quinta-feira, 29 de abril de 2010

Cientistas afirmam ter encontrado Arca de Noé na Turquia


Arqueólogo inspeciona estrutura de madeira supostamente encontrada no monte Ararat, na Turquia
Foto: AFP

Reduzir Normal Aumentar Imprimir Um grupo de cientistas turcos e chineses afirma term localizado a Arca de Noé no monte Ararat, de acordo com a imprensa turca. O pesquisador chinês Yang Ving Cing diz que eles encontraram uma estrutura antiga de madeira em uma altitude de 4 mil m no monte que fica no leste da Turquia, na fronteira com o Irã.

O cientista é membro de uma organização internacional dedicada à busca pela arca em que, conforme a Bíblia, Noé e sua família escaparam do Dilúvio Universal. Segundo Cing, a estrutura encontrada tem 4,8 mil anos.

"Não é 100% seguro que seja a arca, porém pensamos que é 99,9%", disse Cing à agência turca Anadolu. "A estrutura do barco tem muitos compartimentos, o que indica que podem ser os espaços onde se localizavam os animais", afirmou.

O pesquisador disse ainda que pediu ao governo turco para que proteja a zona para poder iniciar as escavações. Além disso, ele afirmou que pediu à Unesco que coloque o local na sua lista de patrimônio da humanidade.

Não é a primeira vez que o grupo afirma ter encontrado a arca no Ararat, a montanha mais alta da Turquia e onde a Bíblia afirma que Noé desceu quando baixaram as águas do Dilúvio.

Veja o vídeo da descoberta

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Iranianos estão sendo alcançados pelo evangelho


26/4/2010 - 11h37

IRÃ (2º) - O ministério Elam agradece as orações pelas cristãs Maryam e Marzieh, que ainda estão enfrentando julgamento. Continue intercedendo por elas nessa fase decisiva. Enquanto esperamos mais informações, o ministério retrata outros casos no Irã.


Milhares de Novos Testamentos foram distribuídos no país durante o feriado de Ano Novo no fim de março. Muitas equipes de evangelistas testemunharam de Cristo. Em apenas uma cidade, 4.000 iranianos de férias receberam pacotes especiais que incluíam um Novo Testamento persa, um DVD da história de Jesus e literatura cristã. A resposta foi muito positiva. Isso demonstra a fome que os iranianos têm por Cristo.


Uma equipe abordou um jovem de cerca de 20 anos, compartilhou o evangelho, e lhe entregou um pacote. O jovem disse que estava interessado em saber mais sobre o cristianismo e sobre Jesus. Então, um colaborador conduziu o jovem até uma igreja onde ele conheceu alguns cristãos e ouviu seus testemunhos. O jovem voltou no dia seguinte e entregou sua vida ao Senhor. Ele disse que estava buscando Jesus há dois anos, e ficou impressionado por tê-lo encontrado enquanto estava de férias.


Ore por esse jovem, para que ele cresça em fé e para que seus familiares e amigos também recebam o evangelho. Ore para que outros que tenham sido alcançados pelas Escrituras estejam prontos para seguir a Cristo.


Ore para que o Senhor continue usando seu povo para levar o evangelho aos iranianos. Em 2010, o país subiu para a 2ª posição na Classificação de países por perseguição, e nossos irmãos precisam ser fortalecidos para continuar a obra em favor do Reino.



Tradução: Missão Portas Abertas


Fonte: Elam Ministries



Igreja Subterrânea no Irã!


domingo, 25 de abril de 2010

Arminianismo não é .....


Eu estava visitando uns irmãos calvinistas no Facebook e descobri que eles tinham poucas linhas de ataque ao arminianismo. No começo rebati os ataques simplesmente como mais outro equívoco calvinista sobre o arminianismo, mas quanto mais eu pensava sobre as observações deles, mais eu percebi que as pessoas realmente não entendem o que os arminianos acreditam sobre Deus nem sobre a a salvação em geral. Roger Olson já tem feito um bom trabalho de apresentação dos mitos mais comuns sobre o arminianismo, em seu livro Teologia arminiana: Mitos e Realidades então eu não sinto a necessidade de reescrever o que Olson já escreveu sobre mitos populares sobre o arminianismo.

No entanto, sinto que há algumas coisas que quero salientar sobre o que não é o arminianismo. Arminianismo não é .....

1. Teologia Centrada no Homem - Uma leitura das obras de Armínio vê-se que a ênfase de Armínio está sempre sobre a glorificação de Cristo. Quer se trate da compreensão de Armínio de eleição (centrada em Cristo) a sua compreensão da natureza da perseverança (focado em Cristo), Armínio procurou exaltar a Cristo.

Realmente acredito (e escrevi posts sobre isso antes), que o arminianismo verdadeiramente exalta a Cristo mais que o calvinismo, desde que Jesus não é visto apenas como o Salvador dos eleitos (conforme 1 Timóteo 4:10), mas de todos (João 1:29; 1 Timóteo 2:1-6). Na eternidade, todos os santos hão de declarar que só Jesus é digno de louvor por nos salvar (Apocalipse 5:8-10). A humanidade não vai receber crédito pela nossa salvação eterna, que foi adquirida somente pelo sangue de Jesus Cristo (Hebreus 9:14).

2. Teologia Centrada no Desejo - Alguns tentam ensinar que os arminianos acreditam que alguém, em qualquer lugar pode "desejar" a sua própria salvação. Este não é o caso. Nós acreditamos que além da obra do Espírito, ninguém pode ser salvo (João 6:44; 16:8-11). O Espírito nos convence do pecado e Ele não força a pessoa a acreditar, Ele nos capacita a crer pela graça (Filipenses 1:29; 2 Tessalonicenses 2:13-14). Não negamos que Deus nos deu o livre arbítrio, mas ninguém pode ser salvo sem a obra do Espírito Santo sobre o seu coração. Nós não ensinamos que uma pessoa coopera com Deus para ser salvo, mas que nos rendemos à Sua graça para sermos salvo. Nós recebemos a Sua salvação pela fé (Romanos 5:1; Efésios 2:8-9) e que o Espírito nos regenerou naquele momento (João 3:3-7; Tito 3:5-7; 1 João 5:1). A salvação é sempre pela fé e pela fé continua até o fim (João 8:51; 1 Coríntios 15:1-2; Colossenses 1:21-23; 1 João 2:28).

3. Salvação Mantida por Obras - Alguns querem ensinar que os arminianos acreditam que somos salvos pela graça mediante a fé, mas a mantemos pelas obras. Na verdade, ouvi um "não-calvinista" tentando dizer que esta é a razão pela qual ele não é um arminiano, já que os arminianos acreditam numa salvação tipo “porta giratória” (um minuto você está dentro e do outro você está fora). Como é triste quando não se busca a verdade sobre as obras de Armínio e conta-se com a Internet ou fontes calvinistas de pesquisa.

A realidade é que os arminianos ensinam que somos salvos pela graça através da fé e somos mantidos pela fé. 1 Pedro 1:5 deixa isso muito claro. Jesus disse que Suas ovelhas ouvem (presente) Sua voz e seguem-no e ninguém é capaz de arrebatá-los (aqueles que estão ouvindo a Sua voz) para fora de suas mãos (João 10:27-30). Paulo disse que nada pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus (Romanos 8:38-39 com a base sendo "em Cristo Jesus"). Enquanto um crente continua crente em Cristo Jesus, não tem nada a temer (2 Tessalonicenses 3:3). Jesus disse que o trabalho que devemos fazer para a salvação é simplesmente crer (presente) nEle (João 6:29). Quando fazemos isso (acreditar), estaremos seguros (2 Pedro 3:17-18 NVI).

4. Evangelismo é Centrado no Homem - Refiro-me de volta ao ponto 1, mas é absurdo afirmar que os arminianos acreditam num evangelismo centrado no homem. O evangelismo deve ser sempre para a glória de Deus em Cristo Jesus. Quando procuramos fazer discípulos de Jesus, devemos sempre dar ênfase em Jesus e em Seus ensinamentos (Mateus 28:19-20 NVI). O evangelismo deve ser feito usando a Palavra de Deus a fim de trazer a convicção do pecado (1 Timóteo 1:8-11) e trazer as pessoas ao arrependimento através da Palavra de Deus e pela graça de Deus (Romanos 2:4; 3:19-20; 2 Timóteo 2:25; 2 Pedro 3:9).

Para o arminiano, os tristes chamarizes encontrados em muitas igrejas onde você "anda no corredor" ou a dita "oração do pecador" é enganosa e simplesmente não é o arminianismo, mas é semi-pelagianismo. A Bíblia não ensina qualquer outro método para a salvação, senão Deus lidando com as pessoas através do evangelho visando que as pessoas se arrependam e se batizem (Atos 2:37-39, 41; 3:19; 8:12-13, 36-38; 9:17-18; 10:44-48; 11:18; 16:14-15, 30-34; 18:8; 19:1-7; 22:16; 26:20). Não existe nada no Novo Testamento sobre o povo "orando para receber a Cristo" ou "vindo para frente." Jesus simplesmente disse às pessoas para abandonarem tudo e segui-Lo (Lucas 14:25-35; 18:18-30). Ele nunca tentou convencer as pessoas através de suas habilidades para segui-lo, mas ele colocava a verdade diante deles e permitiu-lhes segui-lo ou rejeitá-lo (João 4:42).

5. Falta de Exegese Bíblica - Tenho lido blogs calvinistas e livros que parecem ensinar que o calvinismo é uma fé intelectual, ao passo que o arminianismo é mais emocional. Simplesmente não há provas para isso. Arminianos, como eu, amam a Palavra de Deus e se alimentam de suas preciosas verdades (Mateus 4:4). Eu acredito que é dever do discípulo de Jesus permanecer em Seus ensinamentos (João 8:31-32 NVI), acredito que o discípulo fiel (Apocalipse 17:14) precisa agarrar com firmeza a sã doutrina (1 Timóteo 4:16 NVI).

Ao longo dos anos como um discípulo tenho modificado a minha opinião, mas fiz isso apenas porque procurando as Escrituras concluí que tive que mudar minha crença ou compromisso. O compromisso não é uma opção para o discípulo de Jesus, por isso tenho reformado a minha mente (Romanos 12:2). Deus nos deu Sua Palavra para conhecer Seus caminhos e caminhar após Ele (Salmo 19:7-11 NVI) e para distinguir o certo do errado (Hebreus 5:14 NVI). O Espírito Santo nos ajuda a aplicar as Escrituras em as nossas vidas (João 14:25-26; 1 Coríntios 2:11-16). É importante para nós obedecer a Deus e à Sua Palavra (Tiago 2:14-26) e sermos transformados pela Palavra.

Conclusão

De nenhuma maneira entendo tudo sobre o calvinismo, mas eu oro para que os meus irmãos calvinistas sejam cautelosos na rotulagem do arminianismo, assim como qualquer um dos pontos acima, além da primeira leitura e o estudo do que Armínio disse sobre o assunto. Nós arminianos temos sidos considerados culpados de atacar os calvinistas sobre o que percebemos do calvinismo sem primeiro ter procurado saber se João Calvino ensinou tal doutrina. Eu admito isso e por isso estou arrependido. Mas eu acho que como irmãos e irmãs em Cristo precisamos de mais compreensão e fazer menos suposições falsas sobre cada outro sistema teológico.


Fonte: Arminian Today

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Neandertais podem ter cruzado com os seres humanos duas vezes



Homo neanderthalensis, macho adulto. Imagem de: John Gurche, artista / Chip Clark, fotógrafo



(PhysOrg.com) - espécies humanas extintas, como os neandertais podem ainda estar conosco, pelo menos em nosso DNA, isso pode ajudar a explicar por que eles desapareceram do registro fóssil de cerca de 30.000 anos atrás.

Um exame de DNA de 1.983 pessoas de todo o mundo sugere que a extinção de espécies humanas como o Homo Neanderthalensis ou o Homo Heidelbergensis pode ser devido cruzamento com os nossos próprios antepassados durante dois períodos distintos, sendo que seus genes continuam em nosso DNA até hoje. A pesquisa foi realizada por um grupo de antropólogos genéticistas da Universidade do Novo México, o líder da equipe Jeffrey Long, disse que os resultados demonstram que os Neanderthals não desapareceram completamente, mas "que uma pequena porção dos neandertais sobreviveu em quase todos os seres humanos."

Os sujeitos do estudo foram tirados a partir de 99 grupos populacionais nas Américas, Oceania, Europa, Ásia e África, os pesquisadores analisaram mais de 600 posições de microssatélites no genoma, que são as seções que podem ser usadas como as impressões digitais. A doutoranda Sarah Joyce desenvolveu um árvore evolutiva para explicar a variação genética encontrada nas posições de microssatélites.

Os resultados foram inesperados, mas Joyce disse que a melhor explicação para a variação era de que os nossos ancestrais humanos e as espécies arcaicas cruzaram durante dois períodos após o primeiro Homo Sapiens ter saido da África: o primeiro na região do Mediterrâneo cerca de 60.000 anos atrás, e a segundo na Ásia Oriental cerca de 45.000 anos atrás. O grupo não encontrou nenhuma evidência da mestiçagem no DNA dos africanos modernos incluídos no estudo.

Os resultados sugerem que, após o primeiro cruzamento as populações migraram desde o Mediterrâneo até a América do Norte, Europa e Ásia. Um segundo cruzamento na Ásia, em seguida, alterou o genoma das pessoas que passaram a migrar para a Oceania.

Os resultados foram apresentados em 17 de abril na Associação Americana de Antropólogos Físicos em Albuquerque, Novo México, onde eles criaram um grande acordo de interesse entre outros pesquisadores na área, que tinha sido a tentativa de explicar algumas variações curiosas no genoma. Uma pesquisadora, Linda Vigilantes do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária em Leipzig, na Alemanha, disse que as descobertas podem ajudar a explicar o que ela chamou de "desvios sutis" nas variações genéticas na região do Pacífico.

Outros pesquisadores do Instituto Max Planck, liderados por Svante Pääbo, terminaram o seqüenciamento do primeiro rascunho do genoma do Neanderthal no ano passado. (Veja o artigo da PhysOrg aqui.) Os resultados deverão ser publicados em breve e podem lançar mais luz sobre a possibilidade do cruzamento. Pesquisas anteriores sugeriram que os cruzamentos não ocorreram, mas ao contrário das últimas pesquisas de Pääbo, estes resultados iniciais não foram baseadas em uma análisecompleta do genoma.


© PhysOrg.com 2010


Fonte: PhysOrg

COMENTÁRIO DE PERSONARET

Aprendi na escola que duas espécies diferentes não se reproduziam entre si, mas quando acontecia "eventualmente" um cruzamento entre duas espécies diferentes os seus descendentes não seriam férteis. Será que todas essas espécies de "hominídios" não poderiam ser apenas seres humanos feios? A pretensa ciência gosta de macaquizar os homenens...

Me explica essa Darwin!

Quando um pecador se arrepende...

"Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles. Então, lhes propôs Jesus esta parábola: Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento." (Lucas 15.1-7)

Parte 1


Parte 2


Fonte: Casa de Davi

sábado, 17 de abril de 2010

Arqueologia: antigos textos mostram semelhanças entre as línguas árabe e ugarítico


Segundo os arqueólogos, os textos antigos encontrados em Ugarite revelaram informações importantes sobre a vida intelectual e cultural em Ugarite, detalhando os diversos aspectos da vida na antiga cidade.

Os achados destacam semelhanças entre a língua ugarítica e árabe em termos de significados e gramática.

O Diretor do "Departamento de Arqueologia de Lattakia" Jamal Haidar disse que as escavações em Ras Shamra revelaram documentos que ilustram o esforço de um escriba ugarítico em ensinar aos seus alunos o alfabeto, nota-se que os escribas eram respeitados na cidade e pela corte real de Ugarite, e que eram altamente cultos e inteligentes.

Os textos antigos revelam que os escribas de Ugarite aprenderam línguas estrangeiras e as ensinaram. Além deles darem especial atenção a sua língua materna, também deram atençã a língua dos cananeus.

Haidar salientou que a descoberta dos tabletes de argila mostram que a ordem alfabética do idioma ugarítico é muito semelhante ao alfabeto árabe e grego, com apenas algumas diferenças.

Ele acrescentou que o idioma ugarítico também está próximo do árabe em termos de gramática e, com cerca de 1.000 palavras que são a mesma coisa em árabe, tornando-se mais de dois terços do vocabulário ugarítico, observa-se que algumas palavras do ugarítico não são encontradas no árabe clássico, mas sim no dialeto comum de Lattakia.

O Diretor do sítio ugarítico de Ghassan al-Qaiem disse que, conforme o cientista britânico John Healey, o povo de Lattakia são os herdeiros do povo de Ugarite, tornando-se natural aos termos ugaríticos permanecerem no dialeto local, acrescenta-se que isso facilitou o estudo dos textos ugaríticos.

O idioma ugarítico, descoberto por arqueólogos franceses em 1928, é conhecido apenas sob a forma de escritos encontrados na cidade perdida de Ugarite, perto da moderna aldeia de Ras Shamra, na Síria. Ele foi extremamente importante para os estudiosos do Antigo Testamento para esclarecer os textos bíblicos em hebraico e revelar mais da maneira em que a antigo cultura israelita encontra paralelos nas culturas vizinhas.

O ugarítico foi "a maior descoberta literária da antiguidade desde a decifração dos hieróglifos egípcios e o cuneiforme mesopotâmico [1]". Os textos literários descobertos em Ugarite inclue a Lenda de Keret, o Épico Aqhat (ou Lenda de Danel), o mito de Baal-Aliyan e a Morte de Baal - os dois últimos também são conhecidos coletivamente como o Ciclo de Baal - todos eles revelam uma religião cananéia.


Fonte: Global Arab Network

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Encontrada tumba do escriba real Ken-Amun no Egito

A elaborada tumba de um antigo escriba real foi encontrada perto a Ismailia, 120 km a leste do Cairo.

Do período da 19° Dinastia (1315-1201 a.C), o sepultamento encontrado é o primeiro do período Ramessida do Baixo Egito. O Dr. Zahi Hawass, Secretério Geral do Concelho Supremo de Antiguidades, disse isto nesta quarta-feira.

Construído de tijolos de barro, a tumba consiste de uma sala retangular com um teto abobadado feito de pedra e um profundo poço quadrangular. No interior da tumba os arqueólogis encontraram um enorme sarcófago de pedra calcária coberto de inscrições.

"Isso pertenceu a Ken Amun. Ele foi o supervisionador dos registros reais durante a 19° Dinastia." Disse em uma declaração o Dr. Mohamed Abdel Maqsud, supervisor do Departamento de Antiguidades do Baixo Egito.

Certamente as paredes da tumba foram iscritas com os títulos do falecido e o nome de sua esposa, Isis. As inscrições revelaram que ela foi uma cantora do deus Atum.

Belamente decorado, as figuras da tumba contém cenas do Livro dos Mortos, culminando na famosa vinheta do Capítulo 125, que retrata a cerimônia do julgamento.

Chamado "Pesagem do Coração", esse julgamento simbólico envolvendo pesagem, compara o coração do morto com uma pluma de Maat, divindade da Justiça, Verdade e Ordem.

Se o coração for mais leve que a pluma, o morto é julgado digno da companhia dos deuses. Se ele falhar, o coração é devorado pelo monstro com cabeça de crocodilo Ammit, e o morto é condenado a uma existência entre os dois mundos.

Outras cenas importantes no túmulo incluie uma representação da deusa Hathor na forma de uma vaca, emergindo dos pântanos do delta. Assim como uma cena de um dos quatro filhos de Horus - Imsety, Duanutef, Hapi e Qebehsenuef.

Acreditava-se que este deuses protegiam o estômago, o fígado, os intestinos e os pulmões de corpos mumificados.

"As cenas e os títulos no túmulo mostram que Ken-Amun era quem supervisionava os registros reais, fora um homem importante", disse Maqsud.

Segundo o Dr. Hawass, a descoberta ajudará a fornecer informações sobre a história do Delta e da relação entre esta área e a fronteira leste do Egito.

Apesar de conservação, os trabalhos de restauração começarão na tumba, as escavações vão continuar no sítio. Na verdade, 35 outras tumbas do período romano foram descobertas nas proximidades.

Foto: Ken túmulo Amun em Tell el Maskhuta; cenas do Livro dos Mortos, Capítulo 125, um grupo de mulheres de luto por Ken-Amun. Cortesia do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito



sábado, 10 de abril de 2010

Os ritos mais antigos de pescaria da Península Arábica foram encontrados em Umm Al Qaiwain

10/04/2010 13:41:44

WAM Umm Al Qaiwain, 10 de abril de 2010 (WAM) - Uma missão arqueológica francesa, em colaboração com o Departamento de Antiguidades e Patrimônio descobriu os ritos mais antigos de pescaria na Península Arábica, que remonta a 3500-3200 anos a.C.

Uma escavação arqueológica realizada em uma pequena ilha da costa de Umm Al Qaiwain, perto da antiga vila de pescadores de Al-Akab, revelou que os antigos ritos de pescaria foram tranmitidos por tribos que vivem na região.

Os ossos de dugongos, um grande mamífero marinho semelhante a uma vaca-marinha, foram encontrados simbolicamente dispostos em um monte que os peritos acreditam ter sido usado para propósitos cerimoniais.

A equipe descobriu que o monte dos dugongos foi apenas uma pequena parte de um sítio do neolítico muito maior, incluindo os restos das casas circulares.


Fonte: WAM/AB

Pesquisadores lançam luz sobre antigos tabletes assírios


(Foto: J. Jackson)

ScienceDaily (10 de abril de 2010) - Um esconderijo com tabletes cuneiformes foi descoberto por uma equipe de arqueólogos liderada da Universidade de Toronto contendo um tratado assírio em grande parte intacto do início do século 7 a.C.

"O tablete é muito espetacular. Ele registra um tratado - ou pacto - entre Esarhaddon, o rei do Império Assírio e um governante secundário que reconheceu o poder assírio. O tratado foi confirmado em 672 a.C junto à elaboradas cerimônias realizadas na cidade assíria real de Nimrud (antiga Kalhu). No texto, o governador promete reconhecer a autoridade do sucessor de Esarhaddon, seu filho Assurbanipal," disse Timothy Harrison, professor de arqueologia do oriente próximo do “Departamento de Civilizações do Oriente Próximo e Médio” e diretor do “U of T's Tayinat Archaeological Project (TAP).”

"Os tratados foram concebidos para assegurar o acesso de Assurbanipal ao trono e evitar a crise política que transpareceu no início do reinado de seu pai. Esarhaddon chegou ao poder, quando seus irmãos assassinaram seu pai, Senaqueribe".

Os tabletes de 43 por 28 centímetros - conhecidos como os Tratados de Vassalagem de Esarhaddon - contém cerca de 650 linhas que estão em um estado muito frágil. "Vai levar ainda meses de trabalho antes de o documento estar totalmente legível", afirmou Harrison. "Estes tabletes são como um quebra-cabeça muito complexo, envolvendo centenas de peças, algumas em falta. Não é apenas uma questão de puxar o tablete para fora, sentar e ler. Esperamos aprender muito mais como restaurar e analisar o documento."

Os pesquisadores esperam recolher informações sobre as relações imperiais da Assíria com o Ocidente durante um período crítico, o início do século 7 a.C. Ele marcou a ascensão dos frígios e outras potências rivais na Anatólia - a Turquia moderna - ao longo da fronteira noroeste do império assírio, e coincidiu com a monarquia dividida de Israel bíblico, bem como uma era de maior contato entre os povos do Levante do Mediterrâneo Oriental e Egito, assim como os gregos do mundo Egeu.

O esconderijo dos tabletes - que remontam à Idade do Ferro - foram desenterrados em agosto de 2009 durante escavações no sítio de um antigo templo no Tell Tayinat, localizado no sudeste da Turquia. Uma fortuna de parafernália religiosa – o que inclui implementos de ouro, bronze e ferro, recipientes para libações e objetos rituais suntuosamente decorados - também foi descoberto.

O TAP é um projeto internacional, que envolve pesquisadores de uma dezena de países e mais de 20 universidades e institutos de pesquisa. Ele opera em estreita colaboração com o Ministério da Cultura da Turquia e oferece oportunidades de pesquisa e formação tanto para graduados quanto estudantes. O projeto é financiado pelo “Social Sciences and Humanities Research Council of Canada” e o “Institute for Aegean Prehistory” (INSTAP), e possui o apoio da Universidade de Toronto.

Fonte: Science Daily

quinta-feira, 8 de abril de 2010

John Piper Rejeita Expiação Limitada [:)]

Depois de anunciar que Rick Warren estará falando no próximo Desiring God Conference, o calvinista John Piper também divulgou a seguinte declaração concernente à sua posição sobre a expiação:




"Depois de muito estudo da Palavra de Deus, cheguei à conclusão de que a posição calvinista sobre a doutrina da expiação está fora dos ensinamentos das Escrituras. Por muitos anos me ensinaram que a posição calvinista da expiação era absolutamente correta. Ensinei que o expiado era eleito. Jesus morreu para salvar os eleitos para a glória de Deus. Ensinei que Deus Pai enviou o Filho para glorificar Seu nome por morrer no lugar dos eleitos e através de Seu Espírito Ele agora chama-os a si. Eu estava errado.

Agora eu ensino que a expiação é para todos e que isso realmente traz glória à Deus. Por muitos anos tenho procurado exaltar a Deus através do ensinamento fiel de Sua Palavra. Eu tentei enfatizar que a Confissão de Fé de Westminster estava correta quando dizia que a principal finalidade do homem é glorificar a Deus e desfrutar dEle para sempre. Isto é melhor conseguido através da expiação ilimitada de Jesus Cristo. Deus é glorificado, e Sua honra é proclamada quando declaramos que Jesus morreu por todos e que todos os homens podem ser salvos através da Sua expiação. Que obra maravilhosa é a morte e ressurreição de Jesus! Como poderoso é o nosso Deus! "



Devo dizer que fiquei chocado ao ler tal declaração. Você pode saber mais sobre a declaração de Piper aqui.


Escavação na Síria deve ampliar compreensão da Mesopotâmia


Os arqueólogos localizaram fragmentos de paredes de tijolos. Os estilos de cerâmica e a datação por carbono da muralha apontam para o ano 5000 AC.

Arqueólogos iniciaram escavações no norte da Síria que devem ampliar e aprofundar a compreensão da cultura pré-histórica da Mesopotâmia que deu origem às primeiras cidades e Estados do mundo, e à invenção da escrita.

Em duas temporadas de avaliação preliminar e escavações no sítio de Tell Zeidan, pesquisadores americanos e sírios descobriram amostras fascinantes de artefatos naquilo que foi um robusto assentamento pré-urbano no curso superior do rio Eufrates. O sítio foi habitado por dois milênios, até 4000 AC, um período pouco conhecido mas crucial para evolução humana.

Estudiosos da antiguidade afirmam que Zeidan pode oferecer novas percepções sobre a vida no chamado período de Obeid, de 5500 AC a 4000 AC. A agricultura com uso de irrigação se difundiu, o comércio de longa distância ganhou influência social e econômica, poderosos líderes políticos surgiram e comunidades gradualmente se dividiram em elites prósperas e cidadãos comuns mais pobres.

Gil Stein, diretor do Instituto Oriental da Universidade de Chicago e das escavações em Zeidan, disse que a localização setentrional do sítio prometia ampliar o conhecimento sobre a influência da cultura de Obeid a distância maior do ponto em que os primeiros centros urbanos viriam a florescer, no curso inferior do rio Tigre e no vale do Eufrates. As novas escavações, ele disse, serão as mais abrangentes em um grande assentamento do período, e provavelmente resultarão em décadas de descobertas.

"Minha ideia é a de que ainda estar trabalhando lá quando chegar a hora de me aposentar", disse Stein, 54 anos. Existem diversos motivos para o entusiasmo quanto às escavações em Zeidan. A guerras e as condições instáveis que elas gerou impedem que arqueólogos trabalhem no Iraque e em seus sítios primários da antiguidade da Mesopotâmia. Por isso, eles redobraram seus esforços na porção norte dos rios, do lado sírio e turco da fronteira. E Zeidan é um local de fácil acesso. Porque culturas subsequentes não construíram cidades sobre o assentamento, a tarefa dos escavadores é facilitada. Uma das ambições dominantes de um arqueólogo é escavar para além do passado conhecido e obter mais que um vislumbre do desconhecido.

Por quase dois séculos, a glória coube a expedições que escavaram as casas e templos, silos e oficinas dos primeiros centros urbanos, como Uruk, lar do lendário Gilgamés, e os esplendores posteriores de Ur e Nineveh. O desafio era decifrar os tijolos escritos de uma civilização alfabetizada que surgiu no chamado período de Uruk, entre 4000 AC e 32000 AC.

Traços das culturas do período Obeid, a primeira sociedade complexa conhecida na região, continuam a existir em toda a área da cultura de Uruk. Apenas algumas ruínas - em Obeid, Eridu e Oueili, no sul da Mesopotâmia, e em Tepe Gawra, perto de Mosul, Iraque - permitiram vislumbrar essas culturas mais antigas. Alguns dos sítios da cultura Obeid no norte da Síria eram pequenos demais para revelar muita coisa ou estavam virtualmente inacessíveis, sob outras ruínas.

Uma década atrás, Richard Zettler, arqueólogo da Universidade da Pensilvânia com ampla experiência na Síria, disse que "nosso foco real deveria estar no período de Obeid e não no de Uruk".

Na semana passada, Zettler, que não integra a equipe de Chicago mas visitou o sítio, disse que Zeidan preserva artefatos de um longo período da cultura de Obeid, e em um local que servia como nexo para grandes rotas comerciais. "Poderemos ver a transição, com o avanço da cultura de Obeid vinda do sul para as regiões agrícolas do norte", afirmou.

Guillermo Algaze, antropólogo da Universidade da Califórnia em San Diego e autoridade sobre os primórdios do urbanismo do Oriente Médio, que também não está envolvido na pesquisa, disse recentemente que Zeidan "tem o potencial de revolucionar as atuais interpretações sobre como se desenvolveu a civilização no Oriente Próximo".

Em 2008 e 2009, Stein comandou o mapeamento das ruínas de Zeidan e a escavação de trincheiras de exploração. Ele disse que as descobertas iniciais confirmaram se tratar de uma "comunidade proto-urbana" do período de Obeid, possivelmente um templo importante. A descrição e interpretação das descobertas realizadas até agora foi publicada no recente relatório anual do Instituto Oriental, e seguida por anúncio oficial da Universidade de Chicago, esta semana. A equipe internacional de escavação, bancada pela Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos, deve retomar o trabalho de campo em julho.

Quatro fases distintas de ocupação foram identificadas em Zeidan. Um cultura mais simples conhecida como halaf é encontrada nas camadas inferiores de sedimentos, material bem preservado do Obeid na camada intermediária e restos da Idade do Cobre em duas camadas superiores. Os indícios obtidos até o momento apontam para transição pacífica entre os períodos.

Os arqueólogos localizaram restos de assoalhos de casas com fornos, fragmentos de paredes de tijolos, cerâmica pintada ao estilo Obeid e trechos de muralhas maiores, possivelmente parte de fortificações ou monumentos. Os estilos de cerâmica e a datação por carbono da muralha apontam para o ano 5000 AC.

Uma das descobertas mais reveladoras foi um selo de pedra com a figura de um cervo, possivelmente usado para marcar bens e identificar propriedade, em era anterior à escrita. Com cerca de cinco por seis centímetros, o selo é incomumente grande e foi entalhado em uma pedra vermelha que não é originária do local. Os arqueólogos afirmam, de fato, que o selo se assemelha em estilo a um objeto semelhante encontrado 300 quilômetros a leste, em Tepe Gawra, perto de Mosul.

Para os arqueólogos, um selo não é só um selo. Zettler diz que ele significa que "alguém tem a autoridade de restringir o acesso às coisas - fechar urnas, sacas, portas. Assim que surge um selo, surge a estratificação social".

A existência de selos elaborados com padrões quase idênticos em sítios tão distintos, disse Stein, sugere que "nesse período, as elites mais elevadas estavam assumindo posições de liderança em uma região mais ampla, e essas elites dispersas adotaram um conjunto comum de símbolos e talvez até uma ideologia comum de status social superior".

Outros artefatos são prova da transição de vida autônoma de aldeia para a produção especializada, dependente do comércio e capaz de adquirir produtos de luxo, reportaram os arqueólogos. Uma transição como essa presumivelmente requereria certa estrutura administrativa e teria produzido uma classe rica. A expedição sairá em busca de restos de templos e edificações públicas imponentes como confirmação dessas mudanças políticas e sociais.

Naquilo que parece ser a área industrial do sítio, arqueólogos descobriram oito grandes fornos de cerâmica, uma das mercadorias mais comuns do período Obeid. Também encontraram lâminas produzidas de obsidiana vulcânica de elevada qualidade. A abundância de lascas de obsidiana mostra que as lâminas eram produzidas no local, e a cor e composição química do material indica que veio de minas localizadas no território da atual Turquia.

"Encontramos lâminas curvas em toda parte", disse Stein, apontando que elas tinham marcas de uso, "nos pontos em que receberam polimento pela sílica contida nos talos de trigo que eram usadas para colher".

Zeidan também contava com uma fundição para produzir ferramentas de cobre, a mais avançada tecnologia do século 5 AC. Os moradores provavelmente comerciavam com comunidades a cerca de 400 quilômetros de distância para adquirir minério de cobre, de fontes próximas à moderna Diyarbakir, Turquia. Transportar o minério não era tarefa fácil. Em era anterior à invenção da roda ou domesticação de jumentos, as pessoas teriam de transportar o pesado minério às costas.

Um sítio como Zeidan, disse Zettler, "nos informa que as cidades de Uruk não vieram do nada; evoluíram das fundações estabelecidas pela cultura de Obeid".

Até recentemente, disse Algaze, "acidentes de recuperação de dados" haviam levado os estudiosos a acreditar que a origem das cidades e Estados da Mesopotâmia fosse "ocorrência bastante abrupta no quarto milênio, e concentrada no sul do atual Iraque".

As cidades ao sul podem ter sido maiores e mais duradouras, ele disse, mas a crescente pesquisa na periferia da Mesopotâmia, especialmente sobre a difusão do comércio e tecnologia entre as culturas do Obeid, sugere que "a semente da civilização" havia sido plantada bem antes de 4000 AC.

Tradução: Paulo Migliacci ME


Fonte: Terra Notícias
Fonte original: The New York Times (com um vídeo sobre a descoberta)
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