domingo, 29 de dezembro de 2013

Declarações do Credo


Declarações do Credo
compilados por
Aimee Semple McPherson

CREMOS:

1. Na inspiração verbal das Escrituras originais.
2. Na absoluta trindade da eterna Divindade.
3. Na deidade de nosso Senhor Jesus Cristo.
4. Na personalidade e deidade do Espírito Santo.
5. Na realidade e personalidade do Diabo.
6. Na depravação natural da raça humana.
7. Na expiação substitutiva.
8. Na propiciação do pecado só pelo sangue de Cristo.
9. Na plena salvação pela graça mediante a fé e não pelas obras.
10. Na cura divina através da expiação.
11. Na unção do óleo e na oração pelos doentes.
12. No batismo pessoal do Espírito Santo como recebido pelos apóstolos.
13. Na necessidade do novo nascimento.
14. No batismo em água por imersão em idade da responsabilidade.
15. Na primeira e única igreja verdadeira composta de todos os crentes lavados pelo sangue.
16. Na evangelização dos pagãos e das nações do mundo.
17. Na política moderada em relação ao culto público, entre o extremo fanatismo e o ultra-ritualismo.
18. Na obediência a um governo civil.
19. No divórcio só com base bíblica do Novo Testamento.
20. No governo da igreja, lealdade e obediência àqueles que exercem autoridade sobre nós no Senhor.
21. No dízimo como o plano financeiro de Deus.
22. Na restituição dos erros do passado, sempre que possível.
23. Na mesa aberta na ceia do Senhor.
24. Na livre força de vontade moral do homem, que pode recair, apostatar e perder-se.
25. Na conservação de boas obras e uma vida santa.
26. Na vida vitoriosa sobre o pecado e sobre os maus hábitos por meio do estudo bíblico e de uma vida de oração incessante.
27. Na perfeição e santidade cristã, através de uma absoluta rendição e consagração.
28. Na modéstia cristã em matéria de vestuário, artigos de vestuário e jóias.
29. Na guarda do dia do Senhor, como uma questão de privilégio em vez de lei.
30. No que diz respeito à recreação – liberdade de consciência e um piedoso exemplo para o mundo.
31. Na imortalidade e consciente existência da alma.
32. Na ressurreição literal de nossos corpos, do justo e do injusto.
33. Num céu eterno e vida eterna literal para todos os verdadeiros crentes.
34. Num último dia de julgamento para os ímpios incorrigíveis.
35. Na punição eterna do impenitente.
36. Na pessoal, literal, corporal e pré-milenar vinda de Jesus Cristo.
37. Num futuro, literal, reino de mil anos de Cristo sobre a Terra com todos os seus santos.
38. No tribunal de Cristo, onde os santos estarão finalmente.
39. Na tolerância cristã a todas as denominações de fé cristã.
40. "No essencial – unidade; no não essencial – liberdade; em todas as coisas – caridade."


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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Uma Cartilha Sobre Graça Preveniente


Uma das melhores contribuições de John Wesley para a teologia foi a sua compreensão de graça preveniente. Em termos gerais, esta é a graça que "vem antes" – a graça que precede a ação humana e reflete o coração de Deus em buscar a sua criação. Ela testifica ser Deus o iniciador de cada relação com a criação. A graça preveniente é um ensino ortodoxo afirmado pela igreja histórica, porém ela torna-se distintamente wesleyana em seu alcance e escopo. Para John Wesley, a graça preveniente é acessível a todos de modo que não há um "homem natural" deixado num estado puramente caído, sem uma medida de graça restauradora de Deus. Além disso, a graça preveniente tem um sentido salvífico. Isto significa que o Espírito de Deus não trabalha apenas para restaurar certas faculdades da humanidade ou para limitar o pecado humano, mas em última análise, direciona as pessoas para a obra de Cristo. Esta é uma das marcas que posiciona Wesley aparte de Agostinho e de João Calvino. Embora não deva ser confundida com a graça justificadora, a graça preveniente ultrapassa a graça comum reformada, uma vez que ela envolve toda a obra preparatória do Espírito para sua aceitação do Evangelho.

A base para a obra preveniente de Deus como iniciador está firmemente enraizada na Escritura. A narrativa da Escritura testemunha um Deus que chama e busca as pessoas. Ele chamou Adão no jardim quando ele estava se escondendo da vergonha do pecado (Gn 3.9), quando Abraão partiu da casa do seu pai em Harã (Gn 12.4), e quando Moisés apascentava o seu rebanho (Ex 3.4). Jacó e Israel foram escolhidos para abençoar a terra por causa de uma promessa feita a Abraão, não porque eles eram significativos (Rm 9). O Novo Testamento está repleto de passagens que atestam o caráter de Deus como iniciador amoroso, especialmente como é revelado em Jesus Cristo. Lucas 19.10 diz: "Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido." Só podemos amar, porque ele nos amou primeiro, e isso ele fez quando ainda éramos fracos (Rm 5.6; 1Jo 4.10,19; Jo 6.44). Se deixados por nós mesmos, e aqui se deve pensar no “homem natural” teórico de Wesley, seríamos absorvidos no pecado que leva a expressar a autodestruição e a separação eterna de Deus.

A boa notícia é que Deus agiu em Cristo e opera por meio de seu Espírito em trazer-nos a salvação. A teologia da graça preveniente de Wesley nos ensina que Deus está operando muito antes dos evangelistas da igreja, despertando o coração das pessoas para se tornarem as pessoas que ele pretende. Sua referência favorita era, talvez, João 1.9, que diz: "Estava chegando ao mundo a verdadeira luz, que ilumina todos os homens." (NVI) Percebe-se que Wesley leva a sério a universalidade das bênçãos oferecidas por Cristo e efetuadas pelo Espírito Santo (veja também Jo 12.32; Tt 2.11-14). Essa graça especial é a que Paulo fala em Atos 17.26-27, onde o propósito da providência de Deus na história é fazer com que as pessoas venham a buscá-lo e a conhecê-lo. Desta maneira, a graça preveniente é a presença de Deus no tempo e no espaço – em todos os lugares e em todos os tempos – preparando o mundo para ouvir o Evangelho.

Para John Wesley, a graça que vem antes é irresistível no sentido de que ela se aplica a bênçãos universais. Ela "não espera pelo chamado do homem", e ao fazê-lo o seu alcance é para todas as pessoas. Ela é salvífica no sentido em que ela é toda a obra preparatória do Espírito para graça justificadora, e assim o seu alcance está levando as pessoas à salvação. Para ter certeza, a graça preveniente levanta questões importantes sobre outros temas, como o destino dos não evangelizados e a teologia das religiões. Estes temas merecem uma análise mais aprofundada. No entanto, a universalidade dessa graça comporta bem com o caráter amoroso de Deus, que é fundamental para a teologia de Wesley e, certamente, para a Escritura também.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

4. Sobre os Decretos de Deus

4. Sobre os Decretos de Deus

1. Os Decretos de Deus são os atos de Deus para fora (ad extra), embora internos e, portanto, feitos pela livre vontade de Deus, sem qualquer necessidade absoluta. No entanto, um Decreto parece requerer a suposição de um outro, em razão de uma certa condescendência de equidade; como o Decreto concernente a criação de uma criatura racional, e o decreto concernente a salvação ou condenação [dessa criatura] sob a condição de obediência ou desobediência. A ação da criatura também, quando considerada por Deus desde a eternidade, pode ser algumas vezes a ocasião, e outras vezes a causa motora* (προκαταρκτικὴ) externa de criar algum decreto; e isto de tal forma que sem tal ação [da criatura] o decreto não seria criado e nem poderia ser criado.

2. Pergunta - Por acaso, pode a ação de uma criatura impor uma necessidade em Deus de criar algum decreto, e realmente um decreto de um tipo particular e nenhum outro, - e isso não só segundo alguma ação a ser executada em relação a criatura e sua ação, mas também segundo o modo pelo qual a ação é realizada?

3. Uma e a mesma é em número a volição pela qual Deus determina algo e decide fazê-lo ou permiti-lo, e pela qual Ele faz ou permite cada coisa que decretou.

4. Acerca de um único e mesmo objeto, uniformemente considerado, não pode haver dois decretos de Deus, ou duas volições, seja na realidade, ou segundo qualquer aparência contrária - como querer salvar o homem sob alguma condição, porém precisamente e absolutamente querer o condenar.

5. Um decreto por si só não impõe nenhuma necessidade em qualquer coisa ou evento. Mas se há alguma necessidade do decreto de Deus, ela existe pela intervenção do poder de Deus, isto é, quando considerar [apropriado] usar o seu poder irresistível para efetuar o que decretou.

6. Portanto, não é correto dizer que: "A vontade de Deus é a necessidade das coisas."

7. Nem é bem dito que: "Todas as coisas acontecem necessariamente com respeito ao Decreto de Deus."

8. Então muitos Decretos de Deus distintos são concebidos por nós, e são necessariamente concebidos, quantos sejam os objetos acerca dos quais Deus se ocupa em decretar, ou quantos sejam axiomas pelos quais esses decretos são enunciados.

9. Embora todos os decretos de Deus tenham sido feitos desde a eternidade, porém uma ordem de prioridade e posterioridade deve ser posta, segundo a sua natureza e a relação mútua entre eles.

* lit. causa inicial