sexta-feira, 22 de julho de 2011

Geração Wi-Fi


Geração Wi-Fi



A sociologia tem classificado as recentes gerações conforme o contexto tecnológico em que elas aconteceram. Talvez você já tenha escutado termos como: geração X, geração Y e geração Z, etc. Cada uma dessas gerações imprimiu uma característica bem marcante naqueles que fizeram, ou ainda fazem, parte desse evento. Tal característica cunhada em cada pessoa colaborou para mudanças culturais em determinado tempo, que ao longo de anos, serviu para gerar mais uma geração. Essas mudanças ora contribuíram positivamente para o estabelecimento e conscientização de uma justiça social (e.g Martin Luther King Jr. lutou pela igualdade racial nos EUA) ora para a proliferação do uso indiscriminado de drogas (e.g Timothy Leary disseminou o uso do LSD entre os hippies).


Portanto, uma geração tem a dizer muito sobre o seu povo e sobre o futuro próximo do mesmo. Tudo isso também tem um grande impacto sobre a religiosidade do ser humano. A visão de Deus pode ser construída não mais sobre a rocha da Palavra, mas na areia movediça do entendimento humano decaído. O resultado disso é a união harmônica entre opostos que deveriam estar bem distantes uns dos outros. Não é de se admirar que o sincretismo religioso avançou a passos largos em cada nova geração até o presente momento. Mas então, em qual geração nós estamos? Como podemos determinar esse evento? Quais será o impacto disso para a próxima geração?


Creio que estamos vivendo na “Geração Wi-Fi”, ou seja, estamos vivendo na geração sem fio, sem cabo, sem laços... Uma geração que tem tudo para viver livre, mas em tudo se torna escrava dos meios que a cerca. A liberdade dos meios de comunicação modernos nos trouxe a falsa ideia que podemos “usar” o próximo da mesma forma que os usamos. A praticidade e mobilidade dos hardwares nos fizeram transportar esse universo digital para a realidade dos relacionamentos interpessoais. Os meios nos condicionaram a pensar em termos de um mundo irreal. Consequentemente, a superficialidade dos relacionamentos progride em escala astronômica. Os relacionamentos (e.g amizades, namoros, casamentos...) do mundo dito “moderno”, sendo uma vez conformado pelo que o cerca, perde a sua essência fundamental de ser pessoal e materialmente experimentável. Talvez seja mais fácil manter uma amizade “virtual” onde não há comunicação visível e palpável do que o velho e – me desculpe, agora vou falar um palavrão – TRADICIONAL círculo de amizades empiricamente demonstrável.


Tamanha é a hipocrisia dessa geração que nas redes sociais cada pessoa está cercada com mais de uma centena de amigos, mas tal pessoa sofre por não poder compartilhar de seus sentimentos mais profundos com simplesmente “1” pessoa. Não podemos ser enganados achando que amizades virtualmente descartáveis suprem a nossa carência de estar plugado em outra pessoa real. Certos tipos de arquivos da nossa vida real são tão imensos que os sistemas sem fio não podem transmitir. A vida real exige cabos e conexões complexas, a fim de, fazer o upgrade necessário para espantar a solidão daqueles que tendo muito não têm nada. Na vida real cabos e conexões não são um estorvo ou um empecilho para a liberdade. A real liberdade está na experiência de aprender a ‘‘se virar’’ na dificuldade imposta pelo fato de não sermos digitalizáveis. Ou seja, somos analógicos e temos que conviver com essa limitação. Pessoas reais não podem levar um delete da nossa vida. A simplicidade de teclar uma tecla não reflete a complexibilidade que tal ato exige. Temos que diferenciar as visões desses dois mundos diferentes, assim como as consequências em fazer rodar certos aplicativos mal intencionados em nosso HD.


Deus também não se escapa da teodiceia digital. O relacionamento com Deus está muito distante de ser um relacionamento sem cabos. A nossa principal conexão com Deus está na sua Igreja, que é o seu corpo. Somente na Igreja está disponível um software muito bacana chamado “Jesus 7.7”. Contudo, não basta fazer o seu download e se esquecer das atualizações periódicas que estão agendadas para cada domingo à noite. No final da atualização faça o favor de não ignorar o clique em “confirmar atualização”. O melhor trunfo dessesoftware é que durante o período em que você não está na Igreja, recebendo a atualização, você através de um dinâmico Roteador espiritual pode ainda permanecer em contato direto com Deus. Tal Roteador opera com tecnologia da Holy Spirit Corporation, a última tecnologia disponível em toda eternidade, capaz de te conectar simultaneamente com o Divino Administrador e com todos os outros usuários do software “Jesus 7.7”. O Roteador também é chamado de Encaminhador, por isso trate-o com carinho para que Ele encaminhe as tuas orações ao Administrador e aos outros usuários o mais rápido possível. Uma dica muito útil para o pleno funcionamento do Roteador é entregar toda a tua vida aos seus cuidados! Isso garante que não haverá perca de dados no meio da rota escolhida por Ele.


Já ia me esquecendo de falar sobre a disponibilidade do “Jesus 7.7”. Ele só pode ser encontrado onde a Palavra de Deus é pregada, mas não há motivo para pânico você ainda pode ter o seu. Basta procurá-Lo que você vai achá-Lo. Sobre os custos para a aquisição desse incrível software, fique tranquilo, pois Ele nos veio como Open Source. Portanto, a sua distribuição é livre; o seu código fonte é legível e inteligível; e a sua licença não faz acepção de pessoas.


Cuidado! Há uma empresa inimiga de nome Hell que está empenhada em conquistar o mercado do “Jesus 7.7”. Por isso, antes mesmo do lançamento do “Jesus 7.7” a empresa Hell colocou no mercado um software mal intencionado, chamado “Best 6.6.6”, repleto de vírus. Caso você tenha feito o download desse software, saiba que o “Jesus 7.7” tem o poderoso antivírus Holy Spirit’s Fruit: against Carnality . Para cada vírus há um antivírus correspondente. Vou lhe explicar melhor caro leitor. Se o “Best 6.6.6” conseguiu infectar o seu HD com o vírus da idolatria, por exemplo, então entrará em operação o poderoso antídoto da fidelidade. Você talvez necessite fazer uma formatação em algumas partes muito danificadas do seu HD. Pensando nisso, o “Jesus 7.7” irá utilizar duas ferramentas para formatá-lo. Uma dessas ferramentas é a regeneração, capaz de localizar as áreas que foram excluídas e recriá-las para o bom funcionamento do sistema como o era desde o princípio. A outra é a restauração, capaz de restaurar as partes corrompidas pelo “Best 6.6.6”.


A “Geração Wi-Fi” preocupa-se em demasia com as conexões do seu sistema, mas se esquece que, é do seu HD, de onde saem os plug-ins da vida. Veja só, caso o HD estiver corrompido, todo o hardware será prejudicado, e consequentemente você terá que desembolsar uma quantia considerável para recuperá-lo. Todavia, a realidade não permite tamanha operação em nosso sistema analógico corporal. Nesse caso, as condições financeiras não terão como auxiliar, pois o problema é tão profundo que somente um único Especialista tem poder para socorrer você. Este Especialista veio para restaurar os HD’s corrompidos! Veio para estabelecer uma Nova Conexão entre você e o Divino Administrador! Veio para otimizar o fluxo de dados que fazem o seu modem travar a toda hora! Veio para mudar a “Lista de Reprodução” do seu Media Player! Veio para personalizar a sua “Área de Trabalho”. Então, imagine o que Ele pode fazer em seus “CONTATOS.” !!!!!


Jesus Cristo é o Especialista! Ele quer revelar a “Geração Wi-Fi”, se ela Lhe permitir, atalhos seguros para um relacionamento bem intencionado com o “usuário” alheio. Relacionamento estabelecido num HD curado pela graça [imerecida/recebida]. Pois do bom HD saem os bons arquivos, e do mau HD saem os maus arquivos. Quem não conheceu conexão, habitará entre os portais. Aquele que tem internet discada, herdará uma banda larga. Como podeis ver, muitas promessas estão disponíveis aos “usuários” da presente geração. Porém, o que separa a “Geração Wi-Fi” de tamanhas bênçãos é apenas um simples "add" em Jesus. Uma vez adicionado em “Contatos” Ele multiplicará cem vezes mais a lista de amigos, de grupos e de favoritos.




Luís Henrique S. Silva

Acadêmico em Teologia - ULBRA


segunda-feira, 18 de julho de 2011

RECURSOS PARA UMA LIDERANÇA CHEIA DO ESPÍRITO

“Soluções Comprovadas Para Ministrar A Verdade e A Experiência do Batismo Cristão com o Espírito Santo”

Pastor Jack W. Hayford

A Palavra de Deus revela a importância que o próprio Jesus colocou sobre o Batismo com o Espírito Santo. Os seus discípulos estavam convencidos, e deram prioridade, da essencial necessidade e desejo de cada crente em receber a plenitude do Espírito Santo.


Podemos testemunhar essa prioridade manifesta no prático ministério dos apóstolos:


• Atos 8.15 – Pedro e João deram continuidade ao ministério do evangelista Filipe em Samaria.

• Atos 19.1-6 – Paulo deu continuidade ao ministério de Apolo em Éfeso.
(Algumas passagens básicas: Atos 1.5-8; 2.1-11; 8.4-25; 18.23-19.6; 9.10-17; 1Co 14.18)



Esses casos não só revelam uma prioridade bíblica, mas evidenciam um ministério compromissado da parte de seus líderes espirituais. Eles viram isso como a parte conclusiva do início da nova liderança espiritual no “Reino Vivente”. O novo nascimento (para o Reino) e o batismo nas águas (submissão ao Rei) foram/são acompanhados com uma experiência de capacitação destinada a qualificar e a habilitar os crentes ao ministério (ampliação do Reino). Assim, testemunhamos a prioridade apostólica de ver os novos crentes introduzidos nessa experiência.

Por qual razão a igreja apostólica “ministrou” a plenitude (batismo) com o Espírito Santo? Porque a verdade, a vida e o poder sempre são transmitidos pelo ministério. Pessoas são salvas pelo testemunho pessoal, elas ouviram a Palavra através daqueles que a anunciaram; elas são batizadas nas águas pelas pessoas que ministraram essa experiência – e por isso mesmo, o batismo com o Espírito Santo deve ser ministrado.

O Espírito Santo acompanhará e confirmará esse ministério, porque ele está baseado na Bíblia e está glorificando a Cristo. O Espírito tem prazer em se mover para qualquer lugar onde Jesus Cristo irá ser glorificado. O nosso povo é conduzido para a plenitude do Espírito a fim de que: Jesus seja glorificado em Sua Igreja, e que Ele abunde em cada um dos Seus seguidores por meio do Seu vivo ministério e poder; assim como Ele os tem salvado através da Sua morte redentora e ressurreição.


I. A Convicção do Líder Decidirá Suas Obrigações

Até eu não estar convencido sobre a importância do Batismo com o Espírito Santo, eu não me incomodarei em dar prioridade a isso em meu ministério. Para aprofundar a convicção, considere que:


A. A Plenitude do Batizado com o Espírito é uma “Herança” da Igreja (Atos 2)


O grupo de crentes no Pentecostes estava esperando por essa grande promessa – a “vinda” do Espírito, que Jesus descreveu como a promessa do seu ser “batizado com o Espírito Santo.”

O Soberano Deus escolheu esse momento fundamental para introduzir a Pessoa do Espírito, assim como a Sua presença, com manifestações sobrenaturais desta presença e do Seu poder. O que mais poderia indicar a dinâmica significância e substância que o próprio Pai coloca sobre essa experiência?

O Pentecostes não foi um “momento emocionalista” nem meramente um “evento estimulante.” Ele foi um momento modelador, e um evento determinista – demonstrando a prioridade e a dignidade dessa experiência, estabelecendo a sua importância para o avanço dimensional do poder do Reino de Cristo e a graça que seria estendida por meio da Sua Igreja.

Assim como Jesus ministrou no poder e na graça do Reino enquanto estava em um corpo terreno, Ele preparou os meios pelos quais continuaria o Seu ministério através do Corpo da Sua Igreja, para que do mesmo modo que Ele havia ministrado enquanto estava na terra, Ele capacite os Seus redimidos a ministrar por toda a terra.

B. Que Experiência Transformou Pessoas Comuns em Testemunhas Dinâmicas

Esse ardente ministério permitiu que o “testemunho” de Jesus (que é a evidência da realidade da Sua ressurreição como o Senhor da Glória) fosse estendido através de Suas testemunhas. A dimensão miraculosa da igreja (milagres, curas, evangelismo, confrontação com forças demoníacas ‘libertação’) segue no mesmo caminho do evento desta Igreja recém-nascida e da experiência dos discípulos quando receberam o batismo cristão de poder.

Líderes espirituais movidos tanto pela lógica bíblica quanto pela significância espiritual do Batismo com o Espírito Santo irão, naturalmente, querer ajudar outros a se abrirem para tudo o que o Senhor tem para eles. Além disso, não vamos somente levar as pessoas por esta inicial “inauguração na” experiência do Batismo com o Espírito Santo, mas também a servir nas necessidades de cada crente para ser continuamente renovado e ungido com o “óleo fresco” como está enfatizado na Escritura. Um preenchimento inicial não é o suficiente. Vamos ser cheios novamente hoje, afim de que possamos espalhar a Sua vida e a unção de poder para outros!

RESUMINDO, EM MINHA PRÓPRIA VIDA COMO LÍDER EU SOU COMPELIDO A RESPONDER ESSA QUESTÃO: “SERÁ QUE JESUS ACHA NECESSÁRIO O SEU POVO SER BATIZADO COM O ESPÍRITO SANTO?”

A aparente resposta é maior que “Sim”. A plenitude do Espírito Santo, embora não seja essencial para a salvação (somente a regeneração pelo Seu poder é necessária), é essencial para ministrar no poder da vida, do amor e da graça de Jesus. Poderíamos dizer que, “Não faz diferença se um crente é batizado no Espírito Santo – a salvo se nós não quisermos ajudá-lo a tornar-se um instrumento que fará a diferença em seu mundo pelo poder da vida vivida e ministrada por Jesus em e sobre eles!”


II. O Líder Inevitavelmente Enfrentará Perguntas Sobre Esse Tema

Essas perguntas sobre a origem do Batismo com o Espírito Santo não deveriam nos surpreender. Elas sempre existem quando a verdade é ensinada sobre cada coisa significativa que Deus faz na vida e experiência humana. Considere:

A. Batismo nas Águas – Imersão? Aspersão? Em nome de Jesus?
B. Apresentação Infantil – Dedicação? Batismo? Regeneração infantil?
C. Ceia do Senhor – Frequência? Transubstanciação? Ceia fechada?
D. Batismo com o Espírito Santo – Automático no novo nascimento? Sinal? Importância?

O NOSSO OBJETIVO não é simplesmente ministrar uma “doutrina”, mas guiar pessoas para uma “experiência de viver a Verdade.” Assim como o nosso propósito na conquista de almas não é convencê-las que são pecadores perdidos, mas de levá-las a uma experiência de novo nascimento em Jesus Cristo. Isso não é banalizar o ensino em relação a qualquer verdade bíblica. Aprender a Palavra de Deus sobre cada assunto é fundamental e fundacional. Entretanto, ensinar a “doutrina” do Batismo com o Espírito Santo aos irmãos não é o nosso principal objetivo. Pelo contrário, apresentá-los a uma experiência que lhes permitirá ministrar a vida e o poder do Espírito Santo é o nosso objetivo. Portanto, levar outros a verdade é levá-los a confrontar com Jesus – a Verdade viva, e também a experimentar uma obra libertadora do Espírito Santo em cada faceta da vida e da realidade até que Cristo nos chame.

ESTRUTURA BÍBLICA (doutrina) é necessária, mas Deus em Seu infinito conhecimento e entendimento é maior do que os nossos sistemas. Sistemas só podem descrever analiticamente uma experiência, mas os líderes devem levar os crentes a conhecer o Batizador – Jesus. A "experiência", embora importante, não é a nossa causa. Pelo contrário, queremos que as pessoas recebam o Espírito Santo em plenitude para o ministério. O principal propósito em vista são aqueles a quem ministramos este Batismo, pois eles receberão o poder que Jesus prometeu para ampliar as dimensões do Seu Reino. Não estamos oferecendo uma experiência para uma realização pessoal, mas para o cumprimento do propósito de Jesus na Sua Igreja, que é Sua vida, na Sua graça, e nas Suas obras de poder sobre a enfermidade, a doença e a atividade demoníaca!

ALÉM DISSO, NUNCA NOS ESQUEÇAMOS da abundante vida que provem como benefício corolário com o Batismo com o Espírito. Isso é um fato, que as pessoas que tem um encontro dinâmico com Cristo como Batizador com o Espírito, e que estão abertas a todas as dimensões do derramamento sobrenatural do Espírito Santo em suas vidas, também experimentarão:

1. Ampla liberdade e alegria na adoração.
2. Nova abertura da Escritura para a sua compreensão.
3. Maior capacidade na oração.
4. Maior sensibilidade e discernimento das coisas espirituais.
5. Capacitação distinta e dinâmica melhora na oração intercessória.


O Líder na Ministração do Batismo com o Espírito Santo


1. Avalie se a pessoa é um verdadeiro candidato.

• Verifique se a pessoa já nasceu de novo. Certifique-se que a busca é realmente “fome e sede” da plenitude do Espírito.
• Tenha certeza que aqueles que estão buscando entendem o que estão pedindo e o que isso envolve. Jo 8.32; Lc 24.49; At 1.8.
(Preliminarmente, é muito aconselhável se assegurar que você não está lidando com pessoas que tem ensinado falácias criadoras de dúvida ou medo.)

2. Estimule a fé que a Palavra de Deus assegura que receberão.

• Atos 2.39 – “Pois essa promessa é para vocês” (NTLH)
• João 6.37 – “e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.”
• Lucas 11.13 – “quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”
• Romanos 8.32 – “porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?”
• João 1.33 – “esse é o que batiza com o Espírito Santo.”
• João 16.24 – “pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.”
• Hebreus 13.15 – “ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome.” (NVI)

3. Leve-os a Jesus, Ele é o Batizador com Espírito Santo.

• Faça de Jesus o principal foco: Ele é o Único a quem se deve prestar atenção.
• Supere todos os medos – “Você está vindo para o nosso precioso Senhor!”
• Livre-os de pessoas que impõe pressão/obrigação de “desempenhar” para você – Jesus está fazendo a obra (você está apenas ajudando a levá-los a Ele).

4. Guie a(s) pessoa(s) em oração.

• Comece instruindo sobre a importância de ser uma criança para receber novas dimensões do Reino de Deus (Jesus disse que o Reino é das “crianças”).
• Ore por eles, os tenha orando com você para eles pedirem que Jesus venha batizá-los com o Espírito Santo.
• Enfrente os seus próprios medos como um líder. Não duvide que o Espírito Santo responderá as suas orações para que eles venham ao Senhor Jesus.

5. Seja um líder ousado, sem reservas, didático e cheio de fé em relação aos benefícios da língua espiritual, a disponibilidade deste recurso, e as nossas razões para esperar “línguas” acompanhando o seu enchimento com o Espírito Santo. Com referência a língua espiritual, os lembre de não ficarem com medo de “falar”, o Espírito “dará uma palavra.” At 2.4; 1Co 14.15; 13.1.

Inclua em suas orações palavras de agradecimento “com antecedência”, pois Jesus irá derramar sobre eles o Espírito Santo, assim como os irá capacitar a louvá-Lo em novas dimensões.

Às vezes as pessoas precisam ser incentivadas a se aventurar – deixar a segurança das palavras conhecidas. Exorte-os a crer que se eles abrirem as suas bocas e falarem, o Espírito Santo os encherá com uma nova língua (Jr 1.9), por isso eles devem falar.

Incentive cânticos de louvor – alguns liberam a língua espiritual através de cânticos. Confirme que a mais simples expressão não é carnal, nem indigna (1Co 14.10). A prática da língua espiritual inicial dará mais liberdade.

Combata a mentira que eles estão “fingindo”. Essa é forma padrão de Satanás [tirar] tudo aquilo que Deus nos prometeu.

Refute qualquer opinião de que eles “poderiam receber algo satânico”. Jesus ensinou o contrário (Lc 11.9-13), o Adversário não pode sequer chegar perto para falsificar essa experiência. Jesus não vai deixa-lo fazer isso! Deixe o amor de Deus vencer o medo (2Tm 1.7).

Afirme que o Espírito está operando, mesmo que a pessoa não receba provas confirmando no momento. Estimule-os a testemunhar, tendo certeza do que eles experimentaram e que o Espírito Santo os ungiu.

Fé é a chave introdutória e de contínua dispensação do Espírito, ela pode aguardar a vinda – breve – da língua espiritual.

O nosso objetivo é levar a fome e a sede ao extremo. Isso não é forçar qualquer tipo de resposta ou criar um senso de obrigação ou de culpa!

A experiência prova que normalmente metade, até mesmo dois terços, das pessoas que oram para receber a língua espiritual, caso tenham orado com fé, irão recebê-la imediatamente e sem pressão. Onde habita a fé e o amor, todos receberão em tempo – algumas horas ou dias após.


Recursos Adicionais de Liderança
(Breve publicação de um artigo de Jack W. Hayford)

“Sobre o ‘Batismo com o Espírito Santo’, defendemos...


• ...que o multifacetado ministério de Jesus notavelmente apresentou a Sua função como o Único que “Batiza com o Espírito Santo” (Jo 1.33), e que isso se revela como um ministério distinto e separado da Sua função como “O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29);

Portanto, distinguimos o ministério de Cristo como – o nosso Salvador do pecado, e como o nosso Batizador com o Espírito.

• ...que ser cheio com (ou batizado no) Espírito Santo é uma experiência distinta e separada da regeneração pessoal; e que o novo nascimento e o batismo no Espírito Santo pode ocorrer cronologicamente em imediata proximidade, essas experiências não são simultâneas ou sinônimas (At 9.17; 10.44-48).

Portanto, recebemos a promessa do “selo do Santo Espírito” como oferta após crermos (Ef 1.13), e não vemos o novo nascimento e o batismo com o Espírito Santo como a mesma coisa.

• ...que o Dia de Pentecostes inaugurou a intemporal “promessa do Pai” prometida por Jesus, dizendo que eles seriam “batizados com o Espírito Santo” (At 1.5); que o contínuo propósito desse batismo é prover poder espiritual para viver, servir e testemunhar a Cristo; e que esse batismo é acompanhado por sinais sobrenaturais – uma expectativa que continuou na Igreja primeva como confirmação da plenitude, presença e poder do Espírito Santo (At 10.46; 11.15-18).

Portanto, permanecemos firmes em nosso ardor para obter essa experiência à qual Cristo nos chama e ordena receber, a fim de sermos capazes de ministrar a Sua vida, verdade e poder ao nosso mundo; e estamos inequívocos em nossa expectação da manifestação de sinais do Espírito Santo “como no princípio.”

• ...que o texto do Novo Testamento geralmente liga os crentes falando em línguas ao seu estar “cheio do” ou “receber” o Espírito Santo, por isso esperamos que essa faceta da experiência seja (a) uma expressão digna de louvor a Deus (At 2.11), (b) o cumprimento dos sinais que Jesus disse que caracterizaria os crentes (Mc 16.15-19), (c) atemporalmente disponível (At 2.4; 10.44-48; 19.1-6), e seja (d) continuamente nutritiva e prática (1Co 14.3; Jd 20).

Portanto, insistimos que cada crente receba a benção de falar em línguas para que os múltiplos benefícios deste recurso do Espírito Santo possa edificar sua vida diária; assim, usando em espírito de oração o poder do Espirito prometido por Jesus, “rios de água viva” poderão continuamente correr do interior de uma vida cheia de, orando em, servindo através e testemunhando com capacitação sobrenatural. (Jo 7.37-39).

• ...que o Novo Testamente claramente faz distinção entre (a) o “dom de línguas” como um exercício público não concedido a todos os crentes (1Co 12.10-30) e sempre acompanhado por interpretação (1Co 14.5, 26-33), e (b) os benefícios de falar em línguas “a Deus” (1Co 14.2), possibilitando louvor, oração e adoração (1Co 14.14-18), assim como batalha espiritual (Ef 6.18-20) e auto-edificação (Jd 20).

Portanto, não confundimos o dom público e o exercício privado da língua espiritual, mantemos a liberdade com a ordem em relação as “línguas” em nossa vida congregacional, e constância com fervor em relação as “línguas” em nossa vida devocional.

• ...que as ações dos apóstolos revelam a prioridade da Igreja primeva em ver os crentes iniciados na plenitude do Espírito Santo (Seu ser “recebido” ou “veio sobre eles”); que os convertidos que ainda não tinham recebido foram ensinados e ministrados de maneira que uma vez auxiliados desejaram e receberam essa experiência (At 8.14-19; 19.1-6).

Portanto, damos grande importa ao ensino e orientamos os crentes a buscar Jesus para ter a sua própria experiência de Batismo com o Espírito Santo, e a desejar, aguardar e acolher a Sua chegada “como no princípio.”

• ...que a verdade e a paixão vistas na Palavra de Deus são a fonte do nosso zelo em exortar a todos os crentes, quando buscarem Jesus como o “Batizador com o Espírito Santo”, a começar a “falar em línguas como o Espírito lhes concede” (At 2.4); não como um requisito para verificar a própria experiência ou valor espiritual, mas como uma expectação bíblica para cada um de nós – uma graça concedida como parte permanente da nossa caminhada diária na vida e poder do Espírito.

Portanto, não somos passivos quando é ministrada a plenitude do Espírito Santo ou no ensino do caráter do falar em línguas – prioridade, busca e prática fomentada pela Palavra de Deus, não como um dogma requerendo as “línguas” como evidência, mas como uma dimensão provida a cada crente num recurso diário em Cristo (1Co 14.18).

Portanto, concluímos...

Que a nossa missão e a nossa expectação em relação ao ensino e aos crentes levados a plenitude do Espírito Santo está enraizada na Palavra de Deus: (1) por isso, chamamos a cada crente para “receber a promessa do Pai”, e ser “batizado no Espírito Santo”, e também (2) esperamos que todas as pessoas cheias do Espírito livremente falem em línguas; ensinamos que o que é iniciado “como no princípio” não é experimentado como clímax, mas recebido como no começo – pretende iniciar um “caminhar no Espírito” (Gl 5.16, 25), e lançar uma via para ser continuamente “cheio do Espírito Santo... dar sempre graças por todas as coisas a Deus, o Pai, em nome do nosso Senhor Jesus Cristo” (Ef 5.18-20).


Imprima este artigo em PDF

quinta-feira, 7 de julho de 2011

BIOGRAFIA: Quem foi Jacó Armínio


Quem foi Jacó Armínio


Jacó Armínio foi um teólogo holandês (1560 - 1609), nascido em Oudewater, Utrecht. Muito jovem tornou-se órfão de pai1 (Hermann Jakobs), que deixou uma viúva com três filhos pequenos para criar. A sua mãe (Angélica), irmãos e parentes morreram durante o massacre espanhol em Oudewater em 1575.2 O pastor Theodorus Aemilius adotou Armínio e o enviou para ser instruído em Utrecht, após a sua morte, coube ao professor Rudolph Snellius trazê-lo a Marburgo e o qualificar para estudar teologia na recém-fundada Universidade de Leiden (1576-1582).3

A sua formação teológica em Leiden, entre 1576 a 1582, incluiu os professores Lambertus Danaeus, Johannes Drusius, Guillaume Feuguereius e Johann Kolmann. Kolmann ensinava que o hiper-calvinismo transformava Deus em um tirano e homicida, sob a sua influência Armínio começou a elaborar uma teologia que competiria com teologia reformada dominante de Calvino. Em 1582, Armínio tornou-se aluno de Theodoro de Beza em Genebra. O uso do método filosófico ramista o forçou a mudar-se para Basileia4 (1582-1584), onde assistiu às aulas de J. J. Grynaeus. De volta a Genebra, Armínio fez amizade com Johannes Uyttenbogaert, que viria a ser o seu principal aliado nas futuras discussões teológicas. Durante estes anos, em Genebra ele gozou de uma boa relação com Beza, que respondendo a uma carta vinda de Amsterdã (Junho de 1585) disse o seguinte:


“Deus lhe deu um apto intelecto tanto ao que concerne a apreciação quanto ao discernimento das coisas. Se, doravante, este for regido pela piedade,... inevitavelmente este poder intelectual,... irá produzir os mais ricos frutos.”5


A sua estadia em Genebra foi novamente interrompida (1586/1587) por uma viagem à Itália que durou alguns meses. Em Pádua ele assistiu as aulas de filosofia de Tiago Zabarela. Por ter passado em Roma os seus acusadores lhe infamaram, dizendo que tinha “perdido a fé (calvinista)” devido à exposição dos jesuítas.

Em 1588, ele foi chamado para ser pastor em Amsterdã, a partir de então, Armínio ganhou reputação como um promissor teólogo, bem educado em Marburgo, Leiden, Genebra, Basileia, Pádua e recomendado por Beza. Em 16 de setembro de 1590 ele se casou com Lijsbet Reael, uma aristocrata que lhe garantiu circular entre os comerciantes e líderes mais influentes da cidade. Em 1591, no entanto, ele se envolveu em uma disputa6 com um imigrante flamengo chamado Petrus Plancius (1552-1622), onde foi necessário a intervenção do consistório, pelos burgomestres de Amsterdã, para manter a paz e abafar as divisões na população.7

A fama de Armínio como homem bem instruído na Sagrada Escritura o fez ser recrutado pelos líderes da igreja de Amsterdã para refutar as ideias do teólogo Dirk Koornhert. Segundo este teólogo, o calvinismo é inaceitável, pois a sua doutrina sobre a predestinação nega a justiça de Deus. Com o objetivo de refutar Koornhert, Armínio estudou os seus escritos e comparou-lhes com as Escrituras, com a teologia dos Pais da igreja e de outros teólogos protestantes de influência.8 Ao final dessa empreitada, Armínio se convenceu que algumas das ideias de Koornhert estavam corretas.9

A morte quase simultânea em 1602 de dois professores da Universidade de Leiden, Franciscus Junius e Lucas Trelcatius o ancião, abriu espaço para que Armínio em 1603 fosse chamado para ensinar teologia. Armínio e Lucas Trelcatius o jovem foram admitidos, mas Franciscus Gomarus (1563-1641) cautelosamente aprovara Armínio por suspeitar de heterodoxia. A admissão de Armínio trouxe um novo período de debates teológicos e teve apoio político por parte de Johannes Uyttenbogaert e Johan van Oldenbarnevelt.

Armínio permaneceu em Leiden como professor de 1603 até sua morte em 1609. Durante este tempo, ele envolveu-se numa árdua disputa com o seu colega teólogo Franciscus Gomarus, que representava a teoria supralapsariana da eleição. Segundo esta teoria, Deus decretou a eleição de alguns e a condenação de outros, e depois permitiu a queda como meio pelo qual essa eleição e reprovação teriam efeito.10 Armínio não negava que a Bíblia falava sobre predestinação, mas afirmava que Deus predestinou aos eleitos porque sabia de antemão quem teria fé em Jesus Cristo. Gonzalez explica o seguinte sobre a teologia de Armínio: “...o grande decreto da predestinação determinava que Jesus Cristo seria o mediador entre Deus e os seres humanos. Esse era um decreto soberano, que não dependia da resposta humana. Mas o decreto referente ao destino de cada pessoa se baseava, não na vontade soberana de Deus, senão em seu conhecimento de qual seria a resposta de cada pessoa ao oferecimento da salvação em Jesus Cristo.”11

Em 1607 Armínio apelou aos Estados da Holanda, para que através de um concílio ou sínodo estes problemas pudessem ser resolvidos com dignidade e com base bíblica. Então, em março de 1608, a Suprema Corte colocou Armínio e Gomarus frente a frente para ouvi-los. O veredito foi que, não tendo a controvérsia relação com os pontos principais referentes à salvação, então que cada um fosse indulgente com o outro. A não desistência de Gomarus em atacar Armínio levou os Estados da Holanda a propor aos dois oponentes uma reunião de reconciliação. Essa reunião seria realizada em Haia (agosto de 1609), mas Armínio que estava com tuberculose viu-se forçado a voltar para Leiden, onde morreu em outubro de 1609.12


Notas:

1 BANGS, Carl. Arminius: A Study in the Dutch Reformation. Grand Rapids: Asbury Press, 1985. 25p.
2 WALKER, Williston. História da Igreja Cristã. Trad. Paulo D. Siepierski, 3. ed. São Paulo: ASTE, 2006. 634p.
3 LEEUWEN, Marius van; STANGLIN, Keith D.; TOLSMA, Marijke (eds.). Arminius, Arminianism, and Europe: Jacobus Arminius (1559/60-1609). Leiden: Brill, 2009. Introdução ix-xvi pp.
4 Idem.
5 Idem. Tradução do autor.
6 A disputa estava relacionada a sua exposição de Romanos 7 e 9, e as declarações sobre a eleição divina e a reprovação.
7 ISRAEL, Jonathan I. The Dutch Republic. Its Rise, Greatness, and Fall, 1477-1806. New York. Oxford University Press: 1995. 347p.
8 GONZALEZ, Justo L. Historia del Pensamiento Cristiano. Nashville: Editorial Caribe: 2002. 3 vols. V. 3. 285p.
9 ___________________Historia del Cristianismo. Miami: Editorial Unilit: 1994. 2 vols. V. 2. 316-317pp.
10 WALKER. op. cit., 634p.
11 GONZALEZ, Justo L. Historia del Pensamiento Cristiano. Nashville: Editorial Caribe: 2002. 3 vols. V. 3. 285p.
12 LEEUWEN, Marius van; STANGLIN, Keith D.; TOLSMA, Marijke (eds.). op. cit. Introdução ix-xvi pp.


Imprima este artigo em formato PDF