico e são escritas de maneira diferente em outras línguas locais. O próprio conteúdo também era desconhecido de todas as culturas na região, excetuando a sociedade hebraica: A presente inscrição fornece elementos sociais semelhantes àqueles encontrados nas profecias bíblicas e muito díspares das profecias escritas por outras culturas que sugerem a glorificação de deuses e cuidado de suas necessidades físicas”, explica o Prof. Galil.

Ele acrescenta que uma vez que a decifração for recebida, a inscrição se tornará a mais recente inscrição hebraica a ser encontrada, testificando as habilidades de escrita dos hebreus em períodos tão remotos quanto o século 10 EC. Tal fato entra em choque com a datação da composição da Bíblia em pesquisa atual, que não teria reconhecido a possibilidade de que a Bíblia ou partes dela poderiam ter sido escritas durante esse período antigo.

O Prof. Galil também nota que a inscrição foi descoberta em uma cidade provincial na Judéia. Ele explica que se houvessem escribas nas redondezas, pode-se presumir que aqueles que habitavam a região central e Jerusalém eram escritores ainda mais proficientes. “Agora pode ser mantido que era altamente razoável que durante o século 10 EC, durante o reinado do Rei Davi, havia escribas em Israel que eram capazes de escrever textos literários e historiografias complexas, tais como os livros de Juízes e Samuel”. Ele acrescenta que a complexidade do texto descoberto em Khirbet Qeiyafa, juntamente com as impressionantes fortificações reveladas no local, refutam as alegações que negam a existência do Reino de Israel naquela época.

O sumário do texto expressa uma sensibilidade social da frágil posição dos membros mais fracos da sociedade. A inscrição testifica a presença de estrangeiros dentro da sociedade de Israel tão antigos quantos esse período antigo e exige que se haja suporte para tais estrangeiros. O texto apela ao cuidado para com as viúvas e órfãos e que o rei – que na época tinha a responsabilidade de controlar a diferença social – esteja envolvido. Esta inscrição é semelhante em seu conteúdo à passagens bíblicas (Isaías 1.17, Salmos 72.3, Êxodo 23.3, dentre outros), mas está claro que não é copiado de nenhum texto bíblico.

Tradução para o português do texto decifrado:

1' Não farás [isso], mas adorarás o [Senhor].

2' Julgue o escra[vo] e a viú[va] / Julgue o órf[ão]

3' [e] o estrangeiro. [De]fenda a criança / defenda o po[bre e]

4' a viúva. Reabilite [o poder] nas mãos do rei.

5' Proteja o po[bre e] o escravo / [aju]de o estrangeiro.


Fonte: Galeria Bíblica
Fonte original: University of Haifa

terça-feira, 23 de março de 2010

Filósofo cristão explora a causa do ateísmo


James S. Spiegel tem uma tese desconfortável para propor. Ele argumenta: “ceticismo religioso é, no fundo, um problema moral”.

Um professor de filosofia e religião da Universidade de Taylor em Upland, Indiana, EUA, James Spiegel, escreveu um livro de 130 páginas. The Making of an Atheist (O Making of de um Ateu) é uma resposta aos novos ateus. Mas ao contrário das inúmeras respostas que surgiram a partir de apologistas cristãos, o livro de Spiegel centra-se nas raízes psicológicas do ateísmo.

Enquanto os ateus insistem que a razão fundamental para rejeitar a Deus é o problema do mal ou a irrelevância científica do sobrenatural, o filósofo cristão diz que o argumento é “apenas um ardil” ou “uma cortina de fumaça conceitual para mascarar o verdadeiro problema – a rebelião pessoal”.

Ele admite que poderia parecer inadequado ou ofensivo sugerir que a falta de fé em Deus é uma forma de rebelião. Mas ele disse em uma entrevista recente ao Evangelical Philosophical Society que era obrigado a escrever o livro porque está convencido de que “é uma clara verdade bíblica”.

Seu objetivo ao escrever o livro não é nem para provocar as pessoas, nem mostrar que o teísmo é mais racional que o ateísmo. Ao contrário, seu objetivo é orientar as pessoas a “explicação real do ateísmo”.

“A rejeição de Deus é uma questão de vontade, não do intelecto”, afirma. “O ateísmo não é o resultado da avaliação objetiva da prova, mas de desobediência obstinada, mas isso não decorre da aplicação cuidadosa da razão, mas da rebelião intencional. Ateísmo é a supressão da verdade por maldade, a conseqüência cognitiva da imoralidade.

“Em suma, é o pecado que é a mãe da descrença”. Deus fez a sua simples existência, desde a criação – a partir da vastidão inimaginável do universo para o complexo universo das micro-células individuais, de acordo com Spiegel. A consciência humana, as verdades morais, as ocorrências milagrosas e o cumprimento das profecias bíblicas são também evidências de que Deus é real.

Mas os ateus, que rejeitam, ou como Spiegel diz, “fazem perder a importância divina de qualquer um destes aspectos da criação de Deus” menosprezam a própria razão.

Isto sugere que outros fatores dão origem à negação de Deus. Em outras palavras, algo que não seja a busca da verdade leva ao ateísmo. Spiegel diz que o problema do ateu é a rebelião contra a pura verdade de Deus, como claramente revelado na natureza. A rebelião é solicitada pela imoralidade e comportamento imoral ou cognição é pecado.

O autor explicou que “há um fenômeno que eu chamo de ‘paradigma induzindo à cegueira’, onde a visão falsa de uma pessoa impede de ver as verdades que de outra forma seriam óbvias. Além disso, a indulgência pecaminosa de uma pessoa é uma maneira de amortecer a sua natural consciência de Deus, ou, como John Calvin chama, o Divinitatis Sensus. E quanto mais esse sentido inato do divino é reprimido, mais resistente a pessoa fica em acreditar em Deus”.

Spiegel, que se converteu ao cristianismo em 1980, testemunhou o padrão entre vários de seus amigos. Seu trajeto do cristianismo ao ateísmo envolve: derrapagem moral (como a infidelidade, o ressentimento ou rancor), seguido pelo afastamento do contato com outros crentes, ocorrendo crescentes dúvidas sobre sua fé e contínua vida de pecado, culminando em um rejeição consciente de Deus.

Examinando a psicologia do ateísmo, Spiegel cita Paul C. Vitz, que revelou uma ligação entre o ateísmo e orfandade. “Os seres humanos foram feitos à imagem de Deus, e a relação pai-filho é um espelho mostrando os seres humanos como descendentes de Deus”, diz Spiegel.

“Nós, inconscientemente (e muitas vezes conscientemente, dependendo de uma visão de mundo), concebemos a Deus como o padrão do nosso pai terreno. No entanto, quando um pai terrestre é defeituoso, seja por morte, abandono ou maus-tratos, projetamos esse pai terreno em Deus”.

Alguns dos ateus cujos pais morreram incluem David Hume e Friedrich Nietzsche. Aqueles com pais abusivos ou fracos incluem Thomas Hobbes, Voltaire e Sigmund Freud. Entre os Novos Ateus, o pai de Daniel Dennett morreu quando tinha cinco anos e o pai de Christopher Hitchens “parece ter sido muito distante. Hitchens confessou que ele não se lembra de nada sobre ele”.

Quanto à Richard Dawkins e Sam Harris, há pouca informação disponível a respeito de seus relacionamentos com seus pais. “Parece que as conseqüências psicológicas de um pai com defeito deve ser combinada com a rebeldia – uma resposta persistente e imoral de alguma sorte, como o ressentimento, ódio, vaidade, falta de perdão, orgulho. E quando essa rebelião é bastante profunda e prolongada, o ateísmo dá resultados”, explica Spiegel.

Em essência, “ateus finalmente optam por não acreditar em Deus”, diz Spiegel. E “esta escolha não ocorre em um vácuo psicológico”.

“Ela é feita em resposta aos desafios à fé profunda, como os pais com defeito e talvez outros ensaios emocionais ou psicológicos”, afirma. “A escolha também não é feita em um vácuo moral. O impacto do pecado e suas conseqüências também serão significativos”.

“Estes efeitos morais e psicológicos acarretam em uma maior chance para negar a realidade do divino, sem qualquer sentido (ou muito) de incoerência em uma visão do mundo”.

Traduzido pelo Gospel+ do Christian Post


Fonte: Gospel+
Fonte original: Christian Post

Pesquisadores encontram muro de 23 mil anos na Grécia


Um grupo de paleontologistas gregos descobriu um muro de pedra de 23 mil anos - o mais antigo do país - em uma gruta da Tessália, centro do país, informou o ministério da Cultura.

A idade do muro, provavelmente um dos mais antigos do mundo, foi estabelecida através de um processo de detecção por luminescência óptica.

"A datação corresponde ao período mais frio da última época glacial, o que indica que foi construído pelos habitantes paleolíticos da gruta para se proteger do frio", afirma o comunicado do ministério.

O muro cobre dois terços da entrada da gruta, lugar onde os paleontologistas escavam há 25 anos.

A gruta está localizada nos arredores de Kalambaka e perto dos meteoritos sobre os quais se encontram os célebres mosteiros de Meteora

O muro cobre dois terços da entrada da gruta


Fonte: Terra Notícias

segunda-feira, 22 de março de 2010

Milionário britânico doa fortuna para pagar promessa


Gubay (esq.) ficará com apenas 10 milhões de libras (foto de arquivo)

Um milionário britânico anunciou a doação de quase toda sua fortuna, estimada em 480 milhões de libras (cerca de R$ 1,3 bilhão), para pagar uma promessa feita quando era jovem e pobre.

Albert Gubay, de 82 anos, diz ter feito um “acordo com Deus” quando trabalhava como vendedor de rua na juventude, para torná-lo milionário.

Em troca, segundo declarações feitas há alguns anos a um programa de TV, ele prometeu dividir “meio a meio” sua fortuna, acumulada com a venda da cadeia de supermercados Kwik Saver, fundada por ele, e por investimentos em imóveis e em uma rede de academias de ginástica.

“Faça-me um milionário, e você poderá ter metade de meu dinheiro”, prometeu ele, segundo contou no programa.

Agora, porém, ele decidiu doar quase tudo, ficando com pouco menos de 10 milhões de libras (R$ 27 milhões) para si.

Doações

Gubay passou sua fortuna para o nome de uma fundação que ficará encarregada de distribuir suas doações para caridade. Metade do dinheiro irá para a Igreja Católica, para cumprir com seu acordo.

Mesmo após a doação de sua fortuna, o milionário deverá continuar à frente de suas empresas e disse esperar conseguir elevar o montante de suas doações para mais de 1 bilhão de libras até morrer.

Em 2009, Gubay havia sido listado pela revista Forbes como a 647ª pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna estimada então em US$ 1,1 bilhão, mas ficou fora da lista de bilionários da revista neste ano, por causa da desvalorização da libra, que derrubou o valor nominal de sua fortuna em dólares.


Fonte:BBC Brasil

Educadores Pentecostais Estabelecem Aliança Mundial para a Educação Teológica Pentecostal

Fountain Valley, Califórnia (3 de março de 2010) no início de fevereiro, os educadores teológicos pentecostais do mundo inteiro reuniram-se para o primeiro Conselho de Diretores da recém-formada Aliança Mundial para a Educação Teológica Pentecostal (AMETP). Os membros do Conselho das Assembleias de Deus (incluindo as Assembléias de Deus Missões Mundiais, Assembleia Pentecostal do Canadá, Aliança Africana das Assembléias de Deus e da Aliança para Ensino Superior Assembléias de Deus), a Igreja de Deus (Cleveland, TN) e a Igreja Internacional da do Evangelho Quadrangular reuníram-se em Mattersey Hall, no campus histórico da Escola Bíblica Britânica das Assembléias de Deus. A formação da AMETP foi aprovada pelos participantes desses grupos em uma reunião em Springfield, MO, em Julho de 2009, que seguia uma reunião anterior exploratória realizada em Singapura em 2008, na qual os educadores missões das Assembléias de Deus de todas as regiões do mundo por unanimidade, procederam com esta iniciativa.

A AMETP formaliza um relacionamento cooperativo entre associações teológicas Pentecostais/Carismáticas, escritórios denominacionais e agências missionárias que proverão serviços educacionais para a teologia e ou escolas de formação ministerial ao redor do mundo. A grande preocupação da AMETP está com a aprovação de normas e procedimentos para a aprovação e credenciamento de escolas teológicas Pentecostais/Carismáticas por membros de associações teológicas em várias regiões do mundo, a fim de assegurar a consistência e credibilidade desses esforços e reforçar o reconhecimento das escolas aprovadas e credenciadas . Além disso, AMETP vai incentivar a pesquisa e bolsas de estudo que informa o desenvolvimento da teologia, liderança e educação ministerial dentro da tradição pentecostal, e organizar as reuniões e consultas para a criação de redes entre os membros e criar a consciência de tendências na liderança teológica, e educação ministerial.

A AMETP é endossada pela Conferência Mundial Pentecostal (CMP), que representa o amplo espectro internacional e interdenominacional do movimento Pentecostal/carismático. Na sua carta de apoio à iniciativa a AMETP enviada ao presidente da CMP, James Bishop Leggett, declarou o Dr. Jack Hayford "Eu revi a [proposta AMETP]. . . que foi enviada para a minha análise e recomendação. Acredito que a visão é altamente desejável e muito oportuna, e eu recomendo que ela seja recebida e aplicada como tal." Em cooperação com a CMP, a AMETP está organizando uma escola bíblica/teológica completa para a Conferência Mundial Pentecostal sendo realizada em Estocolmo, Suécia nos dias 23-27 agosto de 2010 e vai avançar para implementar outros aspectos de suas finalidades.

Contato:
John F. Carter, Ph.D.
Presidente, AMETP Conselho de Administração
mailto:john.carter@agmd.org
209 Parrot Ln.
Fountain Valley, CA 92708
714-369-2236

Site Oficial: World Alliance for Pentecostal Theological Education (WAPTE)

domingo, 21 de março de 2010

De quem é Igreja?


Com frequência pode-se perceber um aumento no descontentamento dos cristãos com as instituições religiosas cristãs. Não é difícil ouvir nos círculos de conversa uma profunda mágoa que alguns cristãos sentem daquilo que é denominado por eles mesmos como igreja. Até mesmo já existem “irmãos” especializados em criticar e divulgar as mais novas formas de descontentamento contra as instituições religiosas cristãs seja isso por meio de livros, blogs, e-mails, vídeos ou pregações; tais “irmãos” se demonstram prolíferos na arte de conduzir os cristãos à um caminho de ódio, indignação e amargura. Os neo-revolucionários eclesiásticos prometem aniquilar com os desapontamentos através de uma síntese entre teologia dialética e cultura pós-moderna, gerando assim, uma forma de igreja moderna adaptada aos seus frequentadores em tudo o que lhes apraz.

O problema principal desse esforço revolucionário, da parte de alguns “irmãos”, não está no fato de serem enérgicos na forma de denunciar todas as coisas que acontecem de errado na igreja, mas sim no alvo que escolheram como o centro da discussão. Sem questionamento algum a culpa pelos erros da igreja recai sobre a mesma, dessa forma a crítica se torna muito superficial e não nos ajuda a esclarecer os motivos que levam os cristãos à um descontentamento com as instituições religiosas cristãs e o mais importante não nos leva à possíveis soluções. Embora muito sensacionalismo tenha surgido devido o grande empenho que há em torno do tema, poucos melhoramentos surgiram quando analisamos a proporção entre crítica e a devida resposta. Parte disso deve-se ao fato de que o real problema não está na igreja, mas nos próprios cristãos, torna-se confortável ao crítico desassociar o pecado individual, juntamente com toda a relação que há entre graça divina e responsabilidade humana (Rm 6.14-23), e transportar a culpa da atual situação para uma instituição impessoal que não pode ser culpada de pecado.

O fato também é que o ser humano sempre tenta colocar a culpa sobre os outros e nunca quer assumir a responsabilidade pelos seus próprios atos, assim foi com o pecador Adão que se escondeu de Deus e quando achado colocou a sua própria culpa sobre a mulher (Gn 3.6-19). O caminho mais fácil nem sempre é o mais seguro, Jesus nos alerta que o caminho da perdição é muito mais fácil que o da salvação (Mt 7.13s), tornou-se fácil e agradável colocar a culpa sobre as instituições religiosas e poucos são aqueles que realmente proclamam que somos nós que devemos mudar. Nesse ponto a igreja é apenas algo tão descartável quanto um copo plástico, a igreja descartável tem as suas facilidades, pois os cristãos que brigaram por algum motivo não precisam perdoar uns aos outros é só escolher outra igreja. A palavra de Deus nem sempre é como mel em nossa boca, algumas vezes ela se torna indigesta e amarga para nos fazer cair na realidade de que devemos nos colocar sobre a vontade de Deus e não sobre a nossa própria vontade. Pedir perdão é para os corajosos e sair de fininho é para os covardes.

Numa sociedade do descartável não deve ser nenhuma surpresa que o conceito de “descartável” tenha sido transportado para a eclesiologia. Mas o que espanta é o esquecimento da parte dos cristãos de quem realmente é o Senhor da Igreja (Ef 5.23). Uma visão sociológica da igreja permite uma interpretação evolutiva e não criacionista da mesma, as consequências da visão evolucionista podem ser traduzidas em forma de rebelião entre o clero e os leigos. O problema estaria nas lideranças que suprimiriam as ovelhas causando uma série de problemas psicológicos e espirituais. Qual seria a solução? Dentro dessa visão sociológica (i.e socialista) a solução seria aniquilar quase todas as formas de governo eclesiástico e instaurar uma forma de anarquismo cristão que não traria nenhum problema relacionado ao autoritarismo eclesiástico. Existem alguns problemas com essa forma de visão o primeiro seria a própria forma de interpretação da igreja, pois ela seria apenas uma realidade humana mutável e hierárquica supressora. Já ao lermos o Novo Testamento nos deparamos com uma visão divina da igreja, sendo constituída pelo próprio Deus em Cristo para os salvos. Sendo assim, resolver os problemas da igreja não é algo tão fácil quanto fazer uma revolta anarquista contra o “sistema” estabelecido, antes de tudo, seria mais um exercício de transformação espiritual dos crentes.

“Problemas na igreja também significam problemas com Deus”, essa premissa é básica para o entendimento da atual situação. Porém, a visão sociológica da igreja tende a separar a relação pessoal que os cristãos têm com o seu Deus com as relações interpessoais na igreja. O apóstolo João faz uma ligação muito interessante entre a minha relação com Deus e a minha relação com o próximo quando escreve: “Quem diz que vive na luz e odeia o seu irmão está na escuridão até agora.”(NTLH – Jo 2.9) É impossível ter uma relação saudável com meus irmãos na fé se eu mesmo não tenho uma relação saudável com Deus. Os que fecham os olhos para o verdadeiro motivo de descontentamento dos cristãos, não podem dar soluções frutíferas para esses problemas, pois eles têm apenas mais um objeto descartável a ser oferecido aos cristãos desejosos de respostas e soluções. Fácil é oferecer um caminho descartável, porém duro é permanecer no caminho difícil que leva os cristãos a crescerem espiritualmente e aprenderem a perdoar, amar, doar, jejuar, interceder...

De quem é a igreja? A igreja é minha, pois eu faço parte dela e por isso eu devo zelar pela sua saúde espiritual. Soluções instantâneas não existem, o que existe é a perseverança dos que amam a Deus até que o Senhor da Igreja venha buscá-la e levá-la para os altos Céus. Não dê ouvidos aos que prometem soluções extraordinárias, pois mágica evangélica é heresia. Mas para aquele que tem a mente de Cristo tudo é possível!


“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança;” (ARA – Rm 5.3)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Khirbet el-Maqatir


O Mistério de Ai Está Resolvido?

A localização da cidade de Ai mencionada em Josué 7-8 há muito tempo tem sido uma questão de mistério e controvérsia. Escavações em Khirbet el-Maqatir tem descoberto topografia, fortificações e cerâmicas que fortemente sugerem que este sítio seja em candidato para o local da cidade enigmática que a narrativa bíblica narra como tendo sido conquistada pelo exército de Josué.

Tradicionalmente, a maioria dos arqueólogos localizam a Ai de Josué no et-Tell, situado a 1 km a leste de El-Khirbet Maqatir. No entanto, no et-Tell não há indícios de ocupação do tempo de Josué, um fato que tem levado os estudiosos a duvidar da historicidade do relato da captura de Ai, e também da conquista em geral.

Escavações anteriores neste sítio revelaram um portão de cidade e um complexo de muralha, além de cerâmicas da Idade do Bronze Posterior I e possíveis enterramentos infantis. Nesta temporada, o diretor de escavação Dr. Bryant Wood pretende continuar as escavações das muralhas da cidade e do portão.

Voluntários vão ficar no ar condicionado, a Yad Hashmonah, o cristão/messiânico judaico moshav, localizada a cerca de 8 milhas a oeste da Cidade Velha de Jerusalém.


Fonte: Bible Archaeology Review

terça-feira, 16 de março de 2010

Adolescente cristã é queimada viva. Ore pela família



PAQUISTÃO (14º) - A agência de notícias International Christian Concern (ICC) foi informada de que um homem muçulmano supostamente queimou uma adolescente cristã viva em Lahore, Paquistão. A polícia paquistanesa ainda não prendeu nenhum suspeito.

A vítima, Kiran George, trabalhava como empregada doméstica na casa da família do suspeito, Muhammed Ahmed Raza. Raza abusou sexualmente de Kiran durante vários meses. No dia 9 de março, quando Raza tentou estuprar Kiran novamente, ela ameaçou chamar a polícia. Então, Raza e sua irmã despejaram gasolina em Kiran e a queimaram. “Aquela garotinha estava em chamas dos pés à cabeça. Kiran gritava por ajuda”, disse um vizinho.

Uma testemunha ocular chamou a família de Kiran, que a levou para o hospital Mayo. Os médicos a examinaram e disseram que 80% de seu corpo estava queimado.

Depois de lutar contra queimaduras graves, Kiran não aguentou e faleceu no dia 11 de março.

A família de Kiran e a comunidade cristã da região se reuniram diante da Assembleia de Punjab para protestar contra o crime horrendo cometido pela família muçulmana. Os manifestantes pediram que a polícia prendesse os suspeitos.

A família muçulmana alegou que Kiran foi queimada depois que suas roupas pegaram fogo enquanto fazia os serviços domésticos na cozinha.

Jonathan Racho, diretor regional da ICC no Sudeste Asiático, afirmou: “Estamos horrorizados com os abusos contínuos que os cristãos têm sofrido nas mãos dos muçulmanos no Paquistão. A negligência da polícia em prender os suspeitos que queimaram Kiran também demonstra a falta de justiça para os cristãos no Paquistão”.

Ore para que a família de Kiran seja consolada e fortalecida pelo Senhor.

Mas, e se fosse você?

Tradução: Missão Portas Abertas


EL PAIS: Série de ataques contra cristãos no mundo islâmico causa preocupação



Na semana passada, atiradores abriram fogo nos escritórios da ONG cristã de ajuda humanitária World Vision; governo marroquino expulsa cristãos, a maioria evangélicos, acusados de proselitismo; centenas de cristãos morreram a golpes de pistola e facadas na Nigéria; cristãos assassinados no Iraque. Estes são alguns dos vários episódios de violência contra cristãos que se espalha pelo mundo.

Na última quarta-feira, um bando de cerca de dez atiradores irrompeu no meio da manhã nos escritórios da ONG cristã de ajuda humanitária World Vision em Mansehra, um distrito ao norte de Islamabad, e abriu fogo contra os funcionários que estavam ali. Seis deles morreram, outros sete ficaram feridos. O acontecimento é o episódio mais recente de uma série de atos de violência e perseguição contra cristãos que começaram há alguns meses com uma frequência inquietante em vários lugares do mundo.

No fim de semana passado, o governo marroquino expulsou 26 cristãos do país, a maioria evangélicos, acusados de proselitismo. Ao mesmo tempo, na Nigéria, centenas de cristãos morreram a golpes de pistola e facadas pelas mãos de muçulmanos na explosão mais recente da violência étnico-religiosa crônica que afeta o centro do país africano. Na região de Mosul, no Iraque, pelo menos oito cristãos foram assassinados em diferentes ataques em fevereiro. E quase não restam famílias cristãs em Mosul: todas fugiram. No Egito, oito cristãos coptos morreram a tiros ao sair da missa num domingo de janeiro. Fora do mundo muçulmano, na Índia, também acontecem episódios de violência contra os cristãos. A lista poderia continuar.

Cada uma dessas histórias tem uma motivação específica, com frequência local. O caso nigeriano é particularmente diferente, porque a violência entre grupos é recíproca. Mas em todos os demais há um denominador comum: indícios perturbadores de uma crescente intolerância e, em alguns casos, perseguição. As coisas parecem estar piorando. É o que acredita Angela Wu, diretora internacional do departamento legal do Fundo Becket para a Liberdade Religiosa, com sede em Washington, que defende seguidores de todas as religiões.

“Embora tenha surgido no Oriente Próximo, o cristianismo é visto como um influência estrangeira, ocidental, em muitos lugares do mundo. Isso se deve, em parte, ao legado do colonialismo. Mas agora, a situação foi exacerbada pelas guerra do Iraque e Afeganistão e pelo episódio das caricaturas de Maomé publicadas na Dinamarca. Esta retórica afeta cada vez mais as minorias cristãs”, comentou Wu, numa conversa por telefone desde os EUA.

Em alguns casos, a perseguição é governamental, em outros, a violência é exercida pelos vizinhos. Com frequência, esses dois fatores estão relacionados. Wu destaca que em muitos casos a aplicação cada vez mais rígida de leis contra a blasfêmia e a falta de proteção às minorias acaba desencadeando uma espiral perversa.

“O principal problema com as leis de blasfêmia não é só a sua aplicação por parte dos Estados, mas sim o clima social que elas criam, no qual até mesmo um discurso pacífico é percebido como ilegal. Com frequência, são as pequenas disputas locais que motivam os ataques, mas a blasfêmia se transforma numa desculpa fácil, os rumores se propagam, e a violência irrompe. A impunidade em relação a esses crimes faz o resto”, observa Wu.

No Ocidente, onde o cristianismo e suas instituições são vistos com frequência como parte integrante do sistema de poder, a ideia de minorias cristãs perseguidas pode parecer surpreendente e distante, associada a tempos passados. Entretanto, dos mais de 2 bilhões de fieis que vários estudos atribuem ao cristianismo, pelo menos várias dezenas de milhões – numa estimativa prudente – vivem em situação de opressão ou com severas limitações.

Um recente estudo da ONG cristã Open Doors situava o número ao redor de 100 milhões, a maior parte em países de maioria islâmica. A ONG, entretanto, atribuiu a posição de país mais hostil ao cristianismo à Coreia do Norte, onde acredita-se que milhares de cristãos estejam presos em campos de trabalho forçado.

O sofrimento de muitos cristãos é apenas mais uma faceta da perseguição a que as minorias religiosas em geral são submetidas em muitos países. Um recente estudo do Pew Forum sobre religião e vida pública afirmou que 70% dos 6,8 bilhões de habitantes da terra vivem em países com “restrições notáveis” à liberdade religiosa. Casos de discriminação, e até de perseguição, não faltam até mesmo nos países nos quais as liberdades civis estão mais arraigadas.

domingo, 14 de março de 2010

Um resumo conciso da visão corporativa da eleição e predestinação

Um Resumo Conciso da Visão Corporativa de Eleição e Predestinação


Aqui está um excelente resumo conciso das doutrinas da eleição e predestinação condicional a partir da perspectiva de eleição corporativa, que difere da tradicional visão arminiana de eleição individual baseada na fé prevista. Tanto a visão tradicional quanto a visão corporativa de eleição são permitidas na SEA, pois ambos concebem a eleição e predestinação como condicionais à fé em Cristo. Este material vem da NIV Life in the Spirit Study Bible da Zondervan. A descrição das doutrinas da eleição e predestinação é seguida por alguns comentários citados das notas da “Bíblia de Estudo” em 1Pe 1.2 e Rm 8.29 para mostrar como a perspectiva de eleição corporativa pode tomar o lugar da presciência na eleição, também muito diferente da tradicional visão arminiana, embora totalmente consonante com a teologia arminiana, figurando-se dentro de uma visão condicional da eleição e predestinação.


Eleição


A escolha Divina daqueles que creem em Cristo é um importante ensinamento do apóstolo Paulo (veja Rm 8.29-33, 9.6-26, 11.5, 7, 28; Cl 3.12; 1Ts 1.4; 2Ts 2.13 e Tt 1.1). Eleição (ἐκλογή - gr. ekloge) refere-se à escolha de Deus em Cristo de um povo a quem ele destina a ser santo e irrepreensível aos seus olhos (cf. 2Ts 2.13). Paulo vê essa eleição como a expressão da iniciativa de Deus, como o Deus de amor infinito, em nos dar como criação finita todas as bênçãos espirituais através da obra redentora do seu Filho (1.3-5). O ensinamento de Paulo sobre a eleição envolve as seguintes verdades:

(1) A eleição é cristocêntrica, ou seja, a eleição ocorre somente em união com Jesus Cristo; "nos escolheu nele" (Ef 1.4; veja 1.1, nota). O próprio Jesus é o primeiro de todos os eleitos de Deus. Concernente a Jesus, Deus declara: "Eis aqui o meu servo, que escolhi" (Mt 12.18; cf. Is 42.1, 6 e 1Pe 2.4). Cristo, como o eleito, é o fundamento da nossa eleição. Somente em união com Cristo nos tornamos membros do eleito (Ef 1.4, 6-7, 9-10, 12-13). Ninguém é eleito à parte da união com Cristo através da fé.

(2) A eleição é "nele... por meio do seu sangue" (NVI - Ef 1.7). Deus propôs antes da criação (Ef 1.4) formar um povo através da morte redentora de Cristo na cruz. Assim, a eleição é fundamentada na morte sacrificial de Cristo para nos salvar dos nossos pecados (At 20.28 e Rm 3.24-26).

(3) A eleição em Cristo é principalmente corporativa, ou seja, eleição de um povo (Ef 1.4-5, 7 e 9). Os eleitos são chamados de “corpo de Cristo" (4.12), "a minha igreja" (Mt 16.18), "povo de propriedade exclusiva de Deus" (1Pe 2.9), e de “noiva” de Cristo (Ap 19.7). Portanto, a eleição é corporativa e abrange somente indivíduos que se identificam e se associam com o corpo de Cristo, a verdadeira igreja (Ef 1.22-23; veja Robert Shank, Elect in the Son, [Minneapolis: Bethany House Publishers]). Isto já era verdade no Israel do Antigo Testamento (cf. Dt 29.18-21, nota; 2Rs 21.14, nota; veja o artigo sobre a Aliança de Deus com os Israelitas, 298p.).

(4) A eleição para a salvação e a santidade do corpo de Cristo é sempre certa. Mas a certeza da eleição dos indivíduos permanece condicional à sua fé viva e pessoal em Jesus Cristo e perseverança na união com ele. Paulo demonstra isso da seguinte maneira: (a) O propósito eterno de Deus para a igreja é que sejamos "santos e irrepreensíveis perante ele" (Ef 1.4). Isto se refere tanto ao perdão dos pecados (1.7) quanto à pureza da igreja como a noiva de Cristo. A eleição do povo de Deus está sendo conduzida pelo Espírito Santo em direção à santificação e santidade (veja Rm 8.14; Gl 5.16-25). O apóstolo enfatiza repetidamente esse propósito primordial de Deus (veja Ef 2.10, 3.14-19, 4.1-3, 13-24, 5.1-18). (b) O cumprimento desse propósito para o corpo da igreja é certo: Cristo irá “apresentar a si mesmo igreja gloriosa,... santa e sem defeito." (Ef 5.27). (c) O cumprimento desse propósito para as pessoas na igreja é condicional. Cristo nos apresentará "santos e irrepreensíveis perante ele" (Ef 1.4) somente se continuarmos na fé. Paulo afirma isso claramente: Cristo irá "apresentar-vos perante ele santos... se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho..." (Cl 1.22-23).

(5) A eleição para a salvação em Cristo é oferecida a todos (Jo 3.16-17; 1Tm 2.4-6, Tt 2.11 e Hb 2.9), mas torna-se atual para um contingente particular de pessoas no seu arrependimento quando aceitaram o dom divino da salvação em Cristo (Ef 2.8, 3.17; cf. At 20.21; Rm 1.16 e 4.16). No ponto de fé, o crente é incorporado no corpo eleito de Cristo (a igreja) pelo Espírito Santo (1Co 12.13), tornando-se um dos eleitos. Assim, há tanto a iniciativa de Deus quanto nossa resposta na eleição (veja Rm 8:29, nota; 2Pe 1.1-11).


Predestinação


Predestinação (προορίζω - gr. proorizo) significa "decidir de antemão" e se aplica aos propósitos de Deus compreendidos na eleição. A eleição é escolha de Deus "em Cristo" de um povo (a verdadeira igreja) para si. A predestinação compreende o que acontecerá com o povo de Deus (todos os crentes genuínos em Cristo).

(1) Deus predestina o seu eleito a ser: (a) chamado (Rm 8.30); (b) justificado (Rm 3.24, 8.30); (c) glorificado (Rm 8.30); (d) conforme a imagem do seu Filho (Rm 8.29); (e) santo e irrepreensível (Ef 1.4); (f) adotado como filhos de Deus (1.5); (g) redimido (1.7); (h) beneficiário de uma herança (1.14); (i) para o louvor de sua glória (Ef 1.2; 1Pe 2.9); (j) receptor do Espírito Santo (Ef 1.13; Gl 3.14) e (k) criado para as boas obras (Ef 2.10).

(2) Predestinação, assim como a eleição, refere-se ao corpo de Cristo (isto é, a verdadeira igreja espiritual), e compreende somente indivíduos em associação com esse corpo através de uma fé viva em Jesus Cristo (Ef 1.5, 7, 13; cf. At 2.38-41 e 16.31).


Resumo


Concernente à eleição e predestinação, podemos usar a analogia de um grande navio no seu caminho para o céu. O navio (a igreja) é escolhido por Deus para ser sua própria embarcação. Cristo é o Capitão e o Piloto desse navio. Todos os que desejam ser uma parte deste navio eleito e do seu Capitão, pode fazê-lo através de uma fé viva em Cristo, pela qual eles vêm a bordo no navio. Enquanto eles estão no navio, em companhia do Comandante do navio, estão entre os eleitos. Se eles escolherem abandonar o navio e o Capitão, eles deixam de fazer parte dos eleitos. A eleição sempre está em união com o Capitão e o seu navio. A predestinação nos diz sobre o destino do navio e o que Deus tem preparado para aqueles que permanecem nele. Deus convida a todos para entrar a bordo do navio eleito mediante a fé em Jesus Cristo. [Life in the Spirit Study Bible, 1854-1855pp.]


Life in the Spirit Study Bible nota sobre 1Pe 1.2


A presciência de Deus: Somos "escolhidos" para ser o povo de Deus de acordo com sua presciência, ou seja, de acordo com o conhecimento exaustivo do seu plano de redenção em Cristo para a igreja, mesmo antes da criação e da história humana ter começado (veja Rm 8.29 nota). Presciência é praticamente um sinônimo da soberania de Deus e do previdente propósito de redimir conforme o seu eterno amor. Os "escolhidos" são a companhia dos verdadeiros crentes, escolhidos em harmonia com o plano determinado de Deus para redimir a igreja pelo sangue de Jesus Cristo através da obra santificadora do Espírito Santo (veja o artigo sobre a Eleição e Predestinação, 1845p.). Todos os crentes devem participar em sua eleição pela sua resposta de fé e por estarem ansiosos em confirmar o seu chamado e eleição (veja 2Pe 1.5 e 10, nota).


Life in the Spirit Study Bible nota sobre Rm 8.29


Aqueles que Deus conheceu: "Conheceu" neste versículo é equivalente a "pré-amado" e é usado no sentido de "definir a relação amorosa", "escolher a amar desde a eternidade" (cf. Ex 2.25; Sl 1.6; Os 13.5; Mt 7.23; 1Co 8.3; Gl 4.9; 1Jo 3.1).

(1) Presciência significa que Deus propôs desde a eternidade amar e resgatar a raça humana por meio de Cristo (1Jo 5.8; Jo 3:16). O receptor da presciência de Deus ou o pré-amor é indicado no plural e se refere à igreja. Isto é, o pré-amor de Deus é primariamente do corpo de Cristo (Ef 1.4, 2.4 e 1Jo 4.19) e inclui apenas os indivíduos que se identificam com esta corporação mediante a permanente fé e união com Cristo (Jo 15.1-6; veja o artigo sobre a Eleição e Predestinação, 1854p.)

(2) O corporativo corpo de Cristo alcançará a glorificação (v. 30). Crentes individuais cairão da glorificação se separarem-se do pré-amado corpo e se não conseguirem manter sua fé em Cristo (vv. 12-14, 17 e Cl 1.21-23).

Fim da Bíblia de Estudo

Outra interpretação corporativa da presciência em relação à eleição além dessas mencionadas pela “Bíblia de Estudo” é aquela que se refere ao reconhecimento prévio do povo corporativo de Deus como o seu parceiro de aliança (veja Brian Abasciano, "Clearing Up Misconceptions about Corporate Election", Ashland Theological Journal 41 [2009] 67-102).

Correndo o risco de excessiva simplificação, todas estas visões de presciência corporativa na eleição podem ser resumidas dizendo que na visão de eleição corporativa, a eleição de acordo com a presciência se refere à eleição baseada na eleição prévia de Cristo e do povo corporativo de Deus nele.

Para mais informações sobre a eleição corporativa, veja esses itens em nosso site:

A. Philip Brown, II, "ELECTION IN THE OLD TESTAMENT"



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quinta-feira, 11 de março de 2010

Pesquisadores afirmam ter descoberto real localização de cidade bíblica


Clara Moskowitz


Cientistas pensam em ter finalmente encontrado a real localização de uma cidade mencionada na Bíblia chamada Netaim .


Com base em sua proximidade a uma outra cidade bíblica, e ruínas arqueológicas que datam do período bíblico do rei Davi, os investigadores pensam que Netaim poderia ter sido localizada no moderno sítio de Khirbet Qeiyafa, em Israel.


Khirbet Qeiyafa contém as ruínas de uma antiga cidade fortificada no alto de uma colina com vista para o Vale de Elah. Cacos de cerâmica e caroços de azeitona queimados datam o sítio em cerca de 1.000 a.C. A maioria dos estudiosos pensam que o Rei Davi governou durante este tempo.


Arqueólogos tinham anteriormente associado Khirbet Qeiyafa com a cidade bíblica de Sha'arayim, que significa "duas portas", por causa da descoberta de duas portas nas ruínas da fortaleza e também porque Sha'arayim estava associada na Bíblia com o Rei Davi. Mas agora pesquisadores afirmam que este sítio é realmente Netaim, uma cidade mencionada no livro de 1 Crônicas na Bíblia Hebraica, ou Antigo Testamento.


"Os habitantes de Netaim foram oleiros que trabalharam à serviço do rei e habitavam um importante centro administrativo, perto da fronteira com os filisteus", Disse Gershon Galil, professor de estudos bíblicos da Universidade de Haifa em Israel.


Galil pensa que Netaim foi localizada em Khirbet Qeiyafa em parte porque este está perto do moderno sítio de Khirbet Ğudraya, também perto do Vale de Elah, que foi identificado como a cidade bíblica de Gedera. Ambos Gedera e Netaim foram mencionados no mesmo versículo da Bíblia, 1 Crônicas 4:23: "Estes eram oleiros e habitantes de Netaim e de Gedera; moravam ali com o rei para o servirem.”(ARA)


Netaim é mencionada apenas uma vez na Bíblia, e até agora permanecia não identificada.


Em pesquisa relacionada, Galil recentemente decifrou um texto escrito num caco de cerâmica encontrada em Khirbet Qeiyafa, e descobriu que era o exemplo mais conhecido da escrita hebraica.


"Os achados arqueológicos neste sítio, a descoberta da inscrição hebraica mais antiga e a mais importante a ser encontrada até agora, e a compreensão, baseada no texto bíblico, que os membros da Tribo de Judá habitavam a cidade e trabalhavam no serviço do rei, testificam Khirbet Qeiyafa - Netaim – como sendo um importante centro administrativo da região fronteiriça do Reino de Israel durante o período do reinado do Rei David ", disse Galil.


Fonte: Yahoo

Foto:A Blog About History

quarta-feira, 10 de março de 2010

Confrontos religiosos na Nigéria deixam 500 pessoas mortas em 3 horas


Mais de 500 moradores de aldeias cristãs morreram vítimas de golpes dados com machetes, uma espécie de faca de mato, e queimados, em ataques praticados no final de semana por criadores de gado muçulmanos no centro da Nigéria, cenário de confrontos religiosos e étnicos, segundo um registro anunciado nesta segunda-feira pelas autoridades.

Os ataques, coordenados segundo as testemunhas, aconteceram na noite de sábado em três aldeias ao sul de Jos, capital do estado de Plateau.

Em três horas, pelo menos 500 pessoas foram massacradas, entre elas mulheres e crianças.


Todas as forças de segurança de Plateau e dos estados próximos estão em alerta máximo desde domingo à noite por ordem do presidente interino, Goodluck Jonathan.

"Mais de 500 pessoas morreram neste ato abominável praticado por criadores de gado fulanis", informou nesta segunda-feira à AFP Dan Majang, secretário de Comunicação do estado de Plateau, que tem Jos como capital. Segundo ele, 95 pessoas foram detidas depois do ataque.

Peter Gyang, morador de Dogo Nahawa, aldeia mais afetada, perdeu sua mulher e os dois filhos. "Atiraram para assustar as pessoas e depois as mataram a golpes de machete", contou aos jornalistas.

"A ação começou por volta das 03h00 da manhã e durou até as 06h00. Não vimos policiais", acrescentou.

"Aparentemente, foi tudo bem coordenado, os agressores lançaram ataques simultâneos (...) Muitas casas foram queimadas", relatou Shamaki Gad Peter, diretor de uma organização de defesa dos Direitos Humanos em Jos, depois visitar três aldeias no domingo.

"O nível de destruição é enorme", assegurou.

Alguns moradores citados pelo jornal nigeriano The Guardian disseram que centenas de corpos estavam espalhados pelas ruas no domingo depois do ataque.

Outras testemunhas, citadas pelo jornal The Nation, indicaram entre 300 e 500 agressores.

No domingo à tarde, foram realizados funerais coletivos e nesta segunda-feira haverá outros, segundo autoridades locais.


Os criadores de gado pertencem à etnia fulani, de maioria muçulmana, enquanto as vítimas, os berom, praticam a religião cristã.

De acordo com uma fonte oficial, os últimos relatórios de segurança indicam que "os integristas islâmicos" na região instigaram o ataque contra os berom.

Graças ao reforço das forças de segurança, não foram registrados novos confrontos no domingo à noite, afirmou Frank Tatgun, morador de Dogo Nahawa.

Mas, em um comunicado divulgado no domingo, o Fórum dos Cristãos do estado de Plateau acusou o Exército nigeriano de permanecer passivo ante o ataque.

"Por que os soldados não intervieram?", pergunta a organização.

A região estava submetida a um toque de recolher das 18h00 às 06h00 desde o episódio de violência religiosa anterior, em janeiro, quando mais de 300 pessoas morreram em Jos e em seus arredores.


Giotto "secreto" é encontrado em capela de Florença


Restauradora usa luz ultra-violeta durante trabalhos sobre a pintura de Giotto


Foto: Reuters

Restauradores usando raios ultravioletas redescobriram magníficos detalhes originais das pinturas de Giotto na capela Peruzzi, na igreja Santa Croce, em Florença, que tinham ficado ocultos durante séculos. "Descobrimos um Giotto secreto", disse Isabella Lapi Ballerini, diretora do Opificio delle Pietre Dure, de Florença, um dos mais respeitados laboratórios de restauração de arte no mundo.

Mais de uma dúzia de restauradores e pesquisadores iniciaram no ano passado um projeto ambicioso de "diagnóstico não invasivo" para averiguar as condições da capela de 12 metros de altura, que Giotto pintou por volta do ano 1320.

O objetivo do estudo, financiado em parte por uma doação da Fundação Getty, de Los Angeles, era colher informações sobre a capela de 170 metros quadrados. As informações seriam usadas para orientar uma restauração futura.

Durante o projeto, que durou quatro meses, restauradores trabalhando sobre três andares de andaimes de aço descobriram que, quando olharam as pinturas sob luz ultravioleta, puderam enxergar detalhes espantosos que não são visíveis a o olho nu.

"Foi algo realmente surpreendente", disse Cecilia Frosinini, coordenadora do projeto que estudou as cenas das vidas de São João Evangelista e São João Batista. "Sabíamos que poderíamos obter resultados muito interessantes do diagnóstico científico, mas, quando olhamos as pinturas sob a luz ultravioleta, de repente essas pinturas muito gastas, estragadas por restaurações antigas, ganharam vida nova", disse ela, apontando para uma cena e usando óculos de proteção.

Acredita-se que as pinturas feitas por Giotto na capela lanciforme exerceram grande influência sobre Michelangelo, que nasceu quase 140 anos após a morte de Giotto e que pintou a Capela Sistina no início do século XVI.

Os restauradores de hoje estão enxergando os detalhes que Michelangelo viu quando admirou as pinturas de Giotto, visto como um dos artistas que lançou as sementes do Renascimento italiano.

"As cenas voltaram a ser tridimensionais. Pudemos ver os efeitos de chiaroscuro", disse ela. "Havia corpos sob as vestimentas. Eles se tornaram tridimensionais. Tornou-se possível enxergar as dobras das roupas, as expressões dos rostos."

A capela Peruzzi foi imortalizada na cena do livro "Um Quarto com Vista", de E.M. Forster, em que a jovem Lucy Honeychurch é apresentada aos trabalhos de Giotto por seu futuro marido, George Emerson.


Fonte: Terra

quarta-feira, 3 de março de 2010

DER SPIEGEL: Vítimas do Islã radical - Os mártires modernos do cristianismo

Foto: Der Spiegel

A ascensão do extremismo islâmico coloca uma pressão cada vez maior sobre os cristãos que vivem em países muçulmanos, que são vítimas de assassinatos, violência e discriminação. Os cristãos agora são considerados o grupo religioso mais perseguido em todo o mundo. Paradoxalmente, sua maior esperança vem do Islã politicamente moderado.

Kevin Ang é mais cauteloso hoje em dia. Ele espia ao redor, dá uma olhada para a esquerda para a longa fileira de lojas, e depois para a direita em direção à praça, para checar se não há ninguém por perto. Só então o zelador da igreja tira sua chave, destranca o portão, e entra na Igreja Metro Tabernacle num subúrbio de Kuala Lumpur.

A corrente de ar vira páginas queimadas da Bíblia. As paredes estão cobertas de fuligem e a igreja cheira a plástico queimado. A Igreja Metro Tabernacle foi a primeira de onze igrejas a serem incendiadas por muçulmanos revoltados – tudo por causa de uma palavra: “Alá”, sussurra Kevin Ang.

Tudo começou com uma questão – se os cristãos daqui, assim como os muçulmanos, poderiam chamar seu deus de “Alá”, uma vez que eles não têm nenhuma outra palavra ou língua à sua disposição. Os muçulmanos alegam que Alá é deles, tanto a palavra quanto o deus, e temem que se os cristãos puderem usar a mesma palavra para seu próprio deus, isso poderia desencaminhar os fiéis muçulmanos.

Durante três anos isto era proibido e o governo confiscou Bíblias que mencionavam “Alá”. Então, em 31 de dezembro do ano passado, o mais alto tribunal da Malásia chegou a uma decisão: o deus cristão também poderia ser chamado de Alá.

Os imãs protestaram e cidadãos enfurecidos jogaram coquetéis Molotov nas igrejas. Então, como se isso não bastasse, o primeiro-ministro Najib Razak declarou que não podia impedir as pessoas de protestarem contra determinados assuntos no país – e alguns interpretaram isso como um convite para a ação violenta. Primeiro as igrejas foram incendiadas, depois o outro lado revidou colocando cabeças de porcos na frente de duas mesquitas. Entre os habitantes da Malásia, 60% são muçulmanos e 9% são cristãos, com o restante composto por hindus, budistas e sikhs. Eles conseguiram viver bem juntos, até agora.

É um batalha por causa de uma única palavra, mas há muito mais envolvido. O conflito tem a ver com a questão de quais direitos a minoria cristã da Malásia deve ter. Mais que isso, é uma questão política. A Organização Nacional dos Malaios Unidos, no poder, está perdendo sua base de apoio para os islamitas linha dura – e quer reconquistá-la por meio de políticas religiosas.

Essas políticas estão sendo bem recebidas. Alguns dos Estados da Malásia interpretam a Sharia, o sistema islâmico de lei e ordem, de forma particularmente rígida. O país, que já foi liberal, está a caminho de abrir mão da liberdade religiosa – e o conceito de ordem está sendo definido de forma cada vez mais rígida. Se uma mulher muçulmana beber cerveja, ela pode ser punida com seis chibatadas. Algumas regiões também proíbem coisas como batons chamativos, maquiagem pesada, ou sapatos de salto alto.

Expulsos, sequestrados e mortos

Não só na Malásia, mas em muitos países em todo o mundo muçulmano, a religião ganhou influência sobre a política governamental nas últimas duas décadas. O grupo militante islâmico Hamas controla a Faixa de Gaza, enquanto milícias islamitas lutam contra os governos da Nigéria e Filipinas. Somália, Afeganistão, Paquistão e Iêmen caíram, em grande extensão, nas mãos dos islamitas. E onde os islamitas não estão no poder hoje, os partidos seculares no governo tentam ultrapassar os grupos mais religiosos assumindo uma tendência de direita.

Isso pode ser visto de certa forma no Egito, Argélia, Sudão, Indonésia, e também na Malásia. Embora a islamização frequentemente tenha mais a ver com política do que com religião, e embora não leve necessariamente à perseguição de cristãos, pode-se dizer ainda assim que, onde quer que o Islã ganhe importância, a liberdade para membros de outras crenças diminui.

Há 2,2 bilhões de cristãos em todo o mundo. A organização não-governamental Open Doors calcula que 100 milhões de cristãos são ameaçados ou perseguidos. Eles não têm permissão para construir igrejas, comprar Bíblias ou conseguir empregos. Esta é a forma menos ofensiva de discriminação e afeta a maioria desses 100 mil cristãos. A versão mais bruta inclui extorsão, roubo, expulsão, sequestro e até assassinato.

Margot Kässmann, que é bispo e foi chefe da Igreja Protestante na Alemanha antes de deixar o cargo em 24 de fevereiro, acredita que os cristãos são “o grupo religioso mais perseguido globalmente”. As 22 igrejas regionais alemãs proclamaram este domingo como o primeiro dia de homenagem aos cristãos perseguidos. Kässmann disse que queria mostrar solidariedade para com outros cristãos que “têm grande dificuldade de viver de acordo com sua crença em países como a Indonésia, Índia, Iraque ou Turquia”.

Há exemplos contrários, é claro. No Líbano e na Síria, os cristãos não são discriminados, e, na verdade, desempenham um papel importante na política e na sociedade. Além disso, a perseguição contra os cristãos não é de forma alguma um domínio exclusivo dos fanáticos muçulmanos – os cristãos também são presos, agredidos e assassinados em países como o Laos, Vietnã, China e Eritreia.

“Lento genocídio” contra os cristãos

A Open Doors edita um “índice de perseguição” global. A Coreia do Norte, onde dezenas de milhares de cristãos estão presos em campos de trabalho forçado, esteve no topo da lista por muitos anos. Ela é seguida pelo Irã, Arábia Saudita, Somália, Maldivas e Afeganistão. Entre os dez primeiros países da lista, oito são islâmicos, e quase todos têm o Islã como sua religião oficial.

A perseguição sistemática de cristãos no século 20 – por comunistas na União Soviética e na China, mas também pelos nazistas – custou muito mais vidas do que qualquer outra coisa que tenha acontecido até o momento no século 21. Agora, entretanto, não são apenas os regimes totalitários que perseguem os cristãos, mas também moradores de Estados islâmicos, fundamentalistas fanáticos, e seitas religiosas – e com frequência simples cidadãos considerados fiéis.

Foi-se a era da tolerância, em que os cristãos, chamados de “Povo do Livro”, desfrutavam de um alto grau de liberdade religiosa sob a proteção de sultões muçulmanos, enquanto a Europa medieval bania judeus e muçulmanos do continente ou até mesmo os queimava vivos. Também se foi o apogeu do secularismo árabe pós 2ª Guerra Mundial, quando árabes cristãos avançaram nas hierarquias políticas.

À medida que o Islã político ficou mais forte, a agressão por parte de devotos deixou de se concentrar apenas nos regimes políticos corruptos locais, mas também e cada vez mais contra a influência ostensivamente corrupta dos cristãos ocidentais, motivo pelo qual as minorias cristãs foram consideradas responsáveis. Uma nova tendência começou, desta vez com os cristãos como vítimas.

No Iraque, por exemplo, grupos terroristas sunitas perseguem especialmente pessoas de outras religiões. O último censo do Iraque em 1987 mostrou que havia 1,4 milhão de cristãos vivendo no país. No começo da invasão norte-americana em 2003, eles eram 550 mil, e atualmente o número está está pouco abaixo dos 400 mil. Os especialistas falam num “lento genocídio”.

“As pessoas estão morrendo de medo”

A situação na região da cidade de Mosul, no norte do Iraque, é especialmente dramática. A cidade de Alqosh fica no alto das montanhas sobre Mosul, a segunda maior cidade iraquiana. Bassam Bashir, 41, pode ver sua antiga cidade natal quando olha pela janela. Mosul fica a apenas 40 quilômetros dali, mas é inacessível. A cidade é mais perigosa que Bagdá, especialmente para homens como Bassam Bashir, um católico caldeu, professor e fugitivo dentro de seu próprio país.

Desde o dia em que a milícia sequestrou seu pai de sua loja, em agosto de 2008, Bashir passou a temer por sua vida e pela vida de sua família. A polícia encontrou o corpo de seu pai dois dias depois no bairro de Sinaa, no rio Tigre, perfurado por balas. Não houve nenhum pedido de resgate. O pai de Bashir morreu pelo simples motivo de ser cristão.

E ninguém afirma ter visto nada. “É claro que alguém viu alguma coisa”, diz Bashir. “Mas as pessoas em Mosul estão morrendo de medo.”

Uma semana depois, integrantes da milícia cortaram a garganta do irmão de Bashir, Tarik, como num sacrifício de ovelhas. “Eu mesmo enterrei meu irmão”, explica Bashir. Junto com sua mulher Nafa e suas duas filhas, ele fugiu para Alqosh no mesmo dia. A cidade está está cercada por vinhedos e uma milícia cristã armada vigia a entrada.

Aprovação tácita do Estado

Os familiares de Bashir não foram os únicos a se mudar para Alqosh à medida que a série de assassinatos continuou em Mosul. Dezesseis cristãos foram mortos na semana seguinte, e bombas explodiram em frente às igrejas. Homens que passavam de carro gritaram para os cristãos que eles podiam escolher – ou saíam de Mosul ou se convertiam ao Islã. Das 1.500 famílias cristãs da cidade, apenas 50 ficaram. Bassam Bashir diz que não voltará antes de lamentar a morte de seu pai e seu irmão em paz. Outros que perderam totalmente a esperança fugiram para países vizinhos como a Jordânia e muitos mais foram para a Síria.

Em muitos países islâmicos, os cristãos são perseguidos menos brutalmente do que no Iraque, mas não menos efetivamente. Em muitos casos, a perseguição têm a aprovação tácita do governo. Na Argélia, por exemplo, ela tomou a forma de notícias de jornal sobre um padre que tentou converter muçulmanos ou insultou o profeta Maomé – e que divulgaram o endereço do padre, numa clara convocação para a população fazer justiça com as próprias mãos. Ou um canal de televisão pública pode veicular programas com títulos como “Nas Garras da Ignorância”, que descreve os cristãos como satanistas que convertem muçulmanos com o auxílio de drogas. Isso aconteceu no Uzbequistão, que está no décimo lugar do “índice de perseguição” da Open Doors.

A blasfêmia também é outra justificativa frequentemente usada. Insultar os valores fundamentais do Islã é uma ofensa passível de punição em muitos países islâmicos. A justificativa é com frequência usada contra a oposição, quer sejam jornalistas, dissidentes ou cristãos. Imran Masih, por exemplo, cristão dono de uma loja em Faisalabad, no Paquistão, foi condenado à prisão perpétua em 11 de janeiro, de acordo com as seções 195A e B do código penal do Paquistão, que tratam do crime de ofender sentimentos religiosos ao dessacralizar o Alcorão. Um outro dono de loja o acusou de queimar páginas do Alcorão. Masih diz que ele queimou apenas documentos antigos da loja.

É um caso típico para o Paquistão, onde a lei contra a blasfêmia parece convidar ao abuso – é uma forma fácil para qualquer um se livrar de um inimigo. No ano passado, 125 cristãos foram acusados de blasfêmia no Paquistão. Dezenas dos que já foram sentenciados estão agora esperando sua execução.

“Não nos sentimos seguros aqui”

A perseguição tolerada pelo governo acontece até mesmo na Turquia, o país mais secular e moderno do mundo muçulmano, onde cerca de 110 mil cristãos representam menos de um quarto de 1% da população – mas são discriminados assim mesmo. A perseguição não é tão aberta ou brutal quanto no vizinho Iraque, mas as consequências são semelhantes. Os cristãos na Turquia, que estavam bem acima dos 2 milhões no século 19, estão lutando para continuar a existir.

É o que acontece no sudeste do país, por exemplo, em Tur Abdin, cujo nome significa “montanha dos servos de Deus”. É uma região montanhosa cheia de campos, picos e vários mosteiros de séculos de existência. O local abriga os assírios sírios ortodoxos, ou arameus, como denominam a si mesmos, membros de um dos grupos cristãos mais antigos do mundo. De acordo com a lenda, foram os três reis magos que levaram o sistema de crenças cristão de Belém para lá. Os habitantes de Tur Abdin ainda falam aramaico, a língua usada por Jesus de Nazaré.

O mundo sabe bem mais sobre o genocídio cometido contra os armênios pelas tropas otomanas em 1915 e 1916, mas dezenas de milhares de assírios também foram assassinados durante a 1ª Guerra Mundial. Estima-se que cerca de 500 mil assírios viviam em Tur Abdin no começo do século 20. Hoje há apenas 3 mil. Um tribunal distrital turco ameaçou, no ano passado, tomar posse do centro espiritual assírio, o mosteiro Mor Gabriel de 1.600 anos de idade, porque acreditava-se que os monges haviam adquirido terras de forma ilegal. Três vilarejos muçulmanos vizinhos reclamaram que sentiam-se discriminados por causa do mosteiro, que abriga quatro monges, 14 freiras e 40 estudantes atrás de seus muros.

“Mesmo que não queira admitir, a Turquia tem um problema com pessoas de outras religiões”, diz Ishok Demir, um jovem suíço de ascendência aramaica, que vive com seus pais perto de Mor Gabriel. “Nós não nos sentimos seguros aqui.”

Mais que qualquer coisa, isso tem a ver com o lugar permanente que os armênios, assírios, gregos, católicos e protestantes têm nas teorias de conspiração nacionalistas do país. Esses grupos sempre foram vistos como traidores, descrentes, espiões e pessoas que insultam a nação turca. De acordo com uma pesquisa feita pelo Centro de Pesquisa Pew, sediado nos EUA, 46% dos turcos veem o cristianismo como uma religião violenta. Num estudo turco mais recente, 42% dos entrevistados disseram que não aceitariam cristãos como vizinhos.

Os repetidos assassinatos de cristãos, portanto, não são uma surpresa. Em 2006, por exemplo, um padre católico foi assassinado em Trabzon, na costa do Mar Negro. Em 2007, três missionários cristãos foram assassinados em Malatya, uma cidade no leste da Turquia. Os responsáveis pelo crime eram nacionalistas radicais, cuja ideologia era uma mistura de patriotismo exagerado, racismo e Islã.

Convertidos correm grande risco

Os muçulmanos que se converteram ao cristianismo, entretanto, enfrentam um perigo ainda maior do que os próprios cristãos tradicionais. A apostasia, ou a renúncia ao Islã, é castigada com a morte de acordo com a lei islâmica – e a pena de morte ainda se aplica no Irã, Iêmen, Afeganistão, Somália, Mauritânia, Paquistão, Qatar e Arábia Saudita.

Até no Egito, um país secular, os convertidos atraem a cólera do governo. O ministro da religião defendeu a legalidade da pena de morte para os convertidos – embora o Egito não tenha uma lei como esta – com o argumento de que a renúncia ao Islã é alta traição. Esses sentimentos fizeram com que Mohammed Hegazy, 27, convertido para a Igreja Cóptica Ortodoxa, passasse a se esconder há dois anos. Ele foi o primeiro convertido no Egito a tentar fazer com que sua religião nova aparecesse oficialmente em sua carteira de identidade expedida pelo governo. Quando seu pedido foi recusado, ele tornou o caso público. Inúmeros clérigos pediram a sua morte em resposta.

Os cópticos são a maior comunidade cristã do mundo árabe, e cerca de 8 milhões de egípcios pertencem à Igreja Cóptica. Eles são proibidos de ocupar altas posições no governo, no serviço diplomático e militar, assim como de desfrutar de vários benefícios estatais. As universidades têm cotas para alunos cópticos consideradas menores do que a porcentagem que eles representam na população.

Não é permitido construir novas igrejas, e as antigas estão caindo aos pedaços por causa da falta de dinheiro e de permissão para reforma. Quando as meninas são sequestradas e convertidas à força, a polícia não intervém. Milhares de porcos também foram mortos sob o pretexto de combater a gripe suína. Naturalmente, todos os porcos pertenciam a cristãos.

O vírus cristão

Seis cópticos foram massacrados em 6 de janeiro – quando os cópticos celebram a noite de Natal – em Nag Hammadi, uma pequena cidade 80 quilômetros ao norte do Vale dos Reis. Previsivelmente, o porta-voz da Assembleia do Povo, a câmara baixa do parlamento egípcio, chamou isso de “um ato criminoso isolado”. Quando acrescentou que os responsáveis queriam se vingar do estupro de uma jovem muçulmana por parte um cóptico, isso quase pareceu uma desculpa. O governo parece pronto a reconhecer o crime no Egito, mas não por tensão religiosa. Sempre que conflitos entre grupos religiosos acontecem, o governo encontra causas seculares por trás deles, como disputas por terras, vingança por algum crime ou disputas pessoais.

Nag Hammadi, com 30 mil moradores, é uma poeirenta cidade comercial no Nilo. Mesmo antes dos assassinatos, era um lugar onde os cristãos e os muçulmanos desconfiavam uns dos outros. Os dois grupos trabalham juntos e moram próximos, mas vivem, casam-se e morrem separadamente. A superstição é generalizada e os muçulmanos, por exemplo, temem pegar o “vírus cristão” ao comer junto com um cóptico. Não surpreende que esses assassinatos tenham acontecido em Nag Hammadi, nem que depois deles tenham se seguido os piores atos de violência religiosa em anos. Lojas cristãs e casas muçulmanas foram incendiadas, e 28 cristãos e 14 muçulmanos foram presos.

Nag Hammadi agora está cercada, com seguranças armados em uniformes negros guardando as estradas para entrar e sair da cidade. Eles certificam-se de que nenhum morador deixe a cidade e nenhum jornalista entre nela.

Três suspeitos foram presos desde então. Todos eles têm fichas criminais. Um admitiu o crime, mas depois negou, dizendo que havia sido coagido pelo serviço de inteligência. O governo parece querer que o assunto desapareça o mais rápido possível. Os supostos assassinos provavelmente serão libertados assim que o furor passar.

Mais direitos para os cristãos?

Mas também há pequenos indícios de que a situação de cristãos acuados em países islâmicos possa melhorar – dependendo do tanto que recuarem o nacionalismo e a radicalização do Islã político.

Uma das contradições do mundo islâmico é que a maior esperança para os cristãos parece surgir exatamente do campo do Islã político. Na Turquia, foi Recep Tayyip Erdogan, um ex-islamita e agora primeiro-ministro do país, que prometeu mais direitos aos poucos cristãos remanescentes no país. Ele aponta para a história do Império Otomano, no qual os cristãos e judeus tiveram de pagar um imposto especial por muito tempo, mas em troca, tinham a garantia de liberdade de religião e viviam como cidadãos respeitados.

Uma atitude mais relaxada em relação as minorias certamente representaria um progresso para a Turquia.


Fonte original: Der Spiegel