quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Presciência Definida

Presciência Definida


Por Kevin Jackson

Presciência significa “ter conhecimento de algo antes que isso aconteça.” Na Escritura temos referências da presciência de Deus daqueles que crerão em Jesus (Rm 8.29; 1Pe 1.2). Aqueles que Deus conheceu de antemão, ele também elegeu para serem salvos (1Pe 1.2).

Grego: προγινώσκω

Proginosko é a palavra usada no Novo Testamento que se traduz como “antemão”. Ela literalmente significa “saber antes”. A palavra pode ser dividida assim: pro (antes) ginosko (saber/reconhecer).

Estamos familiarizados com essa palavra no português. Por exemplo: o doutor dará um prognóstico. E alguém que faz previsões é chamado “prognosticador”.

A palavra em sua forma nominal ou verbal é usada várias vezes no Novo Testamento para explanar a presciência de Deus ou de indivíduos. Algumas passagens onde a palavra é usada são: At 2.23; 26.4-5; Rm 8.29; 1Pe 1.1-2, 20; 2Pe 3.17.

Muitos arminianos acreditam que a presciência funciona assim: Deus tem o conhecimento exaustivo do futuro, assim Ele “prognostica” perfeitamente. O Pai determinou salvar todos àqueles que creem em Jesus. Os que creem são eleitos. A eleição em Cristo é corporativa na Escritura (aqueles que creem), em oposição a eleição individual para a salvação. O entendimento arminiano sobre presciência é evidente em passagens como Romanos 8.29 e 1 Pedro 1.2

(As seguintes palavras em negrito foram selecionadas por mim. Elas representam a palavra grega para “presciência”.)

“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.”
(Rm 8.28-29 ARA)

“Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são forasteiros da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas.”
(1Pe 1.1-2 ARA)


Os calvinistas erram em seu entendimento sobre a presciência, confundindo presciência com predestinação. Eles acreditam que Deus decreta todos os acontecimentos, de modo que a presciência se torna um subproduto do Seu decreto. No pensamento calvinista presciência é um sinônimo para eleição incondicional. Mas Romanos 8.29 e 1 Pedro 1.2 demonstram, em vez disso, que a eleição de Deus é resultado da Sua presciência, não a causa dela.

Outra interpretação calvinista de presciência é “amar de antemão”, em vez de “conhecer de antemão”. Contudo, há pouca justificação para esta interpretação no contexto das passagens do Novo Testamento.

Deus está trabalhando para o bem daqueles que O amam! Ele tudo vê, Ele sempre sabe o que vai acontecer, e Ele sempre está trabalhando em nome daqueles que Ele sabe que crerão. Ele é por nós!




Fonte: Society of Evangelical Arminians

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Quatro moedas podem mudar a história do Muro das Lamentações



Arqueólogos descobriram quatro moedas do ano 17 no subsolo do Muro das Lamentações, local sagrado para o povo judeu, em Jerusalém. Segundo os cientistas, o pequeno tesouro tinham a face de um oficial romano que viveu na região 20 anos após Herodes - líder judeu que morreu em 4 a.C. - e pode mudar o que se sabe sobre a construção de um dos locais mais sagrados do planeta. As informações são da agência AP.

A descoberta pode indicar que não foi Herodes que construiu a muralha - como é aceito hoje - e sim um de seus descendentes. "A descoberta muda a maneira como vemos a construção e mostra que ela durou mais tempo do que originalmente pensávamos", diz o pesquisador Eli Shukron.

As moedas tem a face de Valerius Gratus, oficial romano que precedeu o bíblico Pôncio Pilatos como representante do império em Jerusalém, segundo Ronny Reich, da Universidade de Haifa, um dos dois arqueólogos responsáveis pelo sítio.

As moedas foram encontradas em uma casa de banho que precedeu a construção do Monte do Templo e que foi usado como suporte às muralhas, segundo os cientistas. Isso indicaria que a construção do muro nem havia começado na época da morte de Herodes.

A descoberta confirmaria a versão de Flávio Josefo, um general judeu convertido em Roma e que virou historiador. Em um documento sobre a destruição do templo pelos romanos no ano 70, ele disse que a construção havia terminado pelo rei Agrippa II, bisneto de Herodes, duas décadas antes de o complexo ser destruído.



Fonte: Terra Notícias

domingo, 30 de outubro de 2011

A fé dá respostas à eternas perguntas.

sábado, 22 de outubro de 2011

Ata do Sínodo de Dort (Latim)


Compartilho com todos os irmãos, quer sejam arminianos quer sejam calvinistas, a Ata do Sínodo de Dort (Latim) AQUI em PDF

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Essências e Energias



Por Vladimir Lossky

A teologia da Igreja Oriental distingue em Deus as três hipóstases, a natureza ou essência, e as energias. O Filho e o Espírito Santo são, por assim dizer, processões pessoais, as energias processões naturais. As energias são inseparáveis da natureza, e a natureza é inseparável das três pessoas. Essas distinções são de grande importância para a concepção de vida mística na Igreja Oriental:

  1. 1. A doutrina das energias, inefavelmente distinta da essência, é a base dogmática do real caráter de toda experiência mística. Deus, que é inacessível em Sua essência, está presente em Suas energias ‘como em um espelho’, permanecendo invisível n’Aquele que é; ‘do mesmo jeito que podemos ver o nosso rosto, invisível a nós mesmos em um vidro’, conforme um dito de São Gregório Palamas. (Sermão sobre a Apresentação da Santa Virgem no Templo). Totalmente desconhecido em Sua essência, Deus totalmente revela a si mesmo em Suas energias, que de forma alguma divide a Sua essência em duas partes – conhecida e desconhecida – mas significam dois modos diferentes da existência divina, na essência e fora da essência.

  1. 2. Esta doutrina torna possível entender como a Trindade pode permanecer incomunicável em essência e ao mesmo tempo vem e habita dentro de nós, conforme a promessa de Cristo (Jo 14.23). A presença não é uma causa, tal como a onipresença divina na criação; nada mais é que uma presença segundo a mesma essência – que é por definição incomunicável; esta é a forma, segundo a qual, a Trindade habita em nós por meio daquilo que em si mesma é comunicável – ou seja, pelas energias que são comuns as três hipóstases, ou em outras palavras, por graça – pois é por esse nome que conhecemos as energias deificantes que o Espírito Santo nos comunica. Ela que tem o Espírito, que confere o dom, tem ao mesmo tempo o Filho, através de quem todo dom nos é transmitido; ela também tem o Pai, de quem vem todo dom perfeito. Ao receber o dom – as energias deificantes – recebe-se ao mesmo tempo a habitação da Santíssima Trindade – inseparável das Suas energias e nelas presente de um modo diferente, mas não menos real daquela que está presente em Sua natureza.

  1. 3. A distinção entre as essências e as energias, que é fundamental para a doutrina ortodoxa da graça, torna possível preservar o real significado das palavras de São Pedro ‘participantes da natureza divina’. A união a que somos chamados não é hipostática – como no caso da natureza humana de Cristo – nem substancial, como a das três pessoas divinas: ela é união com Deus em Suas energias, ou união pela graça de nos fazer participantes da natureza divina, sem que a nossa essência com isso se torne a essência de Deus. Na deificação somos pela graça (isto é, nas energias divina) tudo o que Deus é por natureza, salvo apenas a identidade da natureza..., conforme o ensino de São Máximo (De Ambiguis). Permanecemos criaturas enquanto nos tornamos Deus pela graça, assim como Cristo permaneceu Deus em tornar-se homem pela encarnação.


Estas distinções que são feitas em Deus pela teologia da Igreja Oriental não contradizem de forma alguma a sua atitude apofática em relação à verdade revelada. Pelo contrário, estas distinções antinômicas são ditadas por uma preocupação em proteger o mistério, ainda que expressando as informações da revelação no dogma. Assim, como vemos na doutrina da Trindade, a distinção entre as pessoas e a natureza revela uma tendência de representar Deus como ‘mônade e tríade em um’, consequentemente a dominação da unidade da natureza sobre a trindade das hipóstases foi evitada, como foi a eliminação ou minimização do mistério primordial da identidade-diversidade. Da mesma forma, a distinção entre a essência e as energias se deve a antinomia entre o desconhecido e o conhecido, o incomunicável e o comunicável, com o qual tanto o pensamento religioso como a experiência de coisas divinas são em última instância enfrentados. Estas distinções reais não introduzem ‘composição’ para dentro do ser divino; elas significam o mistério de Deus, que é absolutamente um conforme a Sua natureza, absolutamente três conforme as Suas pessoas, soberano e inacessível Trindade, habita na profusão da glória que é Sua luz incriada, Seu Reino eterno que todos devem entrar ao herdar o estado deificado da era vindoura.



Fonte: Myrio Biblos




Retirado de The Mystical Theology of the Eastern Church, Cambridge 2005, James Clarke e Co. http://www.lutterworth.com/jamesclarke/


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sábado, 20 de agosto de 2011

Cinco Visões de Santificação



Criei um chart sobre cinco visões de santificação (Wesleyana, Reformada, Pentecostal, Keswick e Agostiniana) e compartilho com todos neste link CLIQUE AQUI

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Geração Wi-Fi


Geração Wi-Fi



A sociologia tem classificado as recentes gerações conforme o contexto tecnológico em que elas aconteceram. Talvez você já tenha escutado termos como: geração X, geração Y e geração Z, etc. Cada uma dessas gerações imprimiu uma característica bem marcante naqueles que fizeram, ou ainda fazem, parte desse evento. Tal característica cunhada em cada pessoa colaborou para mudanças culturais em determinado tempo, que ao longo de anos, serviu para gerar mais uma geração. Essas mudanças ora contribuíram positivamente para o estabelecimento e conscientização de uma justiça social (e.g Martin Luther King Jr. lutou pela igualdade racial nos EUA) ora para a proliferação do uso indiscriminado de drogas (e.g Timothy Leary disseminou o uso do LSD entre os hippies).


Portanto, uma geração tem a dizer muito sobre o seu povo e sobre o futuro próximo do mesmo. Tudo isso também tem um grande impacto sobre a religiosidade do ser humano. A visão de Deus pode ser construída não mais sobre a rocha da Palavra, mas na areia movediça do entendimento humano decaído. O resultado disso é a união harmônica entre opostos que deveriam estar bem distantes uns dos outros. Não é de se admirar que o sincretismo religioso avançou a passos largos em cada nova geração até o presente momento. Mas então, em qual geração nós estamos? Como podemos determinar esse evento? Quais será o impacto disso para a próxima geração?


Creio que estamos vivendo na “Geração Wi-Fi”, ou seja, estamos vivendo na geração sem fio, sem cabo, sem laços... Uma geração que tem tudo para viver livre, mas em tudo se torna escrava dos meios que a cerca. A liberdade dos meios de comunicação modernos nos trouxe a falsa ideia que podemos “usar” o próximo da mesma forma que os usamos. A praticidade e mobilidade dos hardwares nos fizeram transportar esse universo digital para a realidade dos relacionamentos interpessoais. Os meios nos condicionaram a pensar em termos de um mundo irreal. Consequentemente, a superficialidade dos relacionamentos progride em escala astronômica. Os relacionamentos (e.g amizades, namoros, casamentos...) do mundo dito “moderno”, sendo uma vez conformado pelo que o cerca, perde a sua essência fundamental de ser pessoal e materialmente experimentável. Talvez seja mais fácil manter uma amizade “virtual” onde não há comunicação visível e palpável do que o velho e – me desculpe, agora vou falar um palavrão – TRADICIONAL círculo de amizades empiricamente demonstrável.


Tamanha é a hipocrisia dessa geração que nas redes sociais cada pessoa está cercada com mais de uma centena de amigos, mas tal pessoa sofre por não poder compartilhar de seus sentimentos mais profundos com simplesmente “1” pessoa. Não podemos ser enganados achando que amizades virtualmente descartáveis suprem a nossa carência de estar plugado em outra pessoa real. Certos tipos de arquivos da nossa vida real são tão imensos que os sistemas sem fio não podem transmitir. A vida real exige cabos e conexões complexas, a fim de, fazer o upgrade necessário para espantar a solidão daqueles que tendo muito não têm nada. Na vida real cabos e conexões não são um estorvo ou um empecilho para a liberdade. A real liberdade está na experiência de aprender a ‘‘se virar’’ na dificuldade imposta pelo fato de não sermos digitalizáveis. Ou seja, somos analógicos e temos que conviver com essa limitação. Pessoas reais não podem levar um delete da nossa vida. A simplicidade de teclar uma tecla não reflete a complexibilidade que tal ato exige. Temos que diferenciar as visões desses dois mundos diferentes, assim como as consequências em fazer rodar certos aplicativos mal intencionados em nosso HD.


Deus também não se escapa da teodiceia digital. O relacionamento com Deus está muito distante de ser um relacionamento sem cabos. A nossa principal conexão com Deus está na sua Igreja, que é o seu corpo. Somente na Igreja está disponível um software muito bacana chamado “Jesus 7.7”. Contudo, não basta fazer o seu download e se esquecer das atualizações periódicas que estão agendadas para cada domingo à noite. No final da atualização faça o favor de não ignorar o clique em “confirmar atualização”. O melhor trunfo dessesoftware é que durante o período em que você não está na Igreja, recebendo a atualização, você através de um dinâmico Roteador espiritual pode ainda permanecer em contato direto com Deus. Tal Roteador opera com tecnologia da Holy Spirit Corporation, a última tecnologia disponível em toda eternidade, capaz de te conectar simultaneamente com o Divino Administrador e com todos os outros usuários do software “Jesus 7.7”. O Roteador também é chamado de Encaminhador, por isso trate-o com carinho para que Ele encaminhe as tuas orações ao Administrador e aos outros usuários o mais rápido possível. Uma dica muito útil para o pleno funcionamento do Roteador é entregar toda a tua vida aos seus cuidados! Isso garante que não haverá perca de dados no meio da rota escolhida por Ele.


Já ia me esquecendo de falar sobre a disponibilidade do “Jesus 7.7”. Ele só pode ser encontrado onde a Palavra de Deus é pregada, mas não há motivo para pânico você ainda pode ter o seu. Basta procurá-Lo que você vai achá-Lo. Sobre os custos para a aquisição desse incrível software, fique tranquilo, pois Ele nos veio como Open Source. Portanto, a sua distribuição é livre; o seu código fonte é legível e inteligível; e a sua licença não faz acepção de pessoas.


Cuidado! Há uma empresa inimiga de nome Hell que está empenhada em conquistar o mercado do “Jesus 7.7”. Por isso, antes mesmo do lançamento do “Jesus 7.7” a empresa Hell colocou no mercado um software mal intencionado, chamado “Best 6.6.6”, repleto de vírus. Caso você tenha feito o download desse software, saiba que o “Jesus 7.7” tem o poderoso antivírus Holy Spirit’s Fruit: against Carnality . Para cada vírus há um antivírus correspondente. Vou lhe explicar melhor caro leitor. Se o “Best 6.6.6” conseguiu infectar o seu HD com o vírus da idolatria, por exemplo, então entrará em operação o poderoso antídoto da fidelidade. Você talvez necessite fazer uma formatação em algumas partes muito danificadas do seu HD. Pensando nisso, o “Jesus 7.7” irá utilizar duas ferramentas para formatá-lo. Uma dessas ferramentas é a regeneração, capaz de localizar as áreas que foram excluídas e recriá-las para o bom funcionamento do sistema como o era desde o princípio. A outra é a restauração, capaz de restaurar as partes corrompidas pelo “Best 6.6.6”.


A “Geração Wi-Fi” preocupa-se em demasia com as conexões do seu sistema, mas se esquece que, é do seu HD, de onde saem os plug-ins da vida. Veja só, caso o HD estiver corrompido, todo o hardware será prejudicado, e consequentemente você terá que desembolsar uma quantia considerável para recuperá-lo. Todavia, a realidade não permite tamanha operação em nosso sistema analógico corporal. Nesse caso, as condições financeiras não terão como auxiliar, pois o problema é tão profundo que somente um único Especialista tem poder para socorrer você. Este Especialista veio para restaurar os HD’s corrompidos! Veio para estabelecer uma Nova Conexão entre você e o Divino Administrador! Veio para otimizar o fluxo de dados que fazem o seu modem travar a toda hora! Veio para mudar a “Lista de Reprodução” do seu Media Player! Veio para personalizar a sua “Área de Trabalho”. Então, imagine o que Ele pode fazer em seus “CONTATOS.” !!!!!


Jesus Cristo é o Especialista! Ele quer revelar a “Geração Wi-Fi”, se ela Lhe permitir, atalhos seguros para um relacionamento bem intencionado com o “usuário” alheio. Relacionamento estabelecido num HD curado pela graça [imerecida/recebida]. Pois do bom HD saem os bons arquivos, e do mau HD saem os maus arquivos. Quem não conheceu conexão, habitará entre os portais. Aquele que tem internet discada, herdará uma banda larga. Como podeis ver, muitas promessas estão disponíveis aos “usuários” da presente geração. Porém, o que separa a “Geração Wi-Fi” de tamanhas bênçãos é apenas um simples "add" em Jesus. Uma vez adicionado em “Contatos” Ele multiplicará cem vezes mais a lista de amigos, de grupos e de favoritos.




Luís Henrique S. Silva

Acadêmico em Teologia - ULBRA


segunda-feira, 18 de julho de 2011

RECURSOS PARA UMA LIDERANÇA CHEIA DO ESPÍRITO

“Soluções Comprovadas Para Ministrar A Verdade e A Experiência do Batismo Cristão com o Espírito Santo”

Pastor Jack W. Hayford

A Palavra de Deus revela a importância que o próprio Jesus colocou sobre o Batismo com o Espírito Santo. Os seus discípulos estavam convencidos, e deram prioridade, da essencial necessidade e desejo de cada crente em receber a plenitude do Espírito Santo.


Podemos testemunhar essa prioridade manifesta no prático ministério dos apóstolos:


• Atos 8.15 – Pedro e João deram continuidade ao ministério do evangelista Filipe em Samaria.

• Atos 19.1-6 – Paulo deu continuidade ao ministério de Apolo em Éfeso.
(Algumas passagens básicas: Atos 1.5-8; 2.1-11; 8.4-25; 18.23-19.6; 9.10-17; 1Co 14.18)



Esses casos não só revelam uma prioridade bíblica, mas evidenciam um ministério compromissado da parte de seus líderes espirituais. Eles viram isso como a parte conclusiva do início da nova liderança espiritual no “Reino Vivente”. O novo nascimento (para o Reino) e o batismo nas águas (submissão ao Rei) foram/são acompanhados com uma experiência de capacitação destinada a qualificar e a habilitar os crentes ao ministério (ampliação do Reino). Assim, testemunhamos a prioridade apostólica de ver os novos crentes introduzidos nessa experiência.

Por qual razão a igreja apostólica “ministrou” a plenitude (batismo) com o Espírito Santo? Porque a verdade, a vida e o poder sempre são transmitidos pelo ministério. Pessoas são salvas pelo testemunho pessoal, elas ouviram a Palavra através daqueles que a anunciaram; elas são batizadas nas águas pelas pessoas que ministraram essa experiência – e por isso mesmo, o batismo com o Espírito Santo deve ser ministrado.

O Espírito Santo acompanhará e confirmará esse ministério, porque ele está baseado na Bíblia e está glorificando a Cristo. O Espírito tem prazer em se mover para qualquer lugar onde Jesus Cristo irá ser glorificado. O nosso povo é conduzido para a plenitude do Espírito a fim de que: Jesus seja glorificado em Sua Igreja, e que Ele abunde em cada um dos Seus seguidores por meio do Seu vivo ministério e poder; assim como Ele os tem salvado através da Sua morte redentora e ressurreição.


I. A Convicção do Líder Decidirá Suas Obrigações

Até eu não estar convencido sobre a importância do Batismo com o Espírito Santo, eu não me incomodarei em dar prioridade a isso em meu ministério. Para aprofundar a convicção, considere que:


A. A Plenitude do Batizado com o Espírito é uma “Herança” da Igreja (Atos 2)


O grupo de crentes no Pentecostes estava esperando por essa grande promessa – a “vinda” do Espírito, que Jesus descreveu como a promessa do seu ser “batizado com o Espírito Santo.”

O Soberano Deus escolheu esse momento fundamental para introduzir a Pessoa do Espírito, assim como a Sua presença, com manifestações sobrenaturais desta presença e do Seu poder. O que mais poderia indicar a dinâmica significância e substância que o próprio Pai coloca sobre essa experiência?

O Pentecostes não foi um “momento emocionalista” nem meramente um “evento estimulante.” Ele foi um momento modelador, e um evento determinista – demonstrando a prioridade e a dignidade dessa experiência, estabelecendo a sua importância para o avanço dimensional do poder do Reino de Cristo e a graça que seria estendida por meio da Sua Igreja.

Assim como Jesus ministrou no poder e na graça do Reino enquanto estava em um corpo terreno, Ele preparou os meios pelos quais continuaria o Seu ministério através do Corpo da Sua Igreja, para que do mesmo modo que Ele havia ministrado enquanto estava na terra, Ele capacite os Seus redimidos a ministrar por toda a terra.

B. Que Experiência Transformou Pessoas Comuns em Testemunhas Dinâmicas

Esse ardente ministério permitiu que o “testemunho” de Jesus (que é a evidência da realidade da Sua ressurreição como o Senhor da Glória) fosse estendido através de Suas testemunhas. A dimensão miraculosa da igreja (milagres, curas, evangelismo, confrontação com forças demoníacas ‘libertação’) segue no mesmo caminho do evento desta Igreja recém-nascida e da experiência dos discípulos quando receberam o batismo cristão de poder.

Líderes espirituais movidos tanto pela lógica bíblica quanto pela significância espiritual do Batismo com o Espírito Santo irão, naturalmente, querer ajudar outros a se abrirem para tudo o que o Senhor tem para eles. Além disso, não vamos somente levar as pessoas por esta inicial “inauguração na” experiência do Batismo com o Espírito Santo, mas também a servir nas necessidades de cada crente para ser continuamente renovado e ungido com o “óleo fresco” como está enfatizado na Escritura. Um preenchimento inicial não é o suficiente. Vamos ser cheios novamente hoje, afim de que possamos espalhar a Sua vida e a unção de poder para outros!

RESUMINDO, EM MINHA PRÓPRIA VIDA COMO LÍDER EU SOU COMPELIDO A RESPONDER ESSA QUESTÃO: “SERÁ QUE JESUS ACHA NECESSÁRIO O SEU POVO SER BATIZADO COM O ESPÍRITO SANTO?”

A aparente resposta é maior que “Sim”. A plenitude do Espírito Santo, embora não seja essencial para a salvação (somente a regeneração pelo Seu poder é necessária), é essencial para ministrar no poder da vida, do amor e da graça de Jesus. Poderíamos dizer que, “Não faz diferença se um crente é batizado no Espírito Santo – a salvo se nós não quisermos ajudá-lo a tornar-se um instrumento que fará a diferença em seu mundo pelo poder da vida vivida e ministrada por Jesus em e sobre eles!”


II. O Líder Inevitavelmente Enfrentará Perguntas Sobre Esse Tema

Essas perguntas sobre a origem do Batismo com o Espírito Santo não deveriam nos surpreender. Elas sempre existem quando a verdade é ensinada sobre cada coisa significativa que Deus faz na vida e experiência humana. Considere:

A. Batismo nas Águas – Imersão? Aspersão? Em nome de Jesus?
B. Apresentação Infantil – Dedicação? Batismo? Regeneração infantil?
C. Ceia do Senhor – Frequência? Transubstanciação? Ceia fechada?
D. Batismo com o Espírito Santo – Automático no novo nascimento? Sinal? Importância?

O NOSSO OBJETIVO não é simplesmente ministrar uma “doutrina”, mas guiar pessoas para uma “experiência de viver a Verdade.” Assim como o nosso propósito na conquista de almas não é convencê-las que são pecadores perdidos, mas de levá-las a uma experiência de novo nascimento em Jesus Cristo. Isso não é banalizar o ensino em relação a qualquer verdade bíblica. Aprender a Palavra de Deus sobre cada assunto é fundamental e fundacional. Entretanto, ensinar a “doutrina” do Batismo com o Espírito Santo aos irmãos não é o nosso principal objetivo. Pelo contrário, apresentá-los a uma experiência que lhes permitirá ministrar a vida e o poder do Espírito Santo é o nosso objetivo. Portanto, levar outros a verdade é levá-los a confrontar com Jesus – a Verdade viva, e também a experimentar uma obra libertadora do Espírito Santo em cada faceta da vida e da realidade até que Cristo nos chame.

ESTRUTURA BÍBLICA (doutrina) é necessária, mas Deus em Seu infinito conhecimento e entendimento é maior do que os nossos sistemas. Sistemas só podem descrever analiticamente uma experiência, mas os líderes devem levar os crentes a conhecer o Batizador – Jesus. A "experiência", embora importante, não é a nossa causa. Pelo contrário, queremos que as pessoas recebam o Espírito Santo em plenitude para o ministério. O principal propósito em vista são aqueles a quem ministramos este Batismo, pois eles receberão o poder que Jesus prometeu para ampliar as dimensões do Seu Reino. Não estamos oferecendo uma experiência para uma realização pessoal, mas para o cumprimento do propósito de Jesus na Sua Igreja, que é Sua vida, na Sua graça, e nas Suas obras de poder sobre a enfermidade, a doença e a atividade demoníaca!

ALÉM DISSO, NUNCA NOS ESQUEÇAMOS da abundante vida que provem como benefício corolário com o Batismo com o Espírito. Isso é um fato, que as pessoas que tem um encontro dinâmico com Cristo como Batizador com o Espírito, e que estão abertas a todas as dimensões do derramamento sobrenatural do Espírito Santo em suas vidas, também experimentarão:

1. Ampla liberdade e alegria na adoração.
2. Nova abertura da Escritura para a sua compreensão.
3. Maior capacidade na oração.
4. Maior sensibilidade e discernimento das coisas espirituais.
5. Capacitação distinta e dinâmica melhora na oração intercessória.


O Líder na Ministração do Batismo com o Espírito Santo


1. Avalie se a pessoa é um verdadeiro candidato.

• Verifique se a pessoa já nasceu de novo. Certifique-se que a busca é realmente “fome e sede” da plenitude do Espírito.
• Tenha certeza que aqueles que estão buscando entendem o que estão pedindo e o que isso envolve. Jo 8.32; Lc 24.49; At 1.8.
(Preliminarmente, é muito aconselhável se assegurar que você não está lidando com pessoas que tem ensinado falácias criadoras de dúvida ou medo.)

2. Estimule a fé que a Palavra de Deus assegura que receberão.

• Atos 2.39 – “Pois essa promessa é para vocês” (NTLH)
• João 6.37 – “e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.”
• Lucas 11.13 – “quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”
• Romanos 8.32 – “porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?”
• João 1.33 – “esse é o que batiza com o Espírito Santo.”
• João 16.24 – “pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.”
• Hebreus 13.15 – “ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome.” (NVI)

3. Leve-os a Jesus, Ele é o Batizador com Espírito Santo.

• Faça de Jesus o principal foco: Ele é o Único a quem se deve prestar atenção.
• Supere todos os medos – “Você está vindo para o nosso precioso Senhor!”
• Livre-os de pessoas que impõe pressão/obrigação de “desempenhar” para você – Jesus está fazendo a obra (você está apenas ajudando a levá-los a Ele).

4. Guie a(s) pessoa(s) em oração.

• Comece instruindo sobre a importância de ser uma criança para receber novas dimensões do Reino de Deus (Jesus disse que o Reino é das “crianças”).
• Ore por eles, os tenha orando com você para eles pedirem que Jesus venha batizá-los com o Espírito Santo.
• Enfrente os seus próprios medos como um líder. Não duvide que o Espírito Santo responderá as suas orações para que eles venham ao Senhor Jesus.

5. Seja um líder ousado, sem reservas, didático e cheio de fé em relação aos benefícios da língua espiritual, a disponibilidade deste recurso, e as nossas razões para esperar “línguas” acompanhando o seu enchimento com o Espírito Santo. Com referência a língua espiritual, os lembre de não ficarem com medo de “falar”, o Espírito “dará uma palavra.” At 2.4; 1Co 14.15; 13.1.

Inclua em suas orações palavras de agradecimento “com antecedência”, pois Jesus irá derramar sobre eles o Espírito Santo, assim como os irá capacitar a louvá-Lo em novas dimensões.

Às vezes as pessoas precisam ser incentivadas a se aventurar – deixar a segurança das palavras conhecidas. Exorte-os a crer que se eles abrirem as suas bocas e falarem, o Espírito Santo os encherá com uma nova língua (Jr 1.9), por isso eles devem falar.

Incentive cânticos de louvor – alguns liberam a língua espiritual através de cânticos. Confirme que a mais simples expressão não é carnal, nem indigna (1Co 14.10). A prática da língua espiritual inicial dará mais liberdade.

Combata a mentira que eles estão “fingindo”. Essa é forma padrão de Satanás [tirar] tudo aquilo que Deus nos prometeu.

Refute qualquer opinião de que eles “poderiam receber algo satânico”. Jesus ensinou o contrário (Lc 11.9-13), o Adversário não pode sequer chegar perto para falsificar essa experiência. Jesus não vai deixa-lo fazer isso! Deixe o amor de Deus vencer o medo (2Tm 1.7).

Afirme que o Espírito está operando, mesmo que a pessoa não receba provas confirmando no momento. Estimule-os a testemunhar, tendo certeza do que eles experimentaram e que o Espírito Santo os ungiu.

Fé é a chave introdutória e de contínua dispensação do Espírito, ela pode aguardar a vinda – breve – da língua espiritual.

O nosso objetivo é levar a fome e a sede ao extremo. Isso não é forçar qualquer tipo de resposta ou criar um senso de obrigação ou de culpa!

A experiência prova que normalmente metade, até mesmo dois terços, das pessoas que oram para receber a língua espiritual, caso tenham orado com fé, irão recebê-la imediatamente e sem pressão. Onde habita a fé e o amor, todos receberão em tempo – algumas horas ou dias após.


Recursos Adicionais de Liderança
(Breve publicação de um artigo de Jack W. Hayford)

“Sobre o ‘Batismo com o Espírito Santo’, defendemos...


• ...que o multifacetado ministério de Jesus notavelmente apresentou a Sua função como o Único que “Batiza com o Espírito Santo” (Jo 1.33), e que isso se revela como um ministério distinto e separado da Sua função como “O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29);

Portanto, distinguimos o ministério de Cristo como – o nosso Salvador do pecado, e como o nosso Batizador com o Espírito.

• ...que ser cheio com (ou batizado no) Espírito Santo é uma experiência distinta e separada da regeneração pessoal; e que o novo nascimento e o batismo no Espírito Santo pode ocorrer cronologicamente em imediata proximidade, essas experiências não são simultâneas ou sinônimas (At 9.17; 10.44-48).

Portanto, recebemos a promessa do “selo do Santo Espírito” como oferta após crermos (Ef 1.13), e não vemos o novo nascimento e o batismo com o Espírito Santo como a mesma coisa.

• ...que o Dia de Pentecostes inaugurou a intemporal “promessa do Pai” prometida por Jesus, dizendo que eles seriam “batizados com o Espírito Santo” (At 1.5); que o contínuo propósito desse batismo é prover poder espiritual para viver, servir e testemunhar a Cristo; e que esse batismo é acompanhado por sinais sobrenaturais – uma expectativa que continuou na Igreja primeva como confirmação da plenitude, presença e poder do Espírito Santo (At 10.46; 11.15-18).

Portanto, permanecemos firmes em nosso ardor para obter essa experiência à qual Cristo nos chama e ordena receber, a fim de sermos capazes de ministrar a Sua vida, verdade e poder ao nosso mundo; e estamos inequívocos em nossa expectação da manifestação de sinais do Espírito Santo “como no princípio.”

• ...que o texto do Novo Testamento geralmente liga os crentes falando em línguas ao seu estar “cheio do” ou “receber” o Espírito Santo, por isso esperamos que essa faceta da experiência seja (a) uma expressão digna de louvor a Deus (At 2.11), (b) o cumprimento dos sinais que Jesus disse que caracterizaria os crentes (Mc 16.15-19), (c) atemporalmente disponível (At 2.4; 10.44-48; 19.1-6), e seja (d) continuamente nutritiva e prática (1Co 14.3; Jd 20).

Portanto, insistimos que cada crente receba a benção de falar em línguas para que os múltiplos benefícios deste recurso do Espírito Santo possa edificar sua vida diária; assim, usando em espírito de oração o poder do Espirito prometido por Jesus, “rios de água viva” poderão continuamente correr do interior de uma vida cheia de, orando em, servindo através e testemunhando com capacitação sobrenatural. (Jo 7.37-39).

• ...que o Novo Testamente claramente faz distinção entre (a) o “dom de línguas” como um exercício público não concedido a todos os crentes (1Co 12.10-30) e sempre acompanhado por interpretação (1Co 14.5, 26-33), e (b) os benefícios de falar em línguas “a Deus” (1Co 14.2), possibilitando louvor, oração e adoração (1Co 14.14-18), assim como batalha espiritual (Ef 6.18-20) e auto-edificação (Jd 20).

Portanto, não confundimos o dom público e o exercício privado da língua espiritual, mantemos a liberdade com a ordem em relação as “línguas” em nossa vida congregacional, e constância com fervor em relação as “línguas” em nossa vida devocional.

• ...que as ações dos apóstolos revelam a prioridade da Igreja primeva em ver os crentes iniciados na plenitude do Espírito Santo (Seu ser “recebido” ou “veio sobre eles”); que os convertidos que ainda não tinham recebido foram ensinados e ministrados de maneira que uma vez auxiliados desejaram e receberam essa experiência (At 8.14-19; 19.1-6).

Portanto, damos grande importa ao ensino e orientamos os crentes a buscar Jesus para ter a sua própria experiência de Batismo com o Espírito Santo, e a desejar, aguardar e acolher a Sua chegada “como no princípio.”

• ...que a verdade e a paixão vistas na Palavra de Deus são a fonte do nosso zelo em exortar a todos os crentes, quando buscarem Jesus como o “Batizador com o Espírito Santo”, a começar a “falar em línguas como o Espírito lhes concede” (At 2.4); não como um requisito para verificar a própria experiência ou valor espiritual, mas como uma expectação bíblica para cada um de nós – uma graça concedida como parte permanente da nossa caminhada diária na vida e poder do Espírito.

Portanto, não somos passivos quando é ministrada a plenitude do Espírito Santo ou no ensino do caráter do falar em línguas – prioridade, busca e prática fomentada pela Palavra de Deus, não como um dogma requerendo as “línguas” como evidência, mas como uma dimensão provida a cada crente num recurso diário em Cristo (1Co 14.18).

Portanto, concluímos...

Que a nossa missão e a nossa expectação em relação ao ensino e aos crentes levados a plenitude do Espírito Santo está enraizada na Palavra de Deus: (1) por isso, chamamos a cada crente para “receber a promessa do Pai”, e ser “batizado no Espírito Santo”, e também (2) esperamos que todas as pessoas cheias do Espírito livremente falem em línguas; ensinamos que o que é iniciado “como no princípio” não é experimentado como clímax, mas recebido como no começo – pretende iniciar um “caminhar no Espírito” (Gl 5.16, 25), e lançar uma via para ser continuamente “cheio do Espírito Santo... dar sempre graças por todas as coisas a Deus, o Pai, em nome do nosso Senhor Jesus Cristo” (Ef 5.18-20).


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quinta-feira, 7 de julho de 2011

BIOGRAFIA: Quem foi Jacó Armínio


Quem foi Jacó Armínio


Jacó Armínio foi um teólogo holandês (1560 - 1609), nascido em Oudewater, Utrecht. Muito jovem tornou-se órfão de pai1 (Hermann Jakobs), que deixou uma viúva com três filhos pequenos para criar. A sua mãe (Angélica), irmãos e parentes morreram durante o massacre espanhol em Oudewater em 1575.2 O pastor Theodorus Aemilius adotou Armínio e o enviou para ser instruído em Utrecht, após a sua morte, coube ao professor Rudolph Snellius trazê-lo a Marburgo e o qualificar para estudar teologia na recém-fundada Universidade de Leiden (1576-1582).3

A sua formação teológica em Leiden, entre 1576 a 1582, incluiu os professores Lambertus Danaeus, Johannes Drusius, Guillaume Feuguereius e Johann Kolmann. Kolmann ensinava que o hiper-calvinismo transformava Deus em um tirano e homicida, sob a sua influência Armínio começou a elaborar uma teologia que competiria com teologia reformada dominante de Calvino. Em 1582, Armínio tornou-se aluno de Theodoro de Beza em Genebra. O uso do método filosófico ramista o forçou a mudar-se para Basileia4 (1582-1584), onde assistiu às aulas de J. J. Grynaeus. De volta a Genebra, Armínio fez amizade com Johannes Uyttenbogaert, que viria a ser o seu principal aliado nas futuras discussões teológicas. Durante estes anos, em Genebra ele gozou de uma boa relação com Beza, que respondendo a uma carta vinda de Amsterdã (Junho de 1585) disse o seguinte:


“Deus lhe deu um apto intelecto tanto ao que concerne a apreciação quanto ao discernimento das coisas. Se, doravante, este for regido pela piedade,... inevitavelmente este poder intelectual,... irá produzir os mais ricos frutos.”5


A sua estadia em Genebra foi novamente interrompida (1586/1587) por uma viagem à Itália que durou alguns meses. Em Pádua ele assistiu as aulas de filosofia de Tiago Zabarela. Por ter passado em Roma os seus acusadores lhe infamaram, dizendo que tinha “perdido a fé (calvinista)” devido à exposição dos jesuítas.

Em 1588, ele foi chamado para ser pastor em Amsterdã, a partir de então, Armínio ganhou reputação como um promissor teólogo, bem educado em Marburgo, Leiden, Genebra, Basileia, Pádua e recomendado por Beza. Em 16 de setembro de 1590 ele se casou com Lijsbet Reael, uma aristocrata que lhe garantiu circular entre os comerciantes e líderes mais influentes da cidade. Em 1591, no entanto, ele se envolveu em uma disputa6 com um imigrante flamengo chamado Petrus Plancius (1552-1622), onde foi necessário a intervenção do consistório, pelos burgomestres de Amsterdã, para manter a paz e abafar as divisões na população.7

A fama de Armínio como homem bem instruído na Sagrada Escritura o fez ser recrutado pelos líderes da igreja de Amsterdã para refutar as ideias do teólogo Dirk Koornhert. Segundo este teólogo, o calvinismo é inaceitável, pois a sua doutrina sobre a predestinação nega a justiça de Deus. Com o objetivo de refutar Koornhert, Armínio estudou os seus escritos e comparou-lhes com as Escrituras, com a teologia dos Pais da igreja e de outros teólogos protestantes de influência.8 Ao final dessa empreitada, Armínio se convenceu que algumas das ideias de Koornhert estavam corretas.9

A morte quase simultânea em 1602 de dois professores da Universidade de Leiden, Franciscus Junius e Lucas Trelcatius o ancião, abriu espaço para que Armínio em 1603 fosse chamado para ensinar teologia. Armínio e Lucas Trelcatius o jovem foram admitidos, mas Franciscus Gomarus (1563-1641) cautelosamente aprovara Armínio por suspeitar de heterodoxia. A admissão de Armínio trouxe um novo período de debates teológicos e teve apoio político por parte de Johannes Uyttenbogaert e Johan van Oldenbarnevelt.

Armínio permaneceu em Leiden como professor de 1603 até sua morte em 1609. Durante este tempo, ele envolveu-se numa árdua disputa com o seu colega teólogo Franciscus Gomarus, que representava a teoria supralapsariana da eleição. Segundo esta teoria, Deus decretou a eleição de alguns e a condenação de outros, e depois permitiu a queda como meio pelo qual essa eleição e reprovação teriam efeito.10 Armínio não negava que a Bíblia falava sobre predestinação, mas afirmava que Deus predestinou aos eleitos porque sabia de antemão quem teria fé em Jesus Cristo. Gonzalez explica o seguinte sobre a teologia de Armínio: “...o grande decreto da predestinação determinava que Jesus Cristo seria o mediador entre Deus e os seres humanos. Esse era um decreto soberano, que não dependia da resposta humana. Mas o decreto referente ao destino de cada pessoa se baseava, não na vontade soberana de Deus, senão em seu conhecimento de qual seria a resposta de cada pessoa ao oferecimento da salvação em Jesus Cristo.”11

Em 1607 Armínio apelou aos Estados da Holanda, para que através de um concílio ou sínodo estes problemas pudessem ser resolvidos com dignidade e com base bíblica. Então, em março de 1608, a Suprema Corte colocou Armínio e Gomarus frente a frente para ouvi-los. O veredito foi que, não tendo a controvérsia relação com os pontos principais referentes à salvação, então que cada um fosse indulgente com o outro. A não desistência de Gomarus em atacar Armínio levou os Estados da Holanda a propor aos dois oponentes uma reunião de reconciliação. Essa reunião seria realizada em Haia (agosto de 1609), mas Armínio que estava com tuberculose viu-se forçado a voltar para Leiden, onde morreu em outubro de 1609.12


Notas:

1 BANGS, Carl. Arminius: A Study in the Dutch Reformation. Grand Rapids: Asbury Press, 1985. 25p.
2 WALKER, Williston. História da Igreja Cristã. Trad. Paulo D. Siepierski, 3. ed. São Paulo: ASTE, 2006. 634p.
3 LEEUWEN, Marius van; STANGLIN, Keith D.; TOLSMA, Marijke (eds.). Arminius, Arminianism, and Europe: Jacobus Arminius (1559/60-1609). Leiden: Brill, 2009. Introdução ix-xvi pp.
4 Idem.
5 Idem. Tradução do autor.
6 A disputa estava relacionada a sua exposição de Romanos 7 e 9, e as declarações sobre a eleição divina e a reprovação.
7 ISRAEL, Jonathan I. The Dutch Republic. Its Rise, Greatness, and Fall, 1477-1806. New York. Oxford University Press: 1995. 347p.
8 GONZALEZ, Justo L. Historia del Pensamiento Cristiano. Nashville: Editorial Caribe: 2002. 3 vols. V. 3. 285p.
9 ___________________Historia del Cristianismo. Miami: Editorial Unilit: 1994. 2 vols. V. 2. 316-317pp.
10 WALKER. op. cit., 634p.
11 GONZALEZ, Justo L. Historia del Pensamiento Cristiano. Nashville: Editorial Caribe: 2002. 3 vols. V. 3. 285p.
12 LEEUWEN, Marius van; STANGLIN, Keith D.; TOLSMA, Marijke (eds.). op. cit. Introdução ix-xvi pp.


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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Arqueólogos acham ossuário da neta de Caifás em Israel





Ossuário foi descoberto há três anos, mas a autenticidade foi confirmada só agora

Foto: EFE

Arqueólogos israelenses descobriram um ossuário de 2 mil anos de antiguidade que dizem pertencer à neta de Caifás, sumo sacerdote a quem o Novo Testamento atribui a responsabilidade pela condenação e crucificação de Jesus pelos romanos.

A descoberta foi entregue à Autoridade de Antiguidades de Israel há três anos, após seu roubo por profanadores de tumbas antigas, mas somente agora os pesquisadores da Universidade de Tel Aviv e da de Bar-Ilan confirmaram sua autenticidade.

Em seu exterior, o ossuário tem gravado em aramaico - língua vernácula da região naquela época - a inscrição "Miriam, filha de Yeshua, filho de Caifás, sacerdote de Maaziah da Casa de Imri". "A importância da inscrição está na referência aos ancestrais da morta e na referência à conexão entre eles e a linhagem sacerdotal de Maaziah e a Casa de Imri", declararam os pesquisadores em comunicado.

A pesquisa indica que o ossuário de sua descendente provinha de uma caverna funerária no Vale de Elá, onde eram as planícies da Judéia, cerca de 30 km ao sudoeste de Jerusalém. Os ossuários da região são pequenos cofres que os judeus costumavam utilizar nos séculos I e II para um segundo enterro de seus parentes e onde costumavam depositar unicamente seus ossos.

O cofre que chegou às mãos da Autoridade de Antiguidades está decorado na parte frontal com um estilizado motivo floral, em cima do qual está gravada a inscrição que revela a identidade da morta. Maaziah é o último elo da linhagem dos 24 grandes sacerdotes que serviram no Templo de Jerusalém, e mesmo mencionado no Antigo Testamento, a descoberta representa a primeira referência epigráfica descoberta sobre essa personagem.

Por ter sido extraído sem registro científico, a análise do cofre foi prolongada e exaustiva a fim de determinar tanto sua autenticidade como a da inscrição.


Fonte: Terra Notícias

sábado, 14 de maio de 2011

Teatro Cristão


O teatro tem sua origem no povo grego alguns séculos antes de Cristo, entretanto é notório percebermos a influência do mesmo no Novo Testamento e em nossos dias. Normalmente quando lemos algo secular à respeito de Jesus, seja em livros, revistas ou jornais, podemos ver claramente como Jesus ainda permanece desconhecido em mais de dois mil anos. De fato, a pergunta de Jesus aos seus discípulos ecoa até hoje “Quem diz o povo ser o Filho do Homem?” Mt 16.13b, mas a resposta só Um pode dar (Mt 16.17). O mundo não é capaz de revelar quem é Jesus Cristo, para isso Ele próprio elegeu um povo para tornar-se seu imitador e através da imitação de seu Ser o mundo poderia conhecê-lo (cf. Lc 6.40,47; 14.33; Ef 5.1; 1 Jo 4.7). Porém o Inimigo sempre se levanta para fermentar a massa pura de Jesus, e através dos séculos tem obtido êxito com um fermento chamado “hipocrisia” (Lc 12.1). Mas o que é hipocrisia?

A palavra grega “hupokrisis” significa a atuação de um artista no palco, portanto podemos dizer que “hupokrisis” seria a encenação ou representação de um ator (hupokrites = hipócrita) no palco de um teatro. Vemos que Jesus associa a hipocrisia aos fariseus; mas eram por acaso os fariseus atores de teatro? Claro que não, eles eram judeus que odiavam toda cultura grega pagã. Porém Jesus os associa com atores de teatro pelo fato de ambos fingirem ser algo que jamais foram. E será que nós cristãos também não somos um pouquinho hipócritas? Será que, quando avaliamos a espiritualidade de um cristão pelo seu desempenho exterior, não estaria o nosso julgamento sendo falho? O problema da hipocrisia é que ela corresponde as nossas expectativas daquilo que cremos ser espiritual, mas tudo não passa de mera representação, isto é, um fingimento com o nosso carimbo de aprovação por causa dos nossos sentidos estarem satisfeitos. Vemos que hoje, do mesmo modo que no tempo de Jesus, os religiosos ainda preferem uma boa dose de hipocrisia, que afinal de contas ajuda-os a mostrar toda sua técnica artística de representação, do que a sã espiritualidade introspectiva cristã.

Jesus nos adverte “Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas.” Lc 11.35, então vamos analisar o “top 5” das hipocrisias cristãs para que haja luz em nosso entendimento. 1- A prática (Mt 6.2-4) – ela não deve ser para a glorificação pessoal, antes para a glória de Deus, portanto saibamos agir com prudência na casa do Senhor dedicando todo mérito a Ele que “vê em secreto”, a igreja não precisa ficar sabendo de todas as “boas obras” que você realizou durante a semana. 2- A oração (Mt 6.5-8) – ninguém precisa fingir que sabe orar melhor do que o outro, a oração é uma conversa com o Deus Todo-Poderoso que conhece tudo o que necessitamos, portanto não é necessário “gritar” para ser ouvido por Deus e nem orar como se estivesse narrando um rodeio, agora se você quiser ser ouvido por Deus “entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” 3- O evangelismo (Mt 23.15) – o empenho em evangelizar a cada dia está maior e isso é muito bom pois Deus certamente vê esse esforço e abençoa a sua Igreja, entretanto o empenho em ensinar uma nova vida em Cristo, longe dos antigos costumes mundanos, deixa muito a desejar. As pessoas não precisam apenas ser “convencidas” pela Verdade, mas “convertidas” pela Verdade. 4- O dízimo (Mt 23.23) – tem muita gente dando mais importância àquilo que é temporal e perecível do que àquilo que realmente importa para Deus “... tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a ...;”. 5- A adoração (Mc 7.6-8) – a verdadeira adoração é aquela que é de coração. Então porque competição no louvor? Quem toca melhor? Quem canta melhor? Toda uma boa técnica musical é inútil para Deus se não vier com um coração adorador. De modo semelhante, é inexpressível para Deus uma pessoa que aparentemente o adora “em espírito e em verdade” Jo 4.23 e não vive como ele quer Rm 12.1.

Para a massa não levedar com o “fermento dos fariseus” existe somente uma receita que o apóstolo Paulo de Tarso nos dá e que também tem muito haver com o teatro, a receita é “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” 1 Co 11.1. A palavra em grego “mimetes” da onde vem a palavra do português mímico, portanto imitador/seguidor, deve ser o alvo de cada cristão que professa conhecer Jesus Cristo Filho do Deus Altíssimo. Somente seguindo minuciosamente os passos do Mestre, nem que isso signifique servir aos outros como um escravo (Jo 13.14), poderemos reverter um pouquinho da nossa própria hipocrisia antes de pensar na hipocrisia do próximo (Mt 7.3-5). É bom lembrar que, naquela época o teatro era feito com máscaras, uma vez feita a escolha da máscara não se poderia mudar de personagem ou gênero (comédia – tragédia). Escolhemos pois a Cristo e permaneçamos no evangelho que é a boa-notícia que, Deus deu o seu filho amado por pessoas imperfeitas que não mereciam o seu amor Jo 3.16.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Entrevista sobre o Espírito Santo na Visão Arminiana da Igreja Assembléia de Deus - Pastor Gilberto

quarta-feira, 30 de março de 2011

Jordânia busca repatriação de relíquias tidas como 'maior descoberta da história cristã'


Livros feitos de metal parecem ser dos primórdios do cristianismo e estão em posse de beduíno israelense.

O governo da Jordânia tenta repatriar livros feitos de chumbo que, segundo suspeitas de especialistas, parecem ser os mais antigos da história cristã, tendo sobrevivido quase 2 mil anos em uma caverna do país do Oriente Médio.

As relíquias, que estão atualmente em Israel, poderiam trazer à luz novos dados para nosso entendimento sobre o nascimento do cristianismo e sobre a crucificação e a ressurreição de Jesus Cristo.

O conjunto de cerca de 70 livros - cada um com entre 5 e 15 "folhas" de chumbo presas por aros de chumbo - foi aparentemente descoberto em um vale remoto e árido no norte da Jordânia, entre 2005 e 2007.

Uma enchente expôs dois nichos dentro da caverna, um deles marcado com um menorá, candelabro que é símbolo do judaísmo.

Um beduíno jordaniano abriu os nichos e o que encontrou ali dentro parece ser uma extremamente rara relíquia dos primórdios do cristianismo.

Essa é a visão do governo da Jordânia, que alega que os livros foram contrabandeados para Israel por outro beduíno.

O beduíno israelense que atualmente guarda os livros nega tê-los contrabandeado e alega que as antiguidades são peças que sua família possui há cem anos.

O governo jordaniano disse que fará "todos os esforços, em todos os níveis" para repatriar as relíquias.


Valor histórico




O diretor do Departamento de Antiguidades da Jordânia, Ziad Al-Saad, diz que os livros parecem ter sido feitos por seguidores de Jesus nas décadas seguintes a sua crucificação.

"Talvez eles sejam mais significativos que os pergaminhos do Mar Morto (relíquias descobertas nos anos 1940 que contêm textos bíblicos)", disse Saad.

"Talvez eles precisem de mais interpretação e conferência de autenticidade, mas a informação inicial é muito animadora. Parece que estamos diante de uma descoberta importante e significativa, talvez a mais importante da história da arqueologia."

Ante alegações tão fortes, quais são as provas?

As "folhas" dos livros - a maioria delas do tamanho de um cartão de crédito - contêm textos escritos em hebraico antigo, a maior parte em código. Se as relíquias forem de fato de origens cristãs, em vez de judaicas, são de grande significado.

Um dos poucos a ter visto a coleção é David Elkington, acadêmico que estuda arqueologia religiosa e líder de uma equipe britânica empenhada em levar os livros a um museu na Jordânia.

Elkington alega que os livros podem ser "a maior descoberta da história cristã".

"É de tirar o fôlego a ideia que tenhamos contato com objetos que podem ter sido portados pelos primeiros santos da Igreja."

O acadêmico diz que as relíquias contêm sinais que seriam interpretados, pelos cristãos da época, como imagens de Jesus e de Deus e da "chegada do messias".

Na "capa" de um dos livros "vemos o menorá de sete ramificações, o que os judeus eram proibidos de representar porque ele residia no local mais sagrado do templo, na presença de Deus", explica Elkington. "Assim, temos a vinda do messias para obter a legitimidade de Deus."


Imagens




Para Philip Davies, professor emérito de estudos do Velho Testamento da Universidade de Sheffield, afirma que a prova mais contundente da origem cristã das relíquias está em um mapa feito da cidade sagrada de Jerusalém.

"Há uma cruz em primeiro plano e, atrás dela, está o que seria a tumba (de Jesus), um pequeno edifício com uma abertura e as muralhas da cidade. Outras muralhas representadas em outras páginas dos livros quase certamente se referem a Jerusalém", diz Davies, que afirma ter ficado "estupefato" com as imagens, "claramente cristãs".

A cruz é o que mais chama a atenção dos especialistas, feita no formato de um T maiúsculo, como eram as cruzes que os romanos usavam para crucificações.

"É uma crucificação ocorrida fora dos muros da cidade", diz Davies. Margaret Barker, especialista em história do Novo Testamento, ressalta que o local onde acredita-se que as relíquias tenham sido encontradas denota sua origem cristã - e não puramente judaica.

"Sabemos que, em duas ocasiões, grupos de refugiados dos distúrbios em Jerusalém rumaram a leste, atravessaram a Jordânia perto de Jericó e foram para perto de onde esses livros parecem ter sido achados."

Ela acrescenta que outra prova da "proveniência cristã" é que as relíquias são em formato de livros, e não de pergaminhos. "Os cristãos eram particularmente associados com a escrita na forma de livros e guardavam os livros como parte da secreta tradição do início do cristianismo."

O Livro das Revelações se refere a esses textos guardados.

Outro possível elo com a Bíblia está contido em um dos poucos fragmentos de texto que foram traduzidos das relíquias. O fragmento, acompanhado da imagem do menorá, diz: "Devo andar honradamente", frase que também aparece no Livro das Revelações.

Ainda que a frase possa simplesmente significar um sentimento comum no judaísmo, pode também se referir à ressurreição.


Testes


Não está esclarecido se todos os artefatos descobertos são parte do mesmo período, mas testes feitos no chumbo corroído dos livros indica que eles não foram feitos recentemente.

A arqueologia dos primórdios do cristianismo é especialmente esparsa ainda. Pouco se sabe dos desdobramentos após a crucificação de Jesus até as cartas escritas por Paulo, décadas mais tarde.

A história contida nas relíquias parecem ser, assim, a descoberta de maior escala até agora dessa época do cristianismo, em sua terra de origem e em seus primórdios.


Fonte: Folha Gospel

sábado, 26 de março de 2011

Técnica torna célula-tronco de dente tão boa quanto embrionária


O laboratório de genética do Instituto Butantan, órgão da Secretaria da Saúde de SP, desenvolveu uma técnica que abre caminho para o tratamento de várias doenças - como doenças motoras, imunológicas, de regeneração de ossos e nervos, na reconstrução de células dos músculos, cartilagem e outros tecidos, e enfermidades psiquiátricas. A técnica se constitui em reprogramar células extraídas de dente de leite, tornando-as capazes de criar qualquer célula e tecido.

A pesquisa demonstrou que as células-tronco adultas da polpa de dente de leite podem ter a mesma versatilidade de células-tronco embrionárias, retiradas de embriões de poucos dias. "É como se conseguíssemos pegar uma célula de uma flor e a transformássemos novamente em muda, capaz de originar qualquer parte da flor. Com a descoberta nos igualamos a países desenvolvidos que trabalham com pesquisas de ponta", explica Irina Kerkis, do laboratório de genética do Butantan.

Antes, entre os países desenvolvidos, somente a China desenvolvia pesquisas de ponta nesta área. Outro benefício da técnica é que ela não é invasiva, além de ser mais rápida e barata que outros métodos.


Fonte: Terra Notícias

domingo, 20 de março de 2011

Instruções para arminianos.




Fonte: SEA

domingo, 6 de março de 2011

Olavo de Carvalho fala sobre o Mackenzie e Luiz Mott


A saber...


O Evangelho segundo Luiz Mott

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio , 2 de julho de 2007

O líder gay Luiz Mott, que se diz “Professor Doutor” e talvez o seja mesmo, já que os portadores desses títulos abundam nesta parte do universo, enviou ao jornal eletrônico Mídia Sem Máscara uma carta em que faz restrições literárias e teológicas ao meu artigo “Conspiração de Iniqüidades” (aqui publicado em 25 de junho). Sob o primeiro aspecto, ele o chama de “prolixo e pedante texto”. Achei particularmente adorável esse negócio de “tetexto” logo na entrada de uma reprimenda estilística. Mas deixemos isso para lá. Os professores doutores, no Brasil, escrevem assim mesmo, e de há muito já desisti de fazer algo por eles.

No que diz respeito ao conteúdo, meu artigo, segundo o referido, “ peca pelo abuso dos silogismos e calúnias contra a estratégia do Movimento Homossexual Brasileiro em ter reconhecidos seus direitos elementares de cidadania: do mesmo modo como os pastores e padres não podem nos púlpitos ou nas suas televisões citar e defender os versículos bíblicos que estimulam e abençoam o racismo, a discriminação contra as mulhres e a intolerância religiosa, assim também, a Lei deve proteger os homossexuais dos ataques e calúnias de quantos abusam do santo nome de Deus para semear o ódio contra cidadãos homossexuais que jamais foram condenados pelo Filho de Deus, Nosso Senhora Jesus Cristo. Portanto, Olavo de Carvalho, o Papa Ratzinger, os pastores fundamentalistas et caterva podem espernear a vontade, pois a história mais cedo que se espera, fará justiça contra esses fariseus, reconhecendo que também os homossexuais são templos do Espírito Santo e revelam, quando discriminados, a verdadeira face de Jesus. É legal ser homossexual! ”

Eu gostaria de responder a isso, mas creio que não posso fazê-lo. A mensagem, breve o quanto seja, traz tantos pressupostos subentendidos que o simples esforço de elucidar o seu sentido vai consumir praticamente todo o espaço desse artigo.

Em primeiro lugar, se há na Bíblia “ versículos que estimulam e abençoam o racismo, a discriminação contra as mulhres e a intolerância religiosa ”, então, evidentemente, o delito nefando de homofobia não está só nuns quantos padres, pastores e rabinos que “abusam do santo nome de Deus” , e sim na própria Bíblia. O livro sagrado dos cristãos e judeus, segundo o Professor Doutor Mott, é criminoso em si. O Professor Doutor se faz de humilde e inofensivo, fingindo criticar apenas uns tantos abusados, quando na verdade ataca e criminaliza duas religiões na sua base mesma, na raiz da sua tradição.

O Professor Doutor não prega abertamente a proibição do livro, mas deixa claro que só está disposto a permitir sua leitura em voz alta se ele for expurgado de todos os trechos considerados inconvenientes. A pergunta “Quem fará a seleção?” é ociosa, pois, de um lado, o Professor Doutor já considerou desqualificados para essa função “o Papa Ratzinger, os pastores fundamentalistas et caterva ”, subentendendo por esta expressão latina todos os desafetos do movimento gay ; de outro lado, ele próprio já fixou o critério seletivo: devem ser excluídos todos os versículos desagradáveis aos gays, às feministas, aos abortistas, aos adeptos de religiões fetichistas e animistas, bem como aos não-cristãos e não-judeus em geral, que se sentem barbaramente discriminados ao ouvir dizer que os primeiros são Filhos de Deus e os segundos são o Povo Eleito. Também não é preciso perguntar o que sobrará da Bíblia depois dessa amputação. Não sobrará nada daquilo que hoje se entende por judaísmo ou cristianismo. O resíduo final não soará ofensivo a ninguém, exceto aos cristãos e judeus, esses discriminadores malditos. Com relação aos versículos condenados, o Professor Doutor afirma taxativamente que os sacerdotes “não podem” citá-los ou defendê-los nem mesmo dentro de seus templos respectivos. Notem bem. Ele não diz que eles “não devem” fazê-lo. Ele não diz que eles “não poderão” fazê-lo se for aprovada uma lei que os proíba. Ele diz simplesmente “não podem”, no presente do indicativo. A proibição vigora portanto desde já, independentemente de aprovado ou não o projeto de lei dito “anti-homofóbico”. E não estão proibidos só os versículos anti-homossexuais, mas também os anti-feministas, anti-fetichistas, etc. etc. Estão proibidos não por alguma lei aprovada no Congresso, mas pela decisão soberana do Professor Doutor. Mais ainda: a expressão “não poder” não significa apenas ilegalidade ou proibição. Significa impedimento real, impossibilidade objetiva. Tão logo o Professor Doutor anunciou sua vontade, ela se impõe por si mesma como uma lei cósmica, e contrariá-la se torna tão inviável quanto reverter o curso dos astros ou fazer com que dois mais dois dêem cinco.

Se os leitores duvidam que a autoridade do Professor Doutor é divina, onipotente e onipresente, leiam com atenção. Ele acaba de impugnar o texto da Bíblia, e no instante seguinte fala em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só podemos concluir que a fonte de onde ele recebeu a mensagem divina não é a Bíblia nem as tradições baseadas nela. É uma revelação direta, que revoga a anterior e traz ao mundo um novo corpo de mandamentos. Mas, se os senhores, com algum ceticismo, perguntam como chegou ao Professor Doutor essa revelação, é porque não entenderam a dupla afirmativa essencial da sua carta: “ Os homossexuais são templos do Espírito Santo e revelam, quando discriminados, a verdadeira face de Jesus”. Com relação à primeira parte, é claro que templos do Espírito Santo somos todos nós, membros da espécie humana. O Professor Doutor não iria descer do seu pedestal só para repetir uma mensagem velha de dois mil anos. A novidade que ele introduz aí é formidável: os homossexuais são templos do Espírito Santo não enquanto meros seres humanos, mas enquanto homossexuais. Há portanto uma forma especial de ser templo do Espírito Santo, a qual não deriva da condição humana em geral, mas da prática do homossexualismo. O macho da espécie torna-se um templo do Espírito Santo no instante em que vai para a cama com outro igual. A sodomia tornou-se o oitavo sacramento, revelado ao mundo pelo Professor Doutor.

Mas não pensem, por favor, que ele é apenas um profeta a mais, um Jeremias ou Isaías qualquer. Seu verdadeiro estatuto espiritual, infinitamente superior, é elucidado na segunda parte da afirmativa, onde ele declara que o homossexual discriminado – ele próprio, modéstia à parte – “revela a verdadeira face de Jesus”.

Eis aí resolvido o enigma das fontes da revelação. O Professor Doutor não “recebeu” a revelação de parte alguma, ele simplesmente é a revelação, é o Logos encarnado que vem ao mundo castigar os fariseus, rasgar as páginas da Bíblia e instaurar a nova legalidade cósmica com a lista do que pode e do que não pode.

A diferença, a novidade radical desse acontecimento é que Cristo, na sua primeira vinda ao mundo, excluiu categoricamente a possibilidade de mudar uma só letra que fosse da Lei e dos profetas. O Segundo Advento copidesca, modifica e exclui páginas inumeráveis, institui o sacramento da sodomia e destina às penas do inferno todos aqueles que, como os profetas hebraicos, enxerguem nessa prática alguma coisa de errado.

Tão logo compreendido o sentido da mensagem do Professor Doutor, nota-se facilmente que ela não pode ser respondida. Não se discute com a autoridade divina, sobretudo quando ela não vem pelos canais indiretos da profecia e da tradição, mas pela própria presença do Verbo que se fez banhas e foi sacudi-las na Parada Gay.

Tudo o que posso fazer diante de acontecimento de tal magnitude é imergir em profundo silêncio contemplativo.

***

Não poder responder à mensagem do Professor Doutor não impede, no entanto, que eu faça a respeito uma distinção básica entre o paranóico megalômano ostensivo e o camuflado. O primeiro declara abertamente que é Deus. O segundo deixa isso subentendido nas entrelinhas. O primeiro desmoraliza-se a si mesmo instantaneamente. O segundo fascina a platéia com um discurso apenas vagamente incoerente mas ao mesmo tempo envolto na aura misteriosa de uma autoridade desconhecida. Uma vez analisado o discurso, ele se revela, ao contrário do que parecia, uma construção lógica perfeitamente coerente, com um só ponto absurdo: a premissa oculta que o sustenta, a fonte mesma da sua credibilidade. Assim, por exemplo, o Professor Doutor pode ao mesmo tempo impugnar a autoridade da Bíblia e falar em nome do Cristo que a consagrou como definitiva e imutável. Parece incoerente, não é mesmo? Vindos logo em seguida um ao outro, esses dois trechos revelariam na mente do seu autor uma desatenção patológica, uma incompreensão radical do sentido do que ele próprio diz. O Professor Doutor Mott, nesse caso, seria apenas um idiota. Mas, por favor, compreendam que o Professor Doutor é o próprio Cristo reencarnado, e a impressão de incoerência se dissipará no mesmo instante. O megalômano ostensivo é apenas um louco vulgar inflado de mania de grandeza. No megalômano camuflado, a mania de grandeza soma-se à astúcia de um sociopata manipulador, capaz de fazer da sua própria loucura uma fonte de autoridade. Ele é muito mais louco, evidentemente, do que o megalômano vulgar, mas não é nem um pouco idiota, como não o era o Doutor Mabuse. É esperto ao ponto de vender sua loucura, com sucesso, como sabedoria divina.

A eficácia hipnótica desse tipo de discurso deriva, na verdade, de um truque bem elementar. A mensagem tem de vir simultaneamente em dois planos: o da contradição aparente e o da premissa oculta que a resolve trocando-a por uma absurdidade substantiva. A contradição, entrevista de longe, provoca no ouvinte um vago desconforto intelectual. Mas, se é um ouvinte de boa vontade, disposto a aceitar o orador como guia confiável, ele atribuirá essa contradição a um erro de percepção dele próprio, não do orador, e por mero automatismo apostará na existência de alguma explicação mais profunda que lhe escapa no momento. Como essa explicação profunda existe realmente, mas o ouvinte não sabe que ela é absurda, a absurdidade oculta adquire então a força estupefaciente de um atrativo mágico, de uma fonte de autoridade secreta e inapreensível. Só a análise integral do raciocínio implícito pode desfazer o encantamento, mas raros ouvintes terão a prudência – e os meios intelectuais – de realizá-la.

Se o Professor Doutor houvesse inventado essa técnica ele seria, além de Deus, um gênio. Mas ela é de uso corrente no movimento revolucionário desde o século XIV pelo menos. O homem são sabe quanto é difícil agir com justiça para com seus próximos. Mas desde aquela época têm aparecido milhões de pessoas que se julgam habilitadas a implantar o reino da justiça no planeta inteiro. Implícita nessa promessa está a pretensão de deslocar o Juízo Final da eternidade para o tempo. De passagem mística para o supratempo que transcende o fim da História, o Dia do Juízo torna-se um episódio da própria História, trazido ao mundo pelas mãos humanas dos revolucionários gnósticos. Cada revolucionário é portanto o próprio Cristo vingador, que baixa dos céus com o látego divino para castigar todos os fariseus, entre os quais, é claro, “Olavo de Carvalho, o Papa Ratzinger, os pastores fundamentalistas et caterva ”.

Não há, pois, grande originalidade no ardil empregado pelo Professor Doutor. Original, sim, é o ato falho que ele comete logo no início da sua mensagem, ao imputar ao meu artigo o delito de “abuso de silogismos”. A acusação é monstruosamente extemporânea, pois esse artigo é uma descrição e análise psicológica de certos fatos, e não uma demonstração silogística do que quer que seja. Ao proferi-la, o Professor Doutor nada disse a meu respeito, mas também não atirou no vazio. Acertou em si mesmo. Não pode haver maior abuso da técnica silogística do que usar uma contradição como anzol para fisgar o ouvinte numa premissa oculta absurda, psicótica em sentido estrito.

Para a desgraça da humanidade, esse tipo de discurso é o de uso mais freqüente entre os revolucionários, profetas do mundo novo e justiceiros globais em geral. Tão freqüente, que já o empregam por mero automatismo e rotina, sem nem precisar conscientizar a intenção maligna com que o fazem.

Se o Professor Doutor usa desse ardil demoníaco para se fazer de portador do Espírito Santo, podem estar cientes de que isso é bem mais grave do que todos os pecados sexuais – homossexuais ou heterossexuais, pouco importa -- que ele possa ter cometido ao longo da vida. Quando o Apóstolo disse : “Nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra os principados e as potestades das trevas”, estava aí implícita a seguinte distinção: o que leva o ser humano aos pecados do sexo é o apelo da carne e do sangue. Nenhum crente genuíno e inteligente “combate” esses pecados, nem em si mesmo nem nos outros, mas tenta, com suavidade e paciência, canalizar para algum objetivo espiritualmente legítimo o impulso primário que os move, sabendo, como disse Agostinho, que “as virtudes são feitas da mesma matéria dos vícios”. Mas carne nenhuma e sangue nenhum podem inspirar a um ser humano a idéia satânica de fazer-se passar pelo Verbo Divino encarnado para rasgar as páginas do livro que Ele declarou sagrado e intocável. Essa inspiração não tem nada a ver com sexualidade, homo ou hetero: ela vem diretamente dos principados e das potestades, e estes não podem ser melhorados ou transmutados. Não há alquimia, humana ou divina, que devolva o demônio à sua condição originária de anjo. Espiritualmente, o Professor Doutor está numa encrenca dos diabos, no sentido mais literal da expressão. No fundo, ele sabe disso perfeitamente. Não espanta que deposite suas esperanças não no Deus eterno cuja autoridade ele usurpa, e sim na pretensa justiça da deusa História, essa velha prostituta que muda de clientes a cada geração, servindo a quem lhe pague mais.


Fonte: Olavo de Carvalho