sábado, 30 de janeiro de 2010

Conversões forçadas na Arábia Saudita

Missões: Migrantes cristãos são forçados a se converter ao islamismo.

“Em minha adolescência na Arábia Saudita, testemunhei diversos migrantes cristãos filipinos aceitarem o islamismo sob pressão”, disse Joselyn Cabrera, enfermeira filipina, que trabalha no hospital Riyadh.

Devido ao alto número de desempregados nas Filipinas, mais de 10 milhões de cidadãos foram buscar emprego em outros países. Todos os dias, cerca de 3.000 deixam o país. Recentemente, muitos foram para as nações árabes, 600.000 no geral, sendo 200.000 na Arábia Saudita.

“Após alguns meses, os empregadores nos dão um ultimato, dizendo que teremos que nos tornar muçulmanos se quisermos manter nosso emprego”, ela conta. “Para nós, é difícil fazer essa escolha, mas se não a fizermos, seremos vítimas de agressões.”

A enfermeira afirma ter presenciado cerca de 50 conversões forçadas em seu trabalho.

“Eu mesma já fui submetida a pressões de meus colegas muçulmanos, mas sempre me recusei a ceder, afirmando que prefiro continuar sendo cristã. Até agora, nada aconteceu comigo. Ainda.”

De acordo com a administração responsável pelos empregos de filipinos no exterior, a emigração filipina para o Oriente Médio cresceu 29,5% entre 2007 e 2008, um destino escolhido por muitos migrantes, e isso, apesar da possibilidade de conversões forçadas e abuso sexual.

O caso mais recente envolve uma mulher que foi estuprada no trabalho. Por causa do incidente, as autoridades da Arábia Saudita acusou a cristã de relações extraconjugais e a prendeu.

No mês que vem, ela terá que se apresentar ao tribunal, que pode condená-la a 100 chicotadas.

Fonte: Folha Gospel

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Parham Vs Racismo (tradução)

Cruzando as Linhas: A Contribuição de Charles Parham ao Caráter Interracial no Início do Pentecostalismo

Por Eddie L. Hyatt

Com comentários de Pauline Parham, nora de Charles Parham, que faleceu com 94 anos de idade em 22 de dezembro de 2003




Ele foi chamado de “racista fanático" e “supremacista branco”. Ele tem sido vilipendiado como o progenitor do preconceito racial no movimento pentecostal. Alguns acreditam que os vestígios de racismo entre os modernos pentecostais pode ser atribuído a ele. Em uma recente reunião de reconciliação, foi oferecido arrependimento e se pediu perdão pelo seu pecado de racismo.1 Nas mentes de muitos, Charles Parham é um embaraço para o movimento pentecostal e não merece o reconhecimento como um dos seus fundadores.

Por outro lado, Parham, foi quem primeiro cruzou as linhas raciais entre afro-americanos e mexicano-americanos e os incluiu no principiante movimento pentecostal. Foi Parham, um nativo do Kansas, que ofendeu os brancos do sul, pregando em igrejas negras e permitindo que um pastor negro se inscrevesse em sua escola bíblica na segregada Houston, TX. Foi Parham quem fez o "inédito" de convidar uma mulher negra, Rev. Lucy Farrow, para pregar em seu acampamento de avivamento de Fé Apostólica no sul do Texas, em 1906. E foi Parham, que até sua morte em 1929, manteve relações cordiais com a comunidade negra em sua cidade natal de Baxter Springs, KS, freqüentemente pregando na igreja pentecostal negra local.

Então, como podemos reconciliar estas visões conflitantes de Parham e sua postura racial. Há mais de um Charles Parham? O problema parece ser o contexto, ou a falta dele. Eventos históricos ocorrem dentro de um contexto e o historiador não pode ignorar o contexto. Quando a vida de Parham é avaliada dentro do contexto sócio-jurídico-religioso de seu tempo, o que emerge não é um santo cruzado (i.e guerreiro) da igualdade racial, nem um fanático racista. O que emerge é um indivíduo que, em muitos aspectos, reflete os tempos em que viveu, quando o apartheid racial era geralmente aceito e praticado por toda a terra. Mas o que também emerge é um indivíduo que, em momentos críticos, estava disposto a romper com os costumes culturais e cruzar as linhas raciais quando isto não era uma coisa muito popular. É por esta razão que Charles Parham merece crédito por definir o tom para a abertura interracial e concordância que prevaleceu durante algum tempo no início do pentecostalismo.

O Contexto Histórico

Parham (1873-1929) viveu e ministrou durante uma época quando a segregação racial era aceita e praticada por toda a América. A 14° emenda da Constituição tinha incluído uma cláusula "separados mas iguais ", reconhecendo a segregação mas exigindo que todos os cidadãos fossem tratados iguais perante a lei. No caso de 1896, "Plessy versus Ferguson," a Suprema Corte dos Estados Unidos aprovou a parte "separado” desta cláusula quando ela regulamentou que uma lei da Louisiana, requerendo que negros e brancos andassem em vagões separados, não violava a Constituição.

Era óbvio, no entanto, que a parte "separados" da cláusula foi mantida muito mais vigorosa do que a parte "iguais". Instalações públicas dos negros eram inferiores e em menor número do que as dos brancos. Os negros eram geralmente obrigados a sentar no banco traseiro em trens e ônibus e a comer em más condições em salas separadas nos restaurantes. Os melhores hotéis eram apenas para brancos e até mesmo esportes profissionais eram apenas para brancos.

E a igreja? Na década de 1960 o Dr. Martin Luther King Jr. Declarou que às 11 da manhã de domingo era o momento mais segregado da América. Isso era pior há 50 anos antes. Uma pessoa negra em uma igreja de branco ou um branco em uma igreja de negro era considerado estranho e até mesmo impróprio. As maiorias dos professos cristãos brancos acreditavam que a raça branca era superior e que a segregação racial poderia ser defendida na Escritura. No Sul, o apartheid racial era ainda mais pronunciado. Leis de Jim Crow marginalizavam o povo negro. Os negros eram obrigados a usar banheiros públicos e bebedouros distintos. Eles foram obrigados a sentar-se em seções separadas em trens, ônibus, nos restaurantes e em todas as instalações públicas. Toda a educação pública era segregada de acordo com a raça. Os negros viviam em bairros separados e sutis formas de intimidação foram usadas para mantê-los "em seu lugar."

Primeiro Encontro Sério de Parham com a Questão Racial

Durante o verão de 1905, Parham, pela primeira vez, se arriscou no sul através da linha Mason-Dixon no Texas. Ele foi lá para declarar sua mensagem recém-descoberta do batismo no Espírito Santo, evidenciado pelo falar em línguas. Parham acreditava que a sua experiência sinalizava o começo do último dia da efusão do Espírito no mundo inteiro, prometido em Atos 2:17, ele tinha vindo do Sul para declarar esta verdade recém descoberta.

Parham chegou em Houston, com cerca de vinte e cinco trabalhadores em julho de 1905. Pela primeira vez, ele encontrou uma grande população negra e um intenso preconceito racial que não tinha conhecido em seu estado natal do Kansas. Ele realizou uma reunião muito bem sucedida em Bryan Hall, que contou com um certo número de negros que, por causa da lei e costumes locais, provavelmente sentaram em assentos segregados. No entanto, ele estendeu a mão para a população negra e fez amizade com os líderes negros, como Lucy Farrow e William Seymour. Na verdade, a sua abertura racial fez com que muitos cristãos brancos em Houston ficassem incomodados. Um pastor branco, se referindo à Parham e seus trabalhadores do Kansas, escreveu a seguinte repreensão em dezembro de 1905.



Confio, portanto, que os nossos evangelistas e os trabalhadores do Norte não irão esquecer essa condição de assuntos [segregação racial] e embaraçar os trabalhos do Sul pelo bem intencionado, mas equivocados esforços em ignorá-los. Vamos à questão da raça só até ter tido tempo suficiente para saber por experiência o que parece impossível para o nosso bretão do Norte em aprender através de outras fontes.2



Parham Fez Amizades Com Líderes Negros

Quando Parham voltou a Baxter Springs, Farrow foi convidada para ir com eles. Ela aceitou o convite e, antes de sair, voltou-se a sua congregação sobre um pregador negro chamado William Seymour. Em Kansas, Farrow viveu na casa de Parham e agiu como uma “governanta" sobre as crianças de Parham, que carinhosamente se referiam a ela como "tia". Quando no Kansas, Farrow foi batizada no Espírito Santo e falava em línguas.

Farrow retornou a Houston com Parham em dezembro de 1905 e compartilhou com Seymour sua experiência de batismo no Espírito Santo. Ela também o informou de uma escola bíblica que Parham estava prestes a abrir, em Houston. Seymour se inscreveu e foi aceito. Segundo um relato, Seymour teria sentado em uma sala adjacente onde, através de uma porta aberta, ele ouvia as aulas. Este arranjo, se for verdade, não seria surpreendente por causa das leis de Jim Crow e o predominante costume de segregação. No entanto, a família de Parham ouviu uma história diferente sobre esta situação.

Pauline Parham:



Um daqueles que solicitaram o registro era William J. Seymour, que havia sido encorajado a fazê-lo por Lucy Farrow. Sua entrada na escola bíblica deve ter causado alguma consternação por causa das leis de segregação de Jim Crow no Texas. “Dad” Parham, sendo do Kansas, não estava acostumado a tais leis e costumes, e saudou Seymour em sala de aula. Há uma descrição irregular, repetida em muitos livros, que Seymour foi obrigado a se sentar em uma sala adjacente e a ouvir as aulas através de uma porta aberta. O relato que ouvi de pessoas presentes foi de que ele foi recebido na classe, juntamente com todos os outros.



Parham e Seymour se tornaram amigos íntimos durante este tempo. Seymour apresentou Parham a algumas das igrejas negras na área de Houston e eles ministraram juntos em várias ocasiões.3 Outrora em Fevereiro, Seymour respondeu a um convite para pastorear uma igreja de santidade (i.e holiness) na área de Los Angeles. Parham recolheu uma oferta para a sua passagem de trem e ele partiu para Los Angeles.

Paredes Raciais Quebradas no Sul do Texas

Na Primavera de 1906, Farrow seguiu Seymour até Los Angeles e se juntou a ele na liderança do avivamento que estava irrompendo em um antigo prédio na Rua Azusa, 312. Em Los Angeles, Farrow sentiu um chamado Divino para a Libéria, de onde seus antepassados tinham sido trazidos para a América. No seu caminho para a Virgínia, onde pretendia ir abordo de um navio para a Libéria, ela parou em Houston apenas a tempo para ir ao acampamento de avivamento de Fé Apostólica de Parham.

Sedo uma amiga querida e reconhecendo o dom de Deus em sua vida, Parham fez o "inédito" e a convidou para pregar em uma secção do acampamento. A grande tenda em que ela pregava estava lotada e o público a ouviu atentamente enquanto ela falava de sua experiência em Los Angeles e de sua missão na Libéria. No final de seu sermão orava para muitos receberem o batismo no Espírito Santo. Foi um momento poderoso. Um participante disse que ela possuía "um incomum poder para impor as mãos sobre as pessoas para a recepção do Espírito Santo”.4 A respeito dssa abertura racial liderada por Parham, James R. Goff. Jr., que fez sua dissertação de doutorado sobre Parham, declara, "No contexto da época, ele dificilmente poderia ser chamado de racista."5

Pauline Parham:



Este evento, por si só, demonstra que “Dad” Parham não era racista como alguns afirmaram. Uma mulher negra, falando em uma platéia predominantemente branca e, em seguida, que as suas mãos ficassem sobre eles na oração era inédito no sul do Texas na época. “Dad” Parham estava disposto a ofender os preconceitos e os costumes locais, se isso significava ajudar outro ser humano e promover a causa de Jesus Cristo.



A Distorção da Ku Klux Klan

Aqueles que acusam Parham de racismo, geralmente se referem ao fato de que ele elogiou uma vez a Ku Klux Klan em um de seus sermões. O que se tem negligenciado é que a KKK da década de 20 projetou-se de forma muito diferente da KKK do século 19 e apos o século 20. A KKK do século 19 foi uma notória organização anti-negro, decidida em preservar os escravos libertos da obtenção de qualquer riqueza e poder. Ela eventualmente morreu e tinha deixado de funcionar em 1872.

A nova Klan, formada em 1915, mascarou o seu racismo e se apresentou como a guardiã da moral, do patriotismo e da fé protestante. Era contra o divórcio, a imortalidade sexual e interveio em situações familiares em que o abuso físico estava ocorrendo. Em um documentário 20/20 Hugh Downs afirmou que, "Na década de 20 a Ku Klux Klan promoveu os valores da família e defendeu um retorno à religião dos velhos tempos". Devido a isso, muitos negros desta época não viam isso como uma ameaça, como é apontado por David Lowe em sua história da KKK.10

Além de promover o patriotismo e a moral sexual, a KKK da década de 20 também teve uma postura muito anti-católica, expressando os temores de muitos protestantes na grande imigração católica do sul da Europa durante o século 20. Um escritor salientou que o apoio religioso para a Klan no Kansas (o estado de origem de Parham), durante essa época “foi resultado, em grande parte, de um temor de católicos.” 11

Durante a década de 20 a KKK se tornou uma poderosa força política e ajudou a eleger governadores e senadores, prefeitos e vereadores, não só no sul, mas em outras regiões também. Ela atingiu seu auge de poder, em 1924, quando seus membros e poder foram decisivos na convenção democrata nacional. Lowe salienta que a Klan havia assumido o poder de tal forma como um recurso ou medida política.12 Por exemplo, o jovem Harry Truman (foto ao lado), que posteriormente como presidente desagregado das forças armadas americanas, entrou para a Klan, em 1922.13 Durante esse mesmo período, um jovem advogado, Hugo Black, que mais tarde tornou-se um juiz da Suprema Corte, também se juntou a Klan.14 É a partir desta mesma época que Robert Byrd, o senador democrata da Virgínia Ocidental, no momento da escrita, também se tornou um membro da Klan.

Com a Klan tendo ganhado proeminência na década de 20, não é surpreendente que Parham fosse comentar sobre eles e suas atividades. Parham nunca pertenceu a Klan (como alguns têm afirmado) e o seu louvor a eles está provavelmente relacionado com o seu patrocínio ao patriotismo, o casamento e a família, não à sua mascarada agenda racial. Parham passou a declarar que mesmo os esforços supostamente positivos da Klan estavam fadados ao fracasso, porque faltava uma agenda puramente espiritual. 15

Conclusão

A abertura racial que Parham exibiu em Kansas City e Houston floresceu por um tempo na Missão da Rua Azusa em Los Angeles. No entanto, em vez de continuar a ser uma voz profética na raça, pentecostais renderam-se à cultura envolvente e adotaram os caminhos dos pagãos, ou seja, a segregação racial. E embora os pentecostais tenham feito mudanças positivas nos últimos anos, eles vêm na esteira de uma mudança de cultura americana, não como o resultado de qualquer voz profética ou visão.

E Parham? Parece óbvio que ele não é merecedor de críticas que foram empilhados em cima dele. Embora ele não fosse ativista por direitos civis, ele expressa uma abertura racial que transcendeu os tempos em que viveu. O exemplo de Parham, nesta fase inicial foi fundamental para o que se seguiu. É por esta razão que ele merece o crédito por ajudar a definir o tom da abertura interracial e da harmonia que prevaleceu durante algum tempo no início do pentecostalismo.


NOTAS

1 Esta informação foi dada ao autor por um amigo que estava presente nesta reunião, em Kansas City, KS.

2 WF Carothers, "The Race Question in South", The Apostolic Faith vol. 1, no. 8 (Dez. 1905).

3 Ver B. F. Lawrence, The Apostolic Faith Restored (St. Louis: Gospel Publishing, 1916), 64.

4 Veja Lawrence, The Apostolic Faith Restored, 66.

5 James R. Goff, Jr., Fields White Unto Harvest (Fayetteville, AR: Univ. Of Arkansas Press, 1988), 108.

10 David Lowe, Ku Klux Klan: Empire The Invisible (Nova York: W. W. Norton & Co., Inc.).

11 James R. Goff, Jr., "Charles F. Parham e seu papel no desenvolvimento do movimento pentecostal: uma reavaliação", História Kansas (Outono 1984): 236.

12 Lowe, Ku Klux Klan: Empire The Invisible, 18.

13 Veja Lowe, Ku Klux Klan: Empire The Invisible 19, que diz: "Truman tinha juntado durante uma campanha de juizado, mas logo desistiu e não recebeu apoio da Klan quando concorreu e perdeu da próxima vez. "

14 Lowe, Ku Klux Klan: Empire The Invisible, 19.

15 Parham, The Apostolic Faith, No. 3 (janeiro 1927): 3.

Fonte: Pneuma Foundation
Tradução: Google Translate (OBS: tradução parcial do artigo original)



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domingo, 10 de janeiro de 2010

Uma Comparação entre o Arminianismo Wesleyano e o Clássico (tradução)


Foto: John Wesley

O arminianismo wesleyano e clássico têm muito em comum, no entanto, existem algumas diferenças. Aqui está uma lista que compara algumas das diferenças de crença. Estas são geralmente, crenças particulares que freqüentemente variam de pessoa para pessoa. E algumas dessas categorias se sobrepõem um pouco. Por exemplo: uma visão de santificação influencia a visão de justificação.

Santificação/Santidade: Wesleyanos colocam uma ênfase à inteira santificação (embora talvez menos ainda do que antes). Arminianos clássicos não possuem a inteira santificação. Wesleyanos ensinam que os cristãos podem ser completamente santificados nesta vida, e que podem viver uma vida santa. Santificação não é apenas para dentro, é também para fora, e motiva uma vida de serviço. John Wesley chamou isso de "Santidade de coração e vida". Alguns wesleyanos vêem isso como um processo. Alguns vêem isso como um segundo trabalho instantâneo da graça. Alguns uma combinação dos dois. J Kenneth Grider tem um livro que fala sobre isso. Entire Sanctification: The Distinctive Doctrine of Wesleyanism.

Expiação: Wesleyanos muitas vezes sustentam a visão governamental moral da expiação. Jesus sofreu e morreu como um ato governamental para mostrar que Deus estava descontente com o pecado do homem. Quem aceita o sofrimento de Jesus será salvo. Arminianos clássicos geralmente sustentam a expiação substitutiva. Jesus morreu, estando em nosso lugar, como um substituto para a humanidade. Aqueles que acreditam nessa decisão serão salvos. Refira-se que John Wesley se realizou a expiação substitutiva. Entretanto, a maioria dos seus seguidores manteve a visão governamental, especialmente desde o final de 1800. Este foi o ponto de vista inicialmente articulado pelo remonstrance Hugo Grócio e, posteriormente, defendida pelo evangelista Charles Finney e pelo teólogo metodista John Miley.

Perder a salvação: Wesleyanos acreditam que a salvação pode ser perdida por uma vida deliberadamente pecaminosa. Ela pode ser recuperada pelo arrependimento. Arminianos clássicos têm opiniões diferentes sobre o assunto. Alguns concordam com os wesleyanos que a salvação pode ser perdida e recuperada. Alguns acreditam que se a salvação sendo perdida não pode ser recuperada novamente. Alguns acreditam que a salvação não pode ser perdida. Armínio mesmo nunca tomou uma posição sobre esta questão.

Justificação: Wesleyanos acreditam na justiça imputada e na justiça comunicada. Arminianos clássicos geralmente têm apenas a justiça imputada. A justiça imputada é uma justiça forense diante de Deus. Ela ensina que ainda somos pecadores no coração depois de nos tornar cristãos, mas que Deus o Pai, ignora os nossos pecados por causa de nossa fé em Jesus. Quando ele olha para nós, ele vê a justiça de Jesus, em vez do nosso pecado. A justiça comunicada ensina que somos aceitáveis para o Pai, porque o sangue de Jesus realmente fez-nos pura e mudou-nos por dentro. Somos santos aos olhos de Deus, porque Jesus realmente nos fez assim.

Foco no Espírito: Wesleyanos colocam uma prioridade na habitação do Espírito Santo e dons do Espírito Santo (cura, profecia, etc.). Wesleyanos carismáticos também sustentam que o dom de línguas é uma das evidências da plenitude do Espírito. Arminianos clássicos acreditam na plenitude do Espírito, mas geralmente têm menor incidência em dons do Espírito.

Presciência: Wesleyanos são mais amigáveis com o teísmo aberto, embora muitos também sustentem a presciência clássica. O teísmo aberto ensina que Deus não sabe exaustivamente o futuro porque o futuro está aberto e não pode ser conhecido. Arminianos clássicos acreditam que Deus conhece o futuro exaustivamente.

Fonte: Wesleyan Arminian

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O Mito do Estado Laico

Recentemente o "país Brasil" (i.e a Federação) tem passado por uma série de discussões à respeito da laicidade e a sua relação com os órgãos públicos. Embora o assunto não seja nada atual é mister discuti-lo afim do "povo" brasileiro chegar à uma conclusão definitiva sobre a discussão, que por fim irá também definir os aspectos futuros da laicidade no país. Infelizmente muitos daqueles que detém a "liderança" das vozes pró-laicidade no país ainda não entenderam, ou até mesmo não querem entender, o próprio significado de laicidade e o que isso implica na formação de um Estado. Mas para um estudo mais completo à respeito de Estado laico devemos então definir o que é ser "laico". Conforme o Dicionário Aurélio laicismo é: "Doutrina que proclama a laicidade absoluta das instituições sociopolíticas e da cultura, ou que pelo menos reclama para estas autonomia em face da religião." A saber a palavra laico vem do latim laicu, que por sua vez vem do grego laikós (i.e do Povo). Nesse sentido a laicidade visa um não comprometimento do Estado com alguma religião específica, ou seja, o Estado não se compromete em proclamar uma religião oficial e nem em subjugar outras expressões religiosas correntes. Todavia, basta se ter uma nota impressa da moeda nacional para vermos no lado inferior esquerdo a frase "DEUS SEJA LOUVADO", uma tradução literal do termo hebraico ALELUIA. Isto então não seria o suficiente para dizer que não estamos em Estado laico? Pois afinal de contas precisamos de apenas três nomes para evidenciar as religiões monoteístas mais relevantes.

Mas porque o Brasil sendo um Estado laico ainda assim imprime em sua moeda nacional um louvor monoteísta? Seria preconceito com as religiões animistas, panteístas ou filosóficas? Para assim entendermos mais um aspecto relevante deveremos então buscar o significado de mais duas palavrinhas, uma é Estado e a outra é etos. Voltando ao Dicionário Aurélio uma das várias definições de Estado que eu gostei é essa: "Sociedade politicamente organizada." Conforme essa definição um Estado não é um ser impessoal, ou mesmo uma divindade ou até mesmo um monte de papelada no canto da sala; o Estado também pode ser entendido dessa forma, no entanto, um aspecto que não pode ser excluído da definição de Estado é que ele é formado por pessoas de carne e osso. Isso nos leva à segunda palavrinha, o significado de etos é: "Aquilo que é característico e predominante nas atitudes e sentimentos dos indivíduos de um povo, grupo ou comunidade, e que marca suas realizações ou manifestações culturais." Complementando um pouco o significado de etos, podemos dizer que etos seria a identidade (marca) de uma nação. Qual seria o etos do brasileiro? Apostaria no jeitinho, na informalidade, na prestatividade, na alegria e na sensualidade como alguns pontos do etos brasileiro, mas eu também não deixaria de colocar a fé católica. Por mais cristão "evangélico" que o autor deste blog seja, não me esqueceria de salientar a influência benéfica do catolicismo sobre a cultura brasileira.

"O Estado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do Estado" (c.f Marcos 2:27)

Então pergunto-me. Como pode ser o Brasil laico, visto que os fundamentos desse país foram estabelecidos pela igreja Católica Romana? Não quero dizer que não deva haver liberdade religiosa na terra tupiniquim, todavia surgem movimentos que por não compreenderem o que é Estado laico (que não significa Estado ateu) ou até mesmo liberdade religiosa usam-se de certos argumentos para institucionalizar o ateísmo como religião oficial da República Federativa do Brasil. O slogan é que as outras religiões estariam sendo discriminadas pelo uso de objetos relacionados ao catolicismo romano ou que o Estado deve respeitar princípios da impessoalidade, moralidade e imparcialidade. Mas será que a neutralidade não estaria privilegiando o ateísmo? Mas se o Estado é laico e deve respeitar certos princípios porque em muitos tribunais há uma escultura de uma "deusa" (politeísmo) grega, cega e semi-nua com uma balança na mão? Por acaso todo o direito ocidental não herdou muita coisa do paganismo helênico-romano?

De qualquer modo os iniciados no politicamente correto também deverão tomar muito cuidado com a forma do raciocínio empregado no entendimento do que é laico. Visto que o significado de laico é "do povo", então não seria justo que a maior nação católica do mundo, com sua cultura tão grandemente influenciada pelo romanismo não possa expressar o seu etos na "Casa do Povo". Não creio que um crucifixo na parede de uma repartição pública estaria privilegiando o Catolicismo, já que o mesmo crucifixo está encravado no etos brasileiro de tal forma que para muitos ali há um símbolo nacional tal como a bandeira nacional. Também não creio que aulas de ensino religioso como matéria nas escolas deva privilegiar o romanismo, desde que feito com imparcialidade, as mesmas aulas podem ensinar muito à respeito sobre liberdade e tolerância religiosa. Creio ser um mito essa história de Estado laico, alguns outros Estados de forma muito mais transparente adotaram a confessionalidade como modo de lidar com a situação.

"Não quero uma ditadura católica no meu país, mas também não quero um Estado anti-cristão"

Um Olhar Bíblico

Jesus avisou sobre a perseguição que o mundo faria aos seus discípulos (Jo 15.20) simplesmente por eles seguirem os seus ensinamentos. Por isso não devemos nos espantar quando uma certa parcela de pessoas influenciadas pelo pós-modernismo quiserem ir contra os símbolos da fé cristã. Resta a nós cristãos sabermos responder com divino amor e mansidão aos que nos pedem sobre o motivo da nossa esperança (1Pe 3.13-17). Sabendo que o fim está próximo estejamos irrepreensíveis (Fp 2.15) em amor até a volta do Amado.

Link: Consultor Jurídico
Foto: Turn Back to God

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O topo das descobertas de 2009 (tradução)

A National Geographic publicou seu top 10 das descobertas arqueológicas do mundo, e que levou-me a criar uma lista de 9 das mais importantes descobertas a partir de 2009relacionados ao mundo bíblico. É muito difícil classificá-las, especialmente porque o significado de alguns delas ainda não está totalmente conhecido. A ordem segue a cronologia em que foram mencionados neste blog, de fevereiro a dezembro.

1. Descoberta da Estela de Heliodoro - Esta inscrição no templo de Maresha-Beit Guvrin apresenta uma proclamação de Seleuco IV e datação de 178 aC.


2. Recintos de Pedra em Formato de Pé Descobertos em Israel - Cinco grandes recintos de pedra foram descobertos perto do vale do Jordão. Partir do ar, eles se pareceram com pegadas. Aparecem até na datação do período em que Israel se estabeleceu na terra.


3. Selos de Saul Encontrados em Jerusalém - Selos com nomes pessoais do período bíblico em Jerusalém continuam a ser útil. Aparentemente judeus no tempo de Ezequias, ainda estavam nomeando os seus filhos depois do fracassado monarca de Israel.


4. Inscrição de Dez Linhas Encontrada no Monte Sião - Esta longa inscrição do 1º século d.C continua a confundir os estudiosos.

5. Corredor do Bronze Médio Encontrado na Cidade de David - Esta descoberta resolve o problema de como os habitantes de Jerusalém acessavam uma fonte segura de água no século 18 a.C. O que não é novo, mas ainda mais impressionante é a construção monumental encontrada na cidade.



6. Sinagoga do Século Um em Magdala - Uma dúzia de sinagogas existem na Galiléia de períodos posteriores, mas isto agora é um excelente exemplo de uma da época de Jesus, e em um lugar que ele quase certamente visitou.



7. Monte do Templo - Isso compõe a lista das descobertas coletivas, não apenas na plataforma em si, mas também nos escombros peneirados. Algumas das descobertas feitas ainda não foram divulgadas.


Foto

8. Muros Pintados no Estilo Minoan na Costa de Israel - Governantes cananitas na costa gostaram do estilo de decoração dos cretenses.

9. Casa do Primeiro Século em Nazaré - A estrutura residencial do primeiro século não só ajudará os estudiosos a compreender a antiga vila, mas vai se tornar um destino popular para os peregrinos.




Fonte: Bible Places
Tradução: Google Translate