sábado, 20 de dezembro de 2014

Teologia Wesleyana: Arminianismo

O fundador do avivamento metodista na Inglaterra, e da Igreja Metodista Episcopal nos Estados Unidos, foi John Wesley, um sacerdote da Igreja da Inglaterra. John Wesley foi um brilhante teólogo e pregador, professor da Universidade de Oxford e um evangelista itinerante, que tinha um interesse profundo e duradouro na aplicação de teologia para a vida cotidiana. Logo no início de seu ministério Wesley tornou-se um arminiano em sua teologia da salvação, modificando-a um pouco ele a aplicou em sua própria vida e na vida de fé de suas sociedades metodistas. Esta compreensão teológica tornou-se geralmente conhecida na teologia sistemática como "A Ordem da Salvação de Wesley" e pode ser resumida da seguinte forma:

1. Graça Preveniente:
Os seres humanos são totalmente incapazes de responder a Deus a menos que Deus em primeiro lugar os capacite a ter fé. Esta capacitação é conhecida como "graça preveniente." A graça preveniente não nos salva, mas, vem antes de qualquer coisa que fazemos, nos atraindo a Deus, tornando-nos QUERER vir a Deus, e permitindo-nos ter fé em Deus. A graça preveniente é universal, na medida em que todos os seres humanos a recebem, independentemente de terem ouvido falar de Jesus. Ela se manifesta no profundo desejo da maioria dos seres humanos de conhecer a Deus.

2. Graça Justificadora:
Depois de sermos levados a Deus e capacitados a responder com fé ao dom oferecido da salvação, e - o mais importante - quando, na verdade, dizemos "sim" e aceitamos Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador, nos é dada a "graça justificadora", a qual absolve os nossos pecados e nos incorpora no Corpo de Cristo. Este é o ponto de "inteira regeneração", na qual os seres humanos retornam ao estado de Adão e Eva no Jardim. Às vezes refere-se como sendo esse ponto e tempo na vida de alguém quando está "salvo". Na graça justificadora somos julgados afim de não sermos "culpados" dos pecados, apesar de sermos MUITO culpados e, apesar de AINDA cometermos pecados. Jesus, no entanto, perdoa os nossos pecados e, por meio de sua graça, somos vistos por Deus como como se fôssemos tão justos quanto Cristo.

3. Graça Santificadora:
A justificação pela graça mediante a fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador não termina, no entanto, sua caminhada na graça. Uma pessoa não "chegou" no final da caminhada quando está salva. A justificação é o ponto em que Deus nos julga "como SE fôssemos Cristo". A perfeição, a justiça, de Jesus ainda não faz PARTE de quem somos, embora sejamos vistos por Deus como SE fôssemos justos. A graça santificadora trata de fazer o julgamento exterior da PARTE "justa" de quem SOMOS. A justiça de Cristo é, por meio de nossa abertura à graça de Deus, faz parte cada vez maior de QUEM somos. Tornamo-nos MAIS e MAIS como Jesus. Em outras palavras, o amor e vontade de Deus em Jesus Cristo são enxertadas em nossas vidas e nos tornamos mais e mais parecidos com Jesus.

4. Perfeição:
Embora nenhum de nós possa ser perfeito por nossa própria capacidade ou vontade, no entanto, acreditamos que pela graça santificadora somos transformados em uma maior e maior semelhança de Cristo Jesus. À medida que crescemos na graça santificadora nos aproximamos da vontade de Deus para nós e, na glória, podemos confiar que vamos estar em total conformidade com a vontade de Deus para nós. Contudo. também acreditamos que pela graça santificadora somos abençoados em momentos ocasionais, instâncias fugazes, de conhecer e viver na perfeita vontade de Deus. Isto é o que Wesley quis dizer quando disse que todos nós estamos sendo "movidos em direção a perfeição."


Fonte: http://www.revneal.org/Writings/WesArmin.htm

domingo, 14 de dezembro de 2014

Irmã Aimee Responde!



3) PORQUE É EXTREMAMENTE NECESSÁRIO SER CAPAZ DE PROVAR, QUANDO SE PREGA O BATISMO DO ESPÍRITO SANTO, QUE O ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA E NÃO UMA INFLUÊNCIA?

Porque se o Espírito Santo for meramente uma influência, ele poderia ser recebido em porções e doutores estariam justificados em se desculparem de seguir e receber “UM só batismo” falado em Ef 4.5, dizendo: “Bem, eu recebi uma medida do Espírito Santo”.  Também iriam confundir as muitas unções do Espírito com o “UM só batismo”, e o Espírito Santo seria considerado, por exemplo, como um vaso de água que poderia ser recebido medida a medida, pouco a pouco. Isto, percebemos imediatamente, não é escriturístico quando comparado com o Batismo no Espírito Santo registrado na Palavra (At 2.4, 8.17, 10.46 e 19.6).

Entretanto, imediatamente quando se reconhece o fato de que o Espírito Santo é uma pessoa, percebe-se que quando ele toma posse, fazendo do corpo o seu templo, ele toma posse por completo (não uma porção de uma vez e outra depois), e que se tem igualmente recebido a totalidade do Espírito Santo ou não se tem recebido nada dele, ou seja, no sentido da sua vinda pessoal e literal. Pode haver muitas unções, mas “UM só batismo.”

sábado, 6 de dezembro de 2014

10 Coisas Que Você Deve Saber Sobre Jacó Armínio


Por Devin League

Hoje é o 455º aniversário de nascimento de Jacó Armínio (10 de outubro de 1559). Para comemorar, colocamos 10 coisas que você deve saber sobre o pastor e teólogo reformado holandês.

1) O seu nome de nascimento era Jacob (Jacó) Harmensz, ou Harmenszoon, nome holandês que significa “filho de Harmen”. Quando ele se matriculou na universidade de Leyden, ele usou o nome Jacobus Arminius, que é a versão latinizada do sei próprio nome. Armínio é mais conhecido por este nome porque este se tornou um rótulo para a escola teológica baseada em seus escritos (arminianismo).

2) Armínio passou por tragédias pessoais. O seu pai, um ferreiro, morreu quando ele era apenas um bebê. Certo pastor chamado Theodore Aemilius então o adotou, mas ele também morreu em 1574 quando Armínio tinha apenas 15 anos de idade. No ano seguinte, a sua mãe e os seus irmãos foram mortos no Massacre Espanhol em Oudewater, a sua cidade natal.

3) Na véspera da sua saída da Universidade da Basileia, ela espontaneamente lhe ofereceu o doutorado. Armínio recusou, alegando ser muito jovem para recebê-lo, ele tinha na época 24 anos.

4) Armínio considerava a si mesmo ser um verdadeiro seguidor de João Calvino e durante a sua estadia em Genebra, foi tido em alta consideração pelo sucessor de Calvino, Teodoro de Beza. De fato, Beza escreveu uma carta de recomendação para a igreja de Amsterdã a respeito de Armínio, dizendo: “tanto a sua vida quanto a sua sabedoria têm sido aprovadas por nós, portanto esperamos o melhor delas em todos os aspectos.”

5) Em 1587 Armínio foi autorizado a pregar e começou o seu pastorado em Amsterdã. No outro ano ele foi ordenado e serviu como pastor por 16 anos. Armínio tinha um coração de pastor, o qual se demonstrou de forma maravilhosa durante uma praga em Amsterdã em 1602, entrando em casas de pessoas contaminadas lhes dando água e comida.

6) Armínio se casou com uma mulher chamada Elisabete Real em 1590. O casal teve ao total nove filhos. Infelizmente, três morreram muito jovens.

7) O lema de Armínio, que ilustra como ele viveu a sua vida, era “bona conscientia paradisus” cuja tradução é “uma boa consciência é um paraíso.”

8) Durante o seu pastorado, Armínio foi encarregado de refutar um homem chamado Dirck Coornhert, que tinha notoriamente discordado do calvinismo sobre a predestinação e justificação. Armínio pretendia refutá-lo comparando os seus escritos com a Escritura, pais da igreja e reformadores. Porém, em última análise, Armínio concordou com Coornhert, mas decidiu não falar sobre isto num primeiro momento para manter a unidade. Eventualmente, sentiu que não poderia manter uma boa consciência calado sobre os seus desacordos, então começou a expressá-los apesar da controvérsia.

(Nota do Tradutor: biógrafos modernos de Armínio discordam que tenha sido este contato com Coornhert o fator determinante do afastamento dele da soteriologia calvinista)

9) Armínio retornou a Leyden em 1603 para servir como professor de teologia. Enquanto esteve ali, percebeu que os estudantes estavam se inclinando mais para a controvérsia entre ele e o seu colega, o professor Gomarus, ao invés da Escritura. Armínio rapidamente se esforçou para corrigir essa distração, guiou os estudantes de volta a Escritura como fundação da verdade.

10) O ponto principal da discórdia contra Armínio foi o tópico da predestinação. Em sua “Carta Endereçada a Hippolytus A Collibus”, Armínio definiu a predestinação deste jeito: “Ela é um terno e gracioso decreto de Deus em Cristo, pelo qual Ele determina justificar e adotar os crentes, e dotá-los com a vida eterna, porém condenar os descrentes e impenitentes.” Armínio entedia que a visão calvinista da predestinação era inconsistente com o caráter de Deus em Cristo como revelado no Evangelho.





Referências


Roger Olson – Teologia Arminiana

Kasper Brant – The Life of James Arminius

A Sketch of the Life of James Arminius – The Wesley Center Online

Jacó Armínio – A Letter Addressed To Hippolytus A Collibus











[1] http://www.gospeldistrict.com/ourblock/2014/10/6/10-things-you-should-know-about-james-arminius

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sábado, 29 de novembro de 2014

Irmã Aimee Responde!

VINTE E QUATRO PERGUNTAS QUE UM JOVEM OBREIRO PODE ENCONTRAR E RESPOSTAS À PARTIR DA PALAVRA QUE ELE DEVE SER CAPAZ DE DAR


* Nota: O Batismo no Espírito Santo, com a evidência bíblica do falar em outras línguas, é absolutamente escriturístico e fundado sobre a Palavra de Deus. Nada poderia ser mais claro que a Palavra sobre este assunto. Ao estudar as Escrituras com a ajuda sua Bíblia e concordância, você descobrirá que toda a Bíblia se encaixa perfeitamente e que nada fica sem par.


1) QUEM OU O QUE É O ESPÍRITO SANTO?

Ele é o terceiro mencionado da Divindade. Veja 1Jo 5.7.

"Pois há três que dão testemunho no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um."


2) COMO VOCÊ SABE QUE O ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA E NÃO UMA INFLUÊNCIA?

O próprio Jesus falou repetidamente do Espírito Santo como um pessoa, por exemplo nos capítulo 14, 15 e 16, ele nunca se refere ao Espírito como "aquilo", mas sempre como "ELE" -

ELE estará com vocês para sempre, o Espírito da Verdade, o qual o mundo não pode receber, porque não vê
ELE, nem conhece
ELE, mas vocês conhecem
ELE, porque
ELE habita em vocês.
ELE ensinará a vocês todas as coisas e
ELE testificará de mim. Quando
ELE vier
ELE convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo.
ELE guiará vocês a toda verdade.
ELE não falará de si mesmo.
ELE mostrará a vocês as coisas que virão e
ELE me glorificará.

Além disso, sabemos que o Espírito Santo separa e comissiona os seus servos (At 13.2-4; 20.28).
Ele dirige onde pregar (At 8.29).
Ele impediu Paulo de ir a Bitínia (At 16.6-7).
Ele instruiu Paulo o que pregar (1Co 2.13).

Ele conforta (At 9.31)

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O Tipo de Igreja que Eu Gosto



Em um boletim do Angelus Temple em 1924, Aimee Semple McPherson apresentou um artigo detalhando as características de uma igreja saudável dedicada a salvar almas e alcançar o mundo para Cristo.

O tipo de igreja que eu gosto é uma igreja lavada pelo sangue, cheia do Espírito, arraigada e alicerçada na Palavra de Deus, biblicamente sólida na doutrina, e firmada para verdades fundamentais tais como:

A inspiração da Escritura; o nascimento virginal do Senhor Jesus Cristo; a gloriosa expiação pelo sangue derramado na cruz do Calvário; a ressurreição; o poder atual do Espírito Santo; e a segunda vinda do nosso Senhor.

Uma igreja que é cheia do amor de Cristo, um amor que é triplo. Em primeiro lugar, ele olha para cima na direção de Deus com todo o coração, mente e força. Em segundo lugar, ele olha com amor para os irmãos. Em terceiro lugar, ele olha para baixo com terna solicitude para com a humanidade pecadora e perdida.

Uma igreja que é interdenominacional em espírito, onde todos os homens possam se encontrar na mesma condição aos pés da cruz e satisfazer os seus corações famintos da Palavra do Deus Vivo.

Uma igreja que é evangélica na mensagem, cujo clamor constante e lema sejam “as almas.”

Uma igreja que é internacional no projeto, tendo um grande interesse em enviar para fora e apoiar os missionários estrangeiros no campo.

Uma igreja com muitas crianças instruídas para Deus e com muitos jovens, que dedicam as suas vidas para o ministério em casa e para fora.

Uma igreja que é profundamente espiritual, firmemente construída sobre a rocha e que ainda mantém o calor do fervor religioso.

Uma igreja cujos membros são completamente nascidos de novo. Que são pessoas de oração, sóbrios, devotos ganhadores de almas, vivendo uma vida cristã consistente sete dias por semana.

Uma igreja onde o pastor e o povo estão unidos pelos fortes laços do amor de Deus e pelo desejo de ganhar almas.

Uma igreja que nunca é fechada, mas tem negócios com Deus 24 horas por dia, e sempre está aberta onde a humanidade perplexa e carente pode encontrar salvação, conforto e direção.







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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Quatro Propósitos da Graça Preveniente Relacionados com a Missio Dei

Por Dave Treat


A igreja periodicamente redescobre verdades adormecidas. Não são as elaboradas construções de teólogos mirabolantes, mas são as simples e profundas chaves que destravam passagens difíceis ou conceitos. O momento de descoberta é normalmente marcado por uma exclamação (“dã!”) porque simultaneamente percebemos que estamos vendo algo pela primeira vez, sendo que ela estava lá o tempo todo. A verdadeira beleza de tais verdades é a sua persistência; vista uma vez, você não pode “deixar de vê-las”. Elas filtram, colorem e transformam muito do pensávamos saber.

Tome, por exemplo, a Missio Dei assim demonstrada no atual diálogo “missionário”. Ao se redescobrir que Deus está trabalhando (e tem trabalhado a todo o tempo) se remodela a nossa compreensão do nosso propósito individual e corporativo – nosso chamado e nossa eclesiologia. “A igreja não tem uma missão, mas é a missão que tem uma igreja. Juntemo-nos a Jesus em sua missão.” (Ed Stetzer, parafraseando Moltmann)[1]

Essa percepção de Deus “trabalhando agora” acabou expandindo a minha compreensão limitada da graça preveniente.[2] (Por sinal, John Wesley não inventou a graça preveniente. Deus já a tinha colocado no campo das ideias. Há uma grande ironia aqui se você estiver disposto a desenterrá-la).

Considerando a preveniência e a missão como interligadas e inseparáveis, então quatro implicações nos vêm à mente:

1. Da Iniciante para a Noticiante

Se Deus já está trabalhando no mundo e Jesus já está trabalhando (através do seu Espírito) nas vidas das pessoas, então a nossa tarefa não é tanto de iniciá-la senão de noticiá-la. Se cremos que “temos Jesus conosco” no mundo, então precisamos inventar, criar e catalisar oportunidades para colocar Jesus neste diálogo. Se Jesus já está aqui precisamos de uma sensibilidade constante de que ele está presente e o que está fazendo. Logo, a habilidade menos valorizada de um discipulador é o noticiar; ouvir o Espírito Santo e prestar atenção nas pistas de como podemos cooperar num processo contínuo.

2. Da Pretensão para a Revelação

A preveniência pode mudar a nossa pregação de um modo pretencional (“Isto será verdade”) para um revelacional (“isto já é verdade”). O missiólogo David Bosch sugere que pregar o Evangelho é “alertar as pessoas do reinar universal de Deus através de Cristo.” Ele já é Senhor. O Reino já está aqui. Nós não somos artistas. Somos o expositor puxando o véu da obra-prima existente.

3. Da Persuasão para a Cooperação

A preveniência enfraquece muito a noção de uma chamada evangelística impessoal. Atos aleatórios de persuasão (pense: assaltos apologéticos) escondem a nossa falta de confiança no Espírito Santo. Pense no “filho da Paz” descrito em Lucas 10. Assim noticiamos (!) aqueles que já são espiritualmente sensíveis e criamos cooperação onde o Espírito Santo já está trabalhando, Deus abre redes inteiras de pessoas ainda não alcançadas pelo Evangelho.

4. Da Assimilação para a Comissão

Se a essência da Missio Dei é a conscientização da comissão, então a nossa preocupação com a assimilação e a conexão das pessoas deve mudar. Devemos passar da apreensão para a libertação. Este é o lugar onde se firma a preveniência: equipar discípulos para noticiar e se associar é muito diferente de treiná-los para iniciar e persuadir. A diferença está na verdadeira confiança que Deus já está trabalhando e em deixar que a fé informe a nossa participação na Missio Dei.





Fonte: SEA[3]



[1] http://seedbed.com/feed/missional-church/
[2] http://seedbed.com/feed/john-wesley-on-prevenient-grace/
[3] http://evangelicalarminians.org/dave-treat-4-ways-prevenient-grace-relates-to-the-missio-dei/

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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Dave Hunt - Que Amor É Este? A Falsa Representação de Deus no Calvinismo (Parte 2 de 2)

Dave Hunt - Que Amor É Este? A Falsa Representação de Deus no Calvinismo (Parte 1 de 2)

terça-feira, 17 de junho de 2014

Minha Lista de “Denominações Aprovadas”

Por Roger Olson

Frequentemente recebo e-mails de pessoas (e algumas perguntam aqui) pedindo ajuda para encontrar uma igreja. Muitas vezes o que eles querem dizer é – uma denominação. Não posso ajudá-las a encontrar uma igreja num local que eu não conheço (sem despender muito tempo nesse projeto).  Então, vou ajudá-las mencionando as denominações – as quais acredito que existam nas suas regiões.

O que eu vou fazer aqui eu nunca fiz antes, espero que isto seja útil aos que buscam uma igreja.

É claro, há alguns riscos nisto. Primeiro, vou omitir inevitavelmente algumas denominações porque não conheço o suficiente sobre elas. (Embora eu tenha sido um consultor não remunerado do Manual de Denominações dos Estados Unidos e mencionado pelo editor na introdução; denominações são um tipo de hobby para mim.) Segundo, posso recomendar uma denominação que inclua igrejas individuais, mas não a recomendo. Terceiro, posso omitir uma denominação que inclui excelentes igrejas individuais que, se eu soubesse algo sobre elas, recomendaria. Quarto, em alguns casos eu posso estar recomendando uma denominação baseado em suas próprias informações o que não pode ser totalmente confiável. Farei o meu melhor para contornar esses riscos e evitá-los, mas não posso garantir nada.

Sugiro que quando uma pessoa ler a minha lista e ficar intrigado com alguma denominação, ele ou ela olhe no site da denominação e faça perguntas sobre as doutrinas, práticas, etc. Eu estou excluindo muitas denominações sem nomeá-las. Claro, isto não quer dizer que se uma denominação não estiver na minha lista ela é “ruim”. Só posso dizer que não sei o suficiente sobre ela para recomendá-la.

Qual foi o meu critério para a inclusão? Primeiro, a denominação deve ser trinitária. Segundo, ela deve ser amplamente evangelical (e protestante), não sectária ou rigidamente fundamentalista, ou principalmente liberal (pluralista, inclusiva). Terceiro, ela deve ser pelo menos aberta a arminianos. Ou seja, eu não a recomendaria se ela, como uma denominação confessionalmente calvinista, não permitisse um arminiano ensinar, servir ou oficiar. Calvinistas têm outras fontes para encontrar uma boa igreja. Há vários blogueiros calvinistas que ficarão felizes, tenho certeza, em ajudá-lo a encontrar uma boa igreja. Eu sei de alguns blogueiros arminianos que estão bem informados sobre denominações e que ajudarão as pessoas com uma orientação arminiana a encontrar uma igreja. (Eu ouço de tais pessoas o bastante para saber que este é o caso!)

Atenção: eu não estou incluindo aqui as assim chamadas denominações “majoritariamente protestantes”. Estas incluem algumas congregações evangelicais, mas elas não são denominação que eu poderia dizer a alguém com dúvida “ache uma igreja dessa denominação porque ela é provavelmente evangelical e amigável a arminianos.” Claro que, se eu sei de uma congregação evangelical e amigável a arminianos onde a pessoa mora, vou recomendar que ela dê uma olhada. No geral, contudo, as denominações chamadas “majoritariamente protestantes” não são conhecidas por serem evangelicais.

Então, aqui está a minha lista:

ANABATISTA E QUAKER: Comunhão de Igrejas Evangélicas, Igreja Menonita, Igreja Missionária, Igreja Evangélica dos Amigos. (Esta eu recomendaria a uma pessoa que seja pacifista ou busca uma congregação “igreja paz” para se membrar. Somente recomendaria uma igreja dos Amigos ou Quaker se a pessoa achar algum outro modo de participar no batismo e Santa Ceia.)

IRMÃOS E PIETISTA: Igreja dos Irmãos (Ashland), Igreja dos Irmãos em Cristo, Igreja dos Irmãos Unidos em Cristo, Igreja Evangélica Congregacional, Igreja Aliança Evangélica, Igreja Evangélica Livre da América.

BATISTA: Igreja Batista Americana (muitos são evangelicais e a denominação como um todo chama a si mesma de evangélica), Convenção Geral Batista do Texas, Associação Batista Conservadora da América (BCAmérica), Conferência Mundial Batista Geral, Comunhão Batista Cooperativa (alguns são evangelicais, alguns são mais liberais), Associação Geral dos Batistas Gerais, Associação Nacional dos Batistas Livre-Arbítrio, Convenção Nacional Batista (alguns são evangelicais, alguns são mais liberais), Convenção Nacional Batista dos EUA, Conferência Batista Norte-Americana, Convenção Original Batista Livre-Arbítrio, Igreja Batista Livre-Arbítrio Unida da América.

METODISTA: Igreja Metodista Episcopal Africana, Igreja Metodista Episcopal Africana Sião, Igreja Metodista Episcopal Cristã, Igreja Metodista Congregacional, Igreja Evangélica da América do Norte, Igreja Evangélica Metodista, Exército da Salvação. (Nota: somente recomendaria o Exército da Salvação com a ressalva que a pessoa precisa encontrar alguma maneira de participar no batismo e Santa Ceia)

HOLINESS/SANTIDADE (estas são na sua maioria ramificações da tradição metodista): Aliança Cristã e Missionária, Igreja de Cristo, Santidade, Igreja de Deus (Anderson, Indiana), Igreja de Deus (Santidade), Igreja do Nazareno, Igrejas de Cristo em União Cristã, Igrejas de Deus, Conferência Geral (Winebrenner), Igreja Metodista Livre da América do Norte, Igreja Wesleyana.

IGREJAS CRISTÃS E RESTAURACIONISTAS (tradição Stone-Campbellite): Igreja Cristã Independente e Igreja de Cristo, Congregação Cristã,

ADVENTISTA: Conferência Geral da Igreja Cristã do Advento, Comunhão Internacional da Graça (formalmente a Igreja de Deus Mundial).

PENTECOSTAL: Assembleia de Deus, Comunhão Internacional das Assembleias Cristãs, Igreja de Deus (Cleveland, Tennessee), Igreja de Deus em Cristo, Igreja Congregacional de Santidade, Comunhão Elim, Assembleia de Deus Independente, Comunhão das Assembleias Cristãs, Igreja Internacional do Evangelho Quadrangular, Igreja Internacional Pentecostal de Santidade, Igreja de Deus de Santidade Batizados com Fogo, Igreja Bíblia Aberta, Igreja de Deus Pentecostal, Igreja Batista Livre-Arbítrio Pentecostal, Igreja de Deus Santa União, Igreja Vineyard. (Nota: somente recomendaria uma destas denominações se a pessoa buscar um tipo de igreja pentecostal-carismática ou se for aberto a isto.)

Agora, uma palavra sobre outras denominações e redes de igreja:

LUTERANA: Existem algumas igrejas luteranas que são abertas ao arminianismo e não são liberais/inclusivas. A Igreja Evangélica Luterana da América tem algumas das maiores, crescentes, e mais evangelicais congregações tal como a Igreja Luterana da Esperança (West Des Moines, Iowa). Algumas são carismáticas. Provavelmente, muitas destas são abertas a arminianos, embora o arminianismo não faça historicamente parte da tradição teológica luterana. Algumas denominações luteranas conservadoras que não são sectárias ou fundamentalistas que podem estar abertas a arminianos incluem: a Associação Americana de Igrejas Luteranas, a Associação de Congregações Luteranas Livres, a Igreja da Irmandade Luterana da América.

A Igreja Metodista Unida é a principal e a maior denominação que possui muitas congregações evangélicas tal como a Igreja Metodista Unida de Woodlands no subúrbio de Houston, Texas. Contudo, muitas de duas igrejas são liberais/inclusivas. Todas as igrejas metodistas e ramificações estão abertas ao arminianismo agora que a Igreja Metodista Calvinista se uniu com uma denominação reformada.

IGREJAS CONGREGACIONAIS E REFORMADAS: A maioria tem orientação calvinista e não permitem que arminianos ensinem ou trabalhem na igreja. Porém, a Igreja Presbiteriana Cumberland, embora não arminiana, é mais aberta aos arminianos que outras denominações presbiterianas. (a Igreja Presbiteriana dos EUA, é a maior e principal denominação que é mais abertamente liberal/inclusivista, mas tem muitas congregações evangélicas. Algumas delas podem estar abertas a arminianos, mas, em geral, elas aderem a Confissão de Fé de Westminster que é contrária à crença arminiana.) A Conferência Cristã Congregacional Conservadora (CCCC) é evangélica e não é rigidamente calvinista como muitas igrejas reformadas.

A Capela do Calvário é conservadora, evangélica e, em grande parte arminiana. Há relativamente muitas novas denominações anglicanas e episcopais que são evangélicas e favoráveis a teologia arminiana. Não estou bem familiarizado com qualquer uma delas para nomeá-las aqui.

Tenho conhecido, interagido e adorado a Deus com adventistas que são evangélicos e arminianos. Entretanto, normalmente a Igreja Adventista não é considerada “evangélica” no histórico sentido da palavra no “movimento” americano. Contudo, vejo ela se movendo nesta direção.

E sobre a Convenção Batista do Sul? Ela é a maior denominação protestante dos EUA. Dentro das suas igrejas pode-se encontrar um pouco de tudo, mas nas últimas décadas a denominação tem se desviado do lado conservador. Muitas das duas igrejas, contudo, são “principalmente” evangélicas em termos de etos. Algumas são fundamentalistas; poucas são liberais. (Quase todos, se não todos, os liberais ou progressistas que deixaram a CBS se juntaram em muitas ramificações tal como a Aliança de Batistas.) Muitos são abertos aos arminianos (desde que não se oponha a “segurança do crente”), embora o arminianismo não seja um termo amplamente adotado entre os batistas do sul. O etos geral da batista do sul é compatível com o arminianismo, mas há uma onda de calvinismo nas suas igrejas e em alguns dos seus seminários. É muito difícil generalizar sobre os “batistas do sul”, então não incluo a denominação em minha lista de “denominações aprovadas”. Meu conselho aos curiosos sobre a igreja batista do sul é que verifiquem cada uma individualmente e fiquem atentos ao fundamentalismo (por exemplo, a elevação de doutrinas secundárias a dogmas) e ao calvinismo.

Uma nota aos potenciais comentadores: Eu não vou publicar comentários que incluam comentários negativos sobre denominações específicas por nome. Sinta-se livre para argumentar alguma omissão que se encaixa nos meus critérios.





Fonte: Patheos.com

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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Linha do Tempo Arminiana


Data


Remonstrante


Anglicana/Metodista


Batista


1600


Jacó Armínio (1560-1609)  teólogo e líder de oposição ao calvinismo em Amsterdã e Leiden

Jan Uytenbogaert  líder remonstrante que conduziu a reunião que redigiu os 5 Artigos da Remonstrância - 1610

Simão Episcópio (1583-1643)  o maior estudante de Armínio e líder dos Remonstrantes em Dort - Opra Theologica

Hugo Grotius (1583-1645) – aprisionado por causa do Sínodo de Dort. Primeiro a articular a teoria governamental de expiação em Uma Defesa da Fé Católica Concernente a Satisfação de CristoComentários.

Johannes Arnoldi Corvinus
(1582-1650) – Resposta a Pedro Molina

Gerardus Vossius (1577-1649)  História da Controvérsia Pelagiana



Philip van Limborch (1633-1712)   Um Sistema Completo, ou Guia da Divindade



Peter Baro (1534-1599)

Daniel Tilenus (1563-1633)  ponte entre os Remonstrantes e o primeiro arminianismo inglêsConvencido sobre o arminianismo por Corvinus e passou essa influência a Womock

Laurence Womock (1612–1686) – autor de O Armário Calvinista Destravado e O Resultado de Falsos Princípios: ou, O Erro Condenado por sua Própria Evidência


John Goodwin (1593-1665)  autor de Redenção RedimidaUma Exposição de Romanos 9 e Teologia Cristã

Lancelot Andrews (1555-1626)  Sermões



John Smyth (1570-1612) & Thomas Helwys (1550-1616) – fundadores da
igreja batista 

A Primeira Confissão Batista 1611


Thomas Grantham – batista geral (1634-1692) (Obras)

Henry Denne – batista geral (1661)



1700






Daniel Whitby (1638-1726) – a sua obra clássica Discurso sobre os 5 Pontos tirou respostas significativas de calvinistas como John Gill (The Cause of God and Truth) e Jonathan Edwards (Inquiry into the Will).

John Wesley (1703-1791)  fundador do metodismo

Charles Wesley (1707-1788)

John Fletcher (1729-1782)  obras: Volume 1Volume 2Volume 3Volume 4


Thomas Coke (1747-1814)

Joseph Benson (1748-1821)



Dan Taylor– batista geral (1738-1816 (Obras)

Benjamin Randall – batista geral (1749-1808) (Obras)


1800





Adam Clarke (1762-1832) – Comentários

Joseph Sutcliffe (1762-1856)  Comentários

Richard Watson (1781-1833)  a sua Institutas Teológicas é talvez a melhor teologia sistemática metodista

James Nichols  Calvinismo e Arminianismo Comparados (1824)


Thomas William Jenkyn –  A Extensão da Expiação (1835)
S.G. Burney – Expiação (1888)

Nathan Bangs (1778-1862)  Os Erros do Hopkinsianismo detectados e refutadosSegunda Parte


Willbur Fisk (1792-1839)  Controvérsia Calvinista

Samuel Wakefied (1799-1895)  Teologia Cristã

Amos Binney (1802-1878)  System of Divinity

Daniel Whedon (1808-1885)  A Liberdade da VontadeComentários.

Thomas N. Ralston – Elementos da Divindade (1851)

Miner Raymond (1811-1897)  Teologia Sistemática: Volume 1Volume 2 e Volume 3


Thomas O. Summers (1812-1882) – Comentário: MateusMarcosLucas

John Miley (1813-1895)

Randolph S. Foster (1820-1903)  Objeções ao Calvinismo assim como Ele é

William Burt Pope (1822-1903) – Teologia Sistemática: Volume 1 e Volume 2

Daniel Steele (1824-1914)  Comentários sobre Levítico, Números,  DeuteronômioJosué, - 2 Samuel, e Epístolas de João

Benjamin Field (1827-1869) – Manual Estudantil da Teologia Cristã

Albert Nash – Perseverança e Apostasia (1871)


Frédéric Louis Godet (1812 -1900) – não era metodista. Comentários sobre João Volume 1Volume 2, e Romanos


Joseph Beet (1840-1924)  Comentário aos Romanos



Ransom Dunn – batista geral - Um Discurso sobre a Liberdade da Vontade (1850)

A. D. Williams – batista geral (1825 - 1894)

David Marks – batista geral (1805-1845)

Jabez Burns  batista geral (1805-1876) (Obras)

E. Y. Mullins (1860-1928) – escreveu credos batistas

W. T. Conner (1877-1952) – escreveu Doutrina Cristã e O Evangelho da Redenção. 
Mullins e Conner não se chamavam de arminianos, mas eles foram instrumentos para o declínio do calvinismo dentro da Convenção Batista do Sul.




Fonte: Traditional Baptist Chronicles

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