domingo, 30 de maio de 2010

Vale do Jordão – berço de civilizações?


Zawya

AMÃ - Achados arqueológicos no norte do vale do Jordão estão obrigando os especialistas a repensar os padrões das primeiras civilizações.

Em Tabqat Fahel, 90 quilômetros ao norte de Amã, recentes descobertas indicam que o antigo sítio de Pella, o qual abrange desde os tempos pré-históricos até a era mameluca, pode ter sido uma parte do berço das civilizações.

Ao longo das últimas cinco temporadas, as equipes da Universidade de Sydney têm-se concentrado no início do período da Idade do Bronze, 3600 A.C - 2800 A.C, quando os seres humanos passaram de pequenas aldeias para cidades grandes e a comunidades urbanas.

Quando as equipes da Austrália e da Jordânia começaram a explorar a primeira
urbanização no Vale do Jordão, muitos esperavam que isso ocorreria posteriormente e que elas seriam influenciadas pelas civilizações florescentes ao leste e oeste.

Achados de um muro de cidade e outras estruturas, que datam de 3400 A.C e anteriores à 3600 A.C, mostram que Pella era um formidável cidade-estado ao mesmo tempo em que o Iraque sumério estava tomando forma.

Embora atualmente os especialistas voltam-se a Mesopotâmia e Egito quando se discute os primeiros centros da civilização antiga, no norte do Vale do Jordão também se deve ser dada uma menção, de acordo com Stephen Bourke, professor da Universidade de Sydney e líder do projeto Pella.

"Nós encontramos coisas tão antigas, se não mais antigas do que a Mesopotâmia e muito mais antigas do que o antigo Egito", disse ele.

Com a descoberta de uma fortificação no alto de uma colina e muros de uma grande cidade próxima a Tal Husn, os especialistas acreditam que o sítio de Pella era uma cidade formidável em torno de 3200-3400 A.C, 500 anos antes do esperado para a área.

"Estes não são apenas os sinais de uma pequena cidade, isto é uma massiva mega-cidade", disse Bourke.

Achados de cobre em Pella, originários da Anatólia e Chipre, também indicam significativo desenvolvimento econômico, social e político em um momento tão antigo quanto a Mesopotâmia e anteriores ao reinado dos faraós egípcios, disse Bourke.

A descoberta do cobre cipriota ainda levou os especialistas a acreditarem que o antigo Chipre começou a exportar cobre em 2500 A.C, 300 anos antes do que se pensava.

Segundo os achados, Pella na Idade do Bronze cresceu paralelamente com as poderosas civilizações da Mesopotâmia e Egito, ao invés de ser influenciada por seus vizinhos.

As semelhanças, no entanto, acabam em 2800 A.C, quando a civilização abruptamente parou na antiga Pell.

"O faraônico Egito e a Mesopotâmia desenvolveram-se em impérios massivos - e porque o Vale do Jordão não poderia seguir o exemplo?" observou Bourke, acrescentando que as futuras pesquisas, a partir de 2011, vão tentar responder a essa pergunta.

Bourke teorizou que um terremoto devastador combinado com as alterações climáticas podem ter contribuído para a desaceleração do desenvolvimento no Vale do Jordão, enquanto o Egito, ao lado, acelerou na terceira dinastia.

Também como parte das escavações futuro em Pella, equipes da Austrália e da Jordânia tentaram localizar um indescritível palácio da Idade do Bronze, a estrutura deveria ser semelhante aos palácios construídos a oeste do rio Jordão durante o período.

Alguns ainda têm esperança de que o palácio pode conceber um dos sonhos iniciais do projeto de Pella, quando foi estabelecido há 30 anos: Uma biblioteca de antigos tabletes de barro.

"Os resultados iniciais indicam que o palácio remonta provavelmente a cerca de 1400 A.C, o que seria o período correto do texto e das bibliotecas na área", disse Bourke.

Outro "Santo Graal" para o antigo sítio é os remanescentes da época de Alexandre, o Grande. Pella, que é nomeada após sua cidade natal na Macedônia, tem sido grandemente associada com Alexandre.

"Com um nome como Pella, sabíamos que havia uma conexão helenística no sítio", disse ele.

Embora os achados helenísticos terem sidos poucos e espaçados ao longo das últimas três décadas, as equipes no ano passado descobriram um esconderijo de moedas e cerâmica na encosta oeste de Husn indicando que o domínio ptolemaico no Egito pode ter alargado até Pella ocidental.

"Pella provavelmente teria estado na beira da linha efetiva de controlo no terceiro
século, e esta fortificação foi provavelmente estabelecida em uma colonização anterior - uma colonização macedônica - na zona oeste de Tel Husn", disse Bourke.

"Realmente ainda não temos encontrado a Pella helenística - ela está lá em algum lugar. Não estamos à espera de encontrar a nossa brilhante glória, mas uma visão sobre o período no Vale do Jordão", acrescentou.


Fonte: Zawya

sábado, 29 de maio de 2010

Arminianismo: Teologia Centrada na Graça

Algumas pessoas acreditam que o arminianismo não é nada mais do que uma teologia centrada no homem. O teólogo calvinista Louis Berkoff faz essa suposição falsa em sua Teologia Sistemática quando escreve que, essencialmente os arminianos acreditam que o homem coopera com Deus a fim de garantir a sua salvação. Isso simplesmente não é verdade e é uma falsa representação do arminianismo. Armínio nunca ensinou em seus livros que a salvação é produzida pela vontade da carne ou pelas as obras da carne. Ele ensinou corretamente, como fizeram os reformadores antes dele, que a salvação era obra do Espírito Santo através da pregação do evangelho de Jesus Cristo (Tito 3:5-7). Armínio acreditava, assim como Martinho Lutero e João Calvino, que a salvação era pela graça soberana de Deus dada a nós em Jesus Cristo e recebida pela fé (Efésios 2:8-9; 2 Timóteo 1:9-10).

No entanto, hoje a noção do arminianismo ser centrado no homem teologia continua. Se você simplesmente colocar "arminianismo teologia centrada no homem" no google, você terá todos os tipos de sites que divulguem esta ideia falsa. Repetindo, os arminianos não são semi-pelagianos nem pelagianos. O arminianismo defende a depravação humana, acredita que não há nenhum justo (Romanos 3:10), acredita que o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23) e acredita que a salvação é obra de Deus do início ao fim.

Em toda a realidade, eu gostaria de afirmar que o arminianismo não é uma teologia centrada no homem, mas é uma teologia centrada na graça. O calvinismo gosta de invocar o rótulo "Doutrinas da Graça", mas na realidade, quando você compara os dois sistemas o arminianismo é realmente uma teologia centrada na graça. Como assim?


1) Os arminianos ensinam que Deus deu a Sua graça, em seu Filho. João 1:17 diz: "Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo." Tito 2:11 diz: "Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens." Quem é esta graça encarnada senão o próprio Senhor Jesus. Jesus disse que se os Seus Apóstolos lhe viram, eles tinham visto o Pai (João 14:9). Jesus demonstrou perfeitamente o Pai já que Ele é um com Ele (João 10:30). A graça de Deus não é um ensino abstrato, mas é uma pessoa na Pessoa de Jesus Cristo. Jesus foi a graça de Deus dada à humanidade.


2) Os arminianos ensinam que Jesus morreu por todas as pessoas. Baseando-se em Tito 2:11 vemos que esta graça, na Pessoa de Jesus veio para a salvação de todas as pessoas. João 3:16 diz que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para morrer por nós. 1 João 2:2 diz: "e Ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro." Somente aqueles que abraçam o evangelho são salvos (Romanos 10:9-17), porém todos podem ser salvos mediante o cumprimento das condições que o próprio Deus criou, que são a fé e arrependimento (Atos 2:39; 2 Pedro 3:9).


3) Os arminianos ensinam que a salvação é realizada através de Jesus Cristo pela graça de Deus. De forma alguma acreditamos que a salvação se dá por mérito humano ou de obras. Jesus disse que a obra de Deus é crer naquele que ele enviou (João 6:29). Romanos 4:5 diz claramente que as obras não obtém justiça. Isaías 64:6 diz que a nossa justiça é imunda diante de Deus. Nossa única esperança de salvação é encontrada em Jesus e só Jesus (João 14:6). Não ousamos confiar nas obras da carne, mas só na Sua justiça perfeita (Filipenses 3:8-9; Cf. Romanos 10:4). O milagre do novo nascimento vem através do Espírito de Deus, regenerando-nos (João 3:3-7; Tito 3:5) Ele purifica os nossos corações do pecado, por Sua graça (Atos 15:09, 11). AS obras são importantes na vida do discípulo (Tiago 2:14-26), contudo as obras fluem de nossa salvação (Efésios 2:10) e nunca a obtém ou a segura (Romanos 11:6).



Fonte: Arminian Today

quarta-feira, 26 de maio de 2010

“Célula sintética”: vendendo gato por lebre


A verdade sobre a experiência de Craig Venter e o porquê da precipitação da mídia em atribuir a ela o status equivocado de "criação da vida"


Em 20 de maio, o geneticista norte-americano J. Craig Venter anunciou nos Estados Unidos que criou vida artificial em seu próprio laboratório. A notícia ganhou logo destaque em todos os principais jornais do mundo, que começaram a dizer as bobagens de sempre diante de anúncios desse tipo: (1) os seres humanos estão conseguindo “imitar” Deus e (2) tais avanços “desafiam” o que a Bíblia diz sobre a origem da vida. Nada mais falso. Tais afirmações revelam apenas o desejo que os jornalistas e formadores de opinião da mídia ocidental hodierna têm de que isso realmente aconteça algum dia. Afinal, a maioria dessa gente vive em guerra constante contra a cosmovisão cristã. Por isso, qualquer coisa que os devotos do naturalismo possam usar, mesmo que distorcidamente, para tentar atingi-la, será usado. A “célula sintética”, como foi batizada, é só mais uma tentativa, e outra vez vã.

Para começar, não houve nenhuma criação de vida no laboratório do senhor Venter. Trata-se de uma constatação óbvia diante dos fatos apresentados sobre a experiência, constatação esta que muitos cientistas renomados, avessos à religião e especialistas na área genética, não deixaram de destacar – aliás, como não poderia deixar de ser, para quem resolve analisar os fatos honestamente. Só alguns cientistas ávidos para “destituir” Deus preferem ir às favas com a lógica, dizendo mais do que os fatos dizem, como é o caso de Arthur Caplan, professor de Bioética da Universidade da Pensilvânia. Para delírio dos sensacionalistas anti-Deus, o homem chegou a dizer, em artigo para a revista Nature, que a experiência de Venter mostraria que agora, finalmente, o homem poderia, como Deus, “criar a vida”.

Já o geneticista Sérgio Danilo Penna, em artigo publicado no jornal britânico The Independent, foi sincero e aproveitou, como outros colegas em outras publicações, para explicar aos incautos o que realmente aconteceu no laboratório do senhor Venter: “Ele não criou vida artificial. Não houve criação de vida. Ainda falta muito para isso. Venter simplesmente trocou o genoma de uma célula viva por um genoma artificial. A vida é uma propriedade da célula e não do genoma”. Ou seja, a experiência de Venter, muito diferentemente de “criação”, foi na verdade um transplante genômico, uma adulteração do que já havia e com material que também já existia. Isso não é e nunca foi criação de vida. É mimetismo: uma imitação feita com e sobre algo que já existe. É mera manipulação da vida que já existe. Como reconheceu até mesmo a revista The Economist (que publica vários artigos anti-cosmovisão cristã), em sua edição de 20 de maio, “a melhor palavra” para descrever a experiência “não é ‘criação’, mas ‘adulteração’”.

Jim Collins, professor de Engenharia Biomédica da Universidade de Boston, em artigo na mesma revista Nature, ressaltou: “Francamente, os cientistas não sabem o suficiente sobre Biologia para criar vida. Embora o Projeto do Genoma Humano tenha expandido a lista de peças para as células, não há manual de instrução para reuni-las para produzir uma célula viva. É como tentar montar um avião jumbo operacional a partir de sua lista de peças – impossível. Embora alguns de nós na biologia sintética possam ter delírios de grandeza, nossos objetivos são muito mais modestos”. George Church, geneticista da Faculdade de Medicina de Harvard, admitiu o mesmo à revista e enfatizou a ilogicidade de quem divulgou a coisa como sendo “criação de vida”: “Imprimir uma cópia de um texto escrito em uma língua desconhecida não significa compreendê-la”.

Martin Fussenegger, professor de Bioengenharia Biotecnologia da Universidade ETH de Zurique, Suíça, também enfatizou o óbvio: que a experiência de Venter é importante, mas não mexeu em nada nos limites da natureza, como milhares de jornalistas do mundo “trombetearam” ignorantemente nas primeiras horas pós-anúncio.

A geneticista brasileira Mayana Zatz, articulista da revista Veja, e que não tem nada de religiosa, foi igualmente direta: “Foi uma bela e importante obra de engenharia genética, mas não se criou vida. A equipe de cientistas utilizou vidas existentes, tanto de bactérias como de leveduras, para conseguir esse feito. É importante deixar isso muito claro. O que os pesquisadores fizeram foi transformar uma vida em outra – no caso, uma bactéria Mycoplasma capricolum em outra, a Mycoplasma mycoides”.

Enfim, o que muitos colegas da imprensa fizeram na semana passada foi, consciente ou inconscientemente, ignorantemente ou não, “venderem gato por lebre”. E o que os levou a isso, a precipitarem-se em dizer algo tão improvável sem analisar os fatos? A tola e doentia vontade incontida em seus corações de quererem ver a criatura no lugar do Criador. Como sempre, debalde. Mas, quem disse que mais um tiro no pé vai impedi-los de continuar tentando? Esse é o espírito desta época (Rm 1.25).

"Eles trocam a verdade sobre Deus pela mentira e adoram e servem as coisas que Deus criou, em vez de adorarem e servirem o próprio Criador, que deve ser louvado para sempre. Amém!" NTLH


Fonte: CPAD News



Veja o vídeo sobre o feito

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Selos reais encontrados em Haft Tappeh


TV Press

Escavações arqueológicas no antigo sítio arqueológico de Haft Tappeh, perto da histórica cidade de Susã, renderam dois selos reais datados de 3.400 anos atrás.

Os selos cilíndricos contém escritos cuneiformes e médio babilônico, foram encontrados com um esqueleto de uma mulher, os especialistas dizem que ela poderia ter sido uma figura importante durante a era elamita.

"Trincheiras profundas e a recentemente cerâmica encontrada demostra que a cidade prosperou por 150 a 200 anos", disse Behzad Mofidi professor da Universidade de Mainz e chefe das escavações em Haft Tappeh.

"Estudos anteriores haviam mostrado que a área somente testemunhava uma época estrutural, mas os nossos resultados demostraram que as pessoas viviam na área há várias gerações em torno de 500 a.C.", acrescentou o professor.

Os arqueólogos já tinham encontrado um conjunto de edifícios de escritórios e tabuletas de argila na área, relatou a CHTN.

De acordo com Mofidi, os quartos foram usadas por escribas que mantinham registros de objetos, animais e armas.

Uma série de tabuletas de argila também foram decodificadas e em breve serão publicadas em persa e alemão.


Fonte: Archaeology Daily
Fonte original: TV Press

domingo, 16 de maio de 2010

Bispa gay é consagrada pela Igreja Episcopal


Evangélicos anglicanos na Irlanda têm exposto sua tristeza sobre a consagração de uma bispa gay pela Igreja Episcopal nos Estados Unidos

Numa declaração conjunta, a Igreja da Associação Evangélica Irlandesa, a Associação Evangélica Clerical da Irlanda, Vinho Novo (Irlanda) e a Reforma Irlandesa disseram que a consagração de Mary Glasspool à bispa sufragânea da Diocese de Los Angeles foi "uma clara rejeição de agradar a muitos a contenção graciosa" feito pelo arcebispo de Canterbury, Dr. Rowan Williams, o Relatório de Windsor e da recente reunião do Global South Primates em Singapura.

Eles disseram que o estilo de vida de Glasspool, que vive abertamente em uma relação com pessoas do mesmo sexo, era "contrário à vontade de Deus revelada nas Escrituras" e "errado e decepcionante.”

Disseram que: "A Igreja Episcopal (AIE) tem dado este passo provocador, apesar de saber da divisão e das dificuldades criadas pela consagração de Gene Robinson, em 2003.”

"Isso mostra um desrespeito deliberado aos outros membros da família anglicana e sugere que a ‘AIE’ não dá muito valor a unidade dentro do anglicanismo e também em toda a Igreja universal".

Os grupos evangélicos passaram a manifestar o seu apoio as pessoas que se sentiram no ‘AIE’ "alienados e feridos" pela consagração, bem como os anglicanos conservadores, que tinham tomado a decisão de romper com a ‘AIE’ e que agora estão presos em batalhas judiciais para prender suas propriedades da igreja.

Eles disseram: "Muitos cristãos de todas as tradições e denominações irão partilhar da nossa dor e ver a consagração de Mary Glasspool como uma rejeição desafiadora de fundamentos para a contenção e, mais importante ainda, como uma rejeição do padrão de santidade de vida chamado na Escritura e aprovado pelos crentes ao longo dos séculos."


Fonte: Christian Today


Assista o Vídeo

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A verdade pode ofender

Em nossa era pós-moderna, parece que o "amor" e a "aceitação" tem se tornado palavras-chave. Eu estava lendo um blog de autores emergentes nesta manhã e o autor estava escrevendo sobre como precisamos de doutrina, mas primeiro precisamos de amor. Ele disse que em muitas igrejas evangélicas, a doutrina é muitas vezes mais importante do que amor. Talvez ele esteja correto nesse pressuposto. Mas quanto mais ele escrevia, mais uma vez eu estava discordando de alguém do movimento emergente. Parecia que a sua visão de doutrina era muito pobre e que ele considerava o "amor" e a "aceitação" dos outros como o atributo mais importante da era cristã.

Aqui está o problema: a verdade pode ofender. O próprio Jesus amava a todos e lemos na Bíblia que Jesus era movido pela compaixão (Mateus 9:36). No entanto, ao mesmo tempo, Jesus nunca deu um chamado frívolo aos ser seus discípulos. Jesus disse que todos os que queiram segui-lo deveriam tomar a sua cruz e obedecê-Lo (Mateus 7:21-23; Lucas 9:23-25). Jesus disse que aqueles que são seus discípulos deveriam primeiro calcular o custo de ser discípulo e, em seguida, abandonar tudo por Ele (Lucas 14:25-35). Jesus disse que, se temos vergonha Dele e de suas palavras, então ele teria vergonha de nós (Mateus 10:32-33). Jesus de fato perdeu muitos discípulos ao longo do caminho, POIS os seus ensinamentos eram rígidos (João 6:60, 66).

O ponto é que a verdade deve ser ensinada num caminho de amor e compaixão, mas não podemos evitar o fato de que a verdade pode ofender. Ninguém gosta de ouvir que está errado. Todo mundo assume que está concorde com a vontade de Deus. Eu pessoalmente tenho visto as pessoas ficarem loucas quando eu mostro a elas a partir da Bíblia, a Lei de Deus e sua pecaminosidade diante dEle (1 Timóteo 1:8-11). Uma vez um missionário mórmon amaldiçoou-me por causa das verdades que eu estava mostrando a ele sobre os erros do mormonismo. Teve pessoas me chamaram de "intolerante" e que disseram que eu não tenho amor, porque digo às pessoas que se não se arrependerem, elas certamente morrerão (Lucas 13:05). Mas a verdade ofende e porém tenho que, diante de Deus, dizer a verdade.

Quando Paulo falava perante uma multidão semelhantemente aos nossos dias pós-modernos, ele não se afastava da verdade. Ao contrário de muitos emergentes, buscadores de pastores sensíveis e plantadores de igrejas, o objetivo de Paulo não foi a construção de sua igreja para obter mais dinheiro. Seu objetivo era a meta que o próprio Jesus tinha comissionado em Mateus 28:19-20, a qual era fazer discípulos de Jesus. Paulo declarou corajosamente aos pluralistas religiosos em Atos 17 que deveriam se arrepender (Atos 17:30-31), e em essência, o que Paulo disse em Atos 17:31 foi: "Está tudo errado e Deus tem demonstrado isso pela ressurreição do seu Filho dentre os mortos." A ressurreição de Jesus selou para sempre o acordo, que só Jesus seria o único mediador entre a humanidade e o verdadeiro Deus (1 Timóteo 2:3-4). Não temos sacrifício, mas agora temos Jesus (Hebreus 9:22); não temos outros deuses, mas temos Jesus (1 Timóteo 6:15-16). Possamos, assim como Paulo o apóstolo de Cristo, sem timides de dizer a verdade em amor, mas dizendo a verdade, no entanto.


Fonte: Arminian Today

Efe

CAIRO - Um grupo de arqueólogos egípcios encontrou em Luxor os restos de uma igreja do século V e de um nilômetro do II milênio a.C., anunciou nesta terça-feira, 11, o ministro de Cultura egípcio, Farouk Hosny.

Pelo comunicado do Conselho Supremo de Antiguidades (CSA), o achado ocorreu durante uma escavação de rotina no conhecido como Passeio das Esfinges, que liga os templos de Luxor e Karnak e que as autoridades egípcias tentam recuperar.

O secretário-geral do CSA, Zahi Hawas, explicou que os restos da igreja foram localizados no segundo setor do caminho, dos cinco nos quais está dividido. Hawas acrescentou que a igreja foi construída com blocos de pedra do período ptolemaico, que se estende entre os anos 350 e 30 a.C., e que estavam situados nas proximidades da avenida.

O secretário-geral do CSA disse que tinha descoberto um grande bloco de pedra com as inscrições "Monthemhat", quem fora governador da antiga Tebas durante a dinastia XVI, que governou entre os anos 664-525 a.C.

Sabri Abdel Aziz, chefe do Departamento do Antigo Egito, afirmou que a missão encontrou um nilômetro, construção subterrânea para medir o aumento do rio Nilo, no setor quatro do Passeio das Esfinges.

O nilômetro é composto por uma pedra circular e uma escada de caracol de sete metros. Além disso, contém um grupo de cerâmicas com datas do Império Novo (1569-1081 a.C.).

Além disso, a missão descobriu as bases de várias esfinges no último setor do caminho, que fica em frente ao templo de Karnak. Nos blocos podem ser lidas várias inscrições que confirmam que o rei Amenhotep III (1372-1410 a .C.) construiu esta parte da via.

O CSA tenta recuperar o Passeio das Esfinges, de 2,7 mil metros de comprimento e 70 de largura, que estava ladeada por uma dupla fila de figuras que representam leões tombados com cabeça humana ou de carneiro, símbolo do antigo deus egípcio Amon-Ra.


Fonte: Estadão

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domingo, 9 de maio de 2010

Justino de Roma - Apologia I


Citações selecionadas de Justino de Roma sobre a teologia pré-nicena relativa ao livre-arbítrio e a responsabilidade humana diante de Deus:


“...mas agora ele [Deus] nos persuade e nos conduz à fé para que sigamos o que lhe é grato, por livre escolha, através das potências racionais, com que ele mesmo nos presenteou.”


I Apologia – Capítulo 11.4


“Do que dissemos anteriormente, ninguém deve tirar a conclusão de que afirmamos que tudo o que acontece, acontece por necessidade do destino, pelo fato de que dizemos que os acontecimentos foram conhecidos de antemão. Por isso, resolveremos também essa dificuldade. Nós aprendemos dos profetas e afirmamos que esta é a verdade: os castigos e tormentos, assim como as boas recompensas, são dadas a cada um conforme as suas obras. Se não fosse assim, mas tudo acontecesse por destino, não haveria absolutamente livre-arbítrio. Com efeito, se já está determinado que um seja bom e outro mau, nem aquele merece elogio, nem este vitupério. Se o gênero humano não tem poder de fugir, por livre determinação, do que é vergonhoso e escolher o belo, ele não é irresponsável de nenhuma ação que faça. Mas que o homem é virtuoso e peca por livre escolha, podemos demonstrar pelo seguinte argumento: vemos que o mesmo sujeito passa de um contrário a outro. Ora, se estivesse determinado ser mau ou bom, não seria capaz de coisas contrárias, nem mudaria com tanta frequência. Na realidade, nem se poderia dizer que uns são bons e outros maus, desde o momento que afirmamos que o destino é a causa de bons e maus, e que realiza coisas contrárias a si mesmo, ou que se deveria tomar como verdade o que já anteriormente insinuamos, isto é, que a virtude e maldade são puras palavras, e que só por opinião se tem algo como bom ou mau. Isso, como demonstra a verdadeira razão, é o cúmulo da impiedade e da iniquidade. Afirmamos ser destino ineludível que aqueles que escolheram o bem terão digna recompensa e os que escolheram o contrário, terão igualmente digno castigo. Com efeito, Deus não fez o homem como as outras criaturas. Por exemplo: árvores ou quadrúpedes, que nada podem fazer por livre determinação. Nesse caso, não seria digno de recompensa e elogio, pois não teria escolhido o bem por si mesmo, mas nascido já bom; nem, por ter sido mau, seria castigado justamente, pois não o seria livremente, mas por não ter podido ser algo diferente do que foi.”


I Apologia – Capítulo 43


Fonte: PATRÍSTICA: Justino de Roma. São Paulo: Paulus, 1995.


Para baixar o PDF da I Apologia de Justino, CLIQUE AQUI.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Detectados vestígios de consciência em mulher em coma há 5 anos

Um exame de ressonância magnética pioneiro, realizado no hospital de Addenbrooke, em Cambridge, no Reino Unido, indicou que pacientes em estágios avançados de coma podem ter consciência sobre o ambiente ao seu redor.

A paciente Christine Simpson, 58 anos, mãe de dois filhos, que sofreu um grave acidente vascular cerebral há cinco anos, foi uma das primeiras a experimentar a técnica, batizada de Ressonância Magnética Funcional, como parte de um estudo maior.

O marido de Simpson, Colin, viu na oportunidade uma forma de provar que Christine tem consciência e é capaz de mover os olhos para cima e para baixo para responder sim e não, embora os médicos que acompanhem o caso afirmem que isso não é possível.

"Estes médicos de Cambridge parecem perceber o que se passa com pessoas como Christine - eles acreditam", afirmou Colin Simpson à BBC, acrescentando que pessoas como ela precisam ser capazes de comunicar desejos, compreensões e pensamentos.

Respostas
Ao todo, 54 pessoas em coma ou com lesões cerebrais graves foram examinadas por especialistas do Conselho para Pesquisa Médica de Cambridge e por estudiosos da Bélgica.

Os médicos pediram aos pacientes para que imaginassem jogar tênis - o que ativa determinada parte do cérebro - ou andar e dirigir, que utiliza outra parte.

Dessa forma, os médicos podem interpretar os exames como respostas "sim" ou "não" às suas perguntas. Cinco dos pacientes foram capazes de modular a sua atividade cerebral de forma perceptível aos aparelhos, dessa forma, sendo interpretados como respostas pelos médicos.

Para Christine Simpson, pediram que ela respondesse várias perguntas e que se imaginasse caminhando pela casa. "Ela não conseguiu fazer a parte do tênis, mas o fato de ter respondido às outras ordens prova o que sabíamos, que ela está consciente do que está acontecendo", disse o marido. No entanto, os resultados não são unanimidade na comunidade médica.

"Cuidado"
O neurologista Richard Burton, do hospital de Mount Zion, em San Francisco, questionou a natureza da suposta consciência verificada nos testes.

Para ele, é preciso cuidado para não interpretar demais os resultados, já que se sabe pouco sobre os processos de pensamento registrados, se é que eles realmente estariam ocorrendo.

"Se você analisar exames como estes, pode dizer que áreas estão ativas, mas não saberá se isso corresponde à ação de falar com os pacientes", disse Burton.

O médico também ressalta o dilema emocional para famílias, já que para muitos é mais fácil se acostumar com a ideia de que uma pessoa amada está totalmente inconsciente.

Para ele, se for aberta a possibilidade de que existe consciência nesses pacientes, muitos podem se desesperar pensando que eles vivem em uma prisão.

"Essa é a pior possibilidade possível já que cada parente tem uma concepção diferente do que deveria acontecer." Christine Simpson, por exemplo, hoje vive em um asilo, já que precisa de atendimento 24 horas por dia. O marido a visita e a leva para casa nos fins de semana.


Fonte: Terra Notícias